Eu chupei ele no carro dele na volta da festa
No escuro, a poucos metros do meu portal, o pau dele brilhava sob o único poste da rua. E eu já sabia que ia baixar a cabeça de novo.
No escuro, a poucos metros do meu portal, o pau dele brilhava sob o único poste da rua. E eu já sabia que ia baixar a cabeça de novo.
Nunca contei a ninguém, mas assim que ele fecha a porta para viajar, há um nome e um corpo que tomam toda a minha imaginação.
Quando os quatro caras entraram no apartamento às cinco da manhã, eu soube que viveria algo que nunca contei a ninguém.
Cheguei atrasada ao jantar, mas não foi por trânsito. Foi pelo desvio que fizemos até aquele terreno baldio a cinquenta metros do restaurante.
Eram mais de onze da noite, todos dormiam e a chuva caía forte. Achei que só ia me molhar um pouco no quintal. Não imaginava até onde eu iria naquela noite.
Vesti o biquíni mais pequeno que tinha e desci para o jardim só para ver a cara dele. Eu sabia exatamente o que estava fazendo, e não ia parar.
Só havia um rapaz no fundo, lavando as mãos. Ele me olhou pelo espelho e, sem dizer uma palavra, nós dois soubemos que a espera tinha acabado.
Saí da água tremendo de frio e a vi ajeitando o biquíni ao sol. Nenhum dos dois sabia que aquela manhã mudaria tudo entre nós.
Tirei o biquíni na jacuzzi sabendo que ele me olhava de lado do telhado. O que eu vim esquecer virou a única coisa de que me lembro da viagem.
Renata sempre se escondia atrás de Camila e Marisol. Nessa noite, na areia morna e longe de casa, decidiu que não queria mais olhar da margem.
Nunca tínhamos passado de um cumprimento cortês, mas naquela tarde encharcada, presa pela chuva na loja dele, tudo mudou com uma única mensagem no meu celular.
Ele não me parecia atraente, mas me excitava me sentir desejada. Quando ele subiu no banco para revisar o ventilador, eu soube exatamente como ia retribuir o favor.
Cruzei a porta do quarto esperando encontrá-lo dormindo. O que vi me trouxe lembranças que eu achava enterradas, e não fui capaz de me virar.
Passar por trás do meu filho com ele colado às minhas costas, prendendo a respiração. Eu sabia que estava errado, e justamente por isso não conseguia parar.
Naquela sexta-feira, ele subiu no carro com uma mala e umas caixas que eu não entendi. Dentro não havia trabalho: estava o presente que, enfim, me deixaria ser quem sempre fui.
Naquela tarde não planejávamos nada. Mas, quando ele baixou a calça na minha frente, soube que ia provar algo que nunca tinha provado.
Não tinham passado nem cinco minutos de filme quando a mão dele já procurava debaixo do meu short, e eu, em vez de afastá-la, rezei para que ninguém na sala virasse para nos olhar.
Faziam meses que eu não chupava uma boa rola, então quando aquele daddy do Mercedes branco me escreveu, não pensei duas vezes.
Eu sabia que ela estendia a roupa às quintas no mesmo horário. Naquela manhã saí sem nada por cima só para ver a cara que ela faria. Não esperava que ela sorrisse assim.
Há anos eu engolia suas provocações e fazia o papel de amigo paciente. Numa tarde de agosto, na varanda dela de frente para o mar, algo em mim se rompeu.
Disse para ela escolher onde passar o creme depilatório. Jamais imaginei que ela apontaria justamente para o lugar que mais ia me fazer sofrer.
Duas taças de vinho, a pergunta inesperada dele e eu contando minha primeira vez com outro homem enquanto ele me ouvia com uma atenção que logo virou outra coisa.
Precisava de dinheiro, e ele tinha uma proposta. Demorei menos do que imaginava para dizer sim e muito mais para entender o que aquele sim significava.
Ela não sabe que, quando saio «para ver um amigo», volto cheirando a outro. Estou assim há três meses e não sei quanto tempo mais consigo aguentar.
Subi convencida de que tinha o controle. Quarenta minutos depois, entendi que o único que mandava naquela estrada era ele.
Nunca imaginei que uma noite de dominó com dois amigos acabaria assim. Quando os dois me olharam ao mesmo tempo, eu soube que o clima tinha outra temperatura.
Matías vinha me olhando de outro jeito havia semanas. Quando finalmente disse em voz alta, o chão sumiu sob os meus pés. Era proibido.
Experimentei um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era controle puro.
Passei anos cruzando com ele naquela casa. Sabia como ele me olhava, sabia o que sentia cada vez que me roçava. Nessa tarde, parei de fingir que não o desejava.
Três dias depois, voltou ao clube antes da hora. Ela chegou por último, fechou a porta, e o clique da tranca foi o único sinal de que precisavam.
Acordei com os lençóis úmidos por causa do que sonhei. Me toquei antes de levantar. E o dia inteiro foi assim: o corpo com sua própria agenda.
Eu já tinha aceitado os jogos de dominação dele antes. Mas o que ele me pediu naquela noite pelo telefone era diferente de tudo o que havia acontecido antes. E, mesmo assim, eu não desliguei.
Achava que me conhecia bem. Valentina levou só três semanas para provar que eu estava completamente errado — e eu lhe era infinitamente grato.
A primeira vez que o vi soube que era um erro. Um erro que passei três anos evitando, até a noite em que ele bateu à minha porta às duas da madrugada.
Ainda com o gosto da pele dela nos lábios, eu soube que aquela noite no carro mudaria tudo o que eu achava saber sobre desejo.
Eu dei permissão para ela ficar com outro. O que eu não esperava era ficar colado ao telefone, ouvindo tudo, sem conseguir desligar.
O jardim estava escuro quando Marcos me arrastou para trás das sebes. O que veio depois, entre champanhe e corpos, ninguém havia planejado.
Cafeína demais para dormir, desci ao saguão e ela ainda estava lá: loira, elegante, com uma xícara de café nas mãos e aquele sorriso que não era totalmente inocente.
Deixei o carro a um quarteirão para não fazer barulho. As luzes estavam apagadas, mas do fundo da casa vinham risadas que não combinavam com reunião nenhuma.
Caminhei até a escola sentindo o sêmen de Ramiro entre as pernas. O dia mal tinha começado.
Era só um jogo para fazer amigas, mas quando ela perguntou se podia vir naquela noite, entendi que a gente tinha cruzado uma linha que eu queria cruzar.
Quatro homens pagaram para me usar num armazém. Minha filha controlava a porta. Nessa noite deixei de ser quem eu era.
Quando entrei naquele bar e ouvi sua voz se apresentando, algo dentro de mim desabou. Não foi desejo. Foi rendição absoluta.
Quando vi o homem se aproximando pela trilha, ele apertou minha cabeça com mais força. Não ia parar. E eu também não queria que ele parasse.
Havia meses eu fantasiava me render a alguém que soubesse assumir o controle. Não imaginei que o encontraria numa sexta-feira, no balcão de um bar.
Levávamos quatro anos trocando olhares naquele bar. Ela de óculos, eu sem saber o que fazer com tudo o que sentia cada vez que ela me servia.
Ele trancou a porta, sentou na mesa e me olhou com uns olhos verdes que não julgavam nada. Eu ainda estava ofegante.