O que aconteceu na bodega da minha vizinha casada
A gente se cruzou no elevador por acaso. Ela levava caixas e eu estava com as mãos livres. Aceitei ajudar sem saber que aquela bodega ia nos fechar lá dentro.
A gente se cruzou no elevador por acaso. Ela levava caixas e eu estava com as mãos livres. Aceitei ajudar sem saber que aquela bodega ia nos fechar lá dentro.
O papel dizia só um número de celular. O que encontrei ao chegar à casa dos meus sogros naquela terça apagou para sempre minha ideia de quem ela era.
Ele era grande, calejado, de mãos que faziam o trabalho pesado sem reclamar nunca. Não era o homem que eu imaginaria. Mas naquela tarde de neve, algo se quebrou.
Desci para o banheiro com os saltos na mão e ainda sem entender o que seria um dia inteiro saindo como Luna ao lado de Bruno por aquele vilarejo.
Desci para o restaurante com a lingerie vermelha bem guardada sob o vestido e uma decisão: se naquela noite ele não a visse, o que era nosso não sairia da tela.
Há cinco anos dividíamos a sala. Numa noite, com a terceira taça de vinho, Andrés deixou escapar uma frase que mudou tudo entre nós.
Quando vi o nome dele na tela, meu estômago apertou. Duas semanas lembrando a boca e as mãos dele, e lá estava ele de novo, como se nada tivesse acontecido.
Ela percebeu antes de mim. Segurou minha mão na pista e me olhou como se soubesse exatamente o que eu ainda não conseguia admitir para mim mesma.
Precisava de dinheiro, e ele tinha uma proposta. Demorei menos do que imaginava para dizer sim e muito mais para entender o que aquele sim significava.
Ela esperou com a mesa posta, a lingerie nova e uma garrafa de vinho. No dia seguinte, os três tomaram café da manhã juntos e Valeria decidiu como cobrar a dívida.
Eu sabia antes de sair o que ia fazer. Subi no primeiro caminhão que parou e entendi que aquele dia não ia acabar cedo.
Valentina viu o volume sob o shorts e não o ignorou. Levantou-se, olhou em volta para confirmar que a sala estava vazia e se aproximou devagar.
Quando entrei naquele bar e ouvi sua voz se apresentando, algo dentro de mim desabou. Não foi desejo. Foi rendição absoluta.