A festa a portas fechadas que era só de mulheres
Quando Mariela pegou o microfone e disse que o bar ficava fechado só para nós, entendi que aquela noite nenhuma de nós voltaria para casa sendo a mesma.
Quando Mariela pegou o microfone e disse que o bar ficava fechado só para nós, entendi que aquela noite nenhuma de nós voltaria para casa sendo a mesma.
Ela trancou a porta e guardou a chave no bolso. — A partir de agora você faz o que eu mandar — sussurrou, e uma parte de mim, cansada de decidir, quis obedecer.
Acabei de me mudar e não conhecia ninguém. Bruna foi a primeira a falar comigo; nunca imaginei que ela e a companheira tinham um plano para mim naquela noite.
Ela aceitou a sessão buscando fotos elegantes para o perfil. Não esperava que aquela câmera antiga acabasse despindo muito mais do que o corpo.
Ela a cumprimentava na portaria há meses, contendo o desejo. Naquela tarde, as sacolas da compra caíram e, enfim, tive uma desculpa para subir.
Quando Renata abriu a porta do quarto com o arnês vestido e perguntou se havia lugar para mais uma, eu soube que aquele Natal nenhuma de nós ia esquecer.
Senti a mão dela subir pela minha coxa no meio da multidão do metrô e, embora eu não pudesse me mexer um centímetro, não quis que ela parasse.
Fui buscar conselho na única mulher em quem confiava, sem imaginar que naquela tarde, na casa de campo, descobriria tudo o que meu corpo ainda não sabia sentir.