Eu o vi perder o controle pela primeira vez
Ele me esperava havia anos e eu não percebi até ser tarde demais. Quando me confessou no fim, entendi por que tudo tinha sido tão diferente.
Ele me esperava havia anos e eu não percebi até ser tarde demais. Quando me confessou no fim, entendi por que tudo tinha sido tão diferente.
Natalia estava com as pernas abertas na maca e o médico fingia aplicar creme. Eu observava do canto, imóvel, sem querer que ele parasse.
Busquei os binóculos quase sem pensar. Quando foquei, ela já me olhava da janela. E, em vez de fechar a cortina, a abriu de vez.
Cheguei à academia com o cabelo úmido, sem calcinha e tremendo. Ele me esperava na porta. Quando trancou a porta, soube que não havia volta.
Semanas antes, fizemos uma aposta numa partida de cartas. Quem perdesse teria que cumprir a fantasia mais obscura do outro. Ele perdeu. E eu estava prestes a cobrar.
Uma porta entreaberta foi o começo. Depois veio o espelho que instalei no quarto dela para enxergar melhor, noite após noite.