A suíte do investidor que meu marido escolheu para mim
Quando Diego baixou os olhos e assentiu pela segunda vez, soube que o jantar de negócios havia terminado e que a verdadeira transação começava agora.
Quando Diego baixou os olhos e assentiu pela segunda vez, soube que o jantar de negócios havia terminado e que a verdadeira transação começava agora.
A mensagem chegou ao meio-dia: naquela noite eu deveria levar minha esposa ao hotel e esperar no quarto contíguo, diante de uma tela ligada.
Cheguei à propriedade antes de todo mundo e soube pelo olhar dela que não tinha me convidado para mostrar os cavalos.
Sentaram-se uma de cada lado, certas de que me desmontariam com seus joguinhos. Passei o jantar inteiro deixando-as acreditar nisso e apenas cinco minutos virando o jogo.
Atravessei a cidade inteira achando que íamos comer algo. Quando abri o guarda-roupa do quarto dez, ela saiu com um bolo aceso e um sorriso nada inocente.
Ele arrancou de mim dois sorrisos em uma semana e eu lhe dei meu número. Naquela tarde, na escada do prédio dele, ensinei tudo o que uma mulher experiente pode fazer.
Dez anos de casamento desabaram por causa de um aro de ouro esquecido no banco do passageiro. Carla decidiu que o divórcio não seria o fim, mas apenas o começo.
Naquela noite, escondido na sombra do corredor, meu marido entendeu que me oferecer a outro homem tinha um preço: ver como outro me dava o que ele já não sabia mais dar.
Desci à piscina de lingerie só para provocá-lo. Não imaginava que, naquela mesma noite, acabaria implorando para que ele não parasse dentro de mim.
Deixei o vestido cair na varanda sabendo que ele me observava do outro lado do vidro. E soube que meu marido tinha planejado tudo.
Quando me olhei no espelho do hotel, com o rímel borrado e as marcas no pescoço, soube que nenhuma mentira bastaria quando chegasse em casa.
Quando ela baixou a voz para me dizer que os dois tinham transado, senti tudo o que eu achava saber sobre meu casamento se espatifar no chão do corredor.
Uma mão paciente saía de entre as grades e me acariciava a barriga sem pressa. Meu marido soltou um botão da minha camisa para abrir caminho.
Pedi uma única coisa para a última noite: dançar. O que aconteceu depois, na cabine no fim do corredor, eu não contei a ninguém.
O telão se acendeu, a voz dela encheu os alto-falantes e, diante de toda a família, ela se despediu de mim para sempre. Eu ainda não sabia quem era o outro homem.
Eu ainda tinha meia taça na mão e uma aliança de noivado no dedo. Quando aquele rapaz começou a me elogiar, soube que naquela noite faria algo sobre o qual jamais falaria.
Reconheci os gemidos atrás daquela porta. Reconheci cada cadência. Mas a mulher da escrivaninha tinha algo que minha esposa jurava nunca ter.
Quando ela chegou para arrumar a casa vazia, eu disse para ir tranquila para o interior. Três horas depois estávamos na minha cama, e minha esposa ainda nem tinha pousado.
Fui à cozinha buscar gelo e ele fechou a porta atrás de mim. Com a festa tocando do outro lado, eu soube que não ia conseguir impedi-lo, mesmo se quisesse.
Quando o vi entrar sem coragem de levantar os olhos, pensei que seria só mais uma consulta. Não foi. O que encontrei sob aquela bata me tirou o sono por dias.