Meu enteado me levou para uma festa e tudo mudou
Era a mulher do pai dele, mas naquela madrugada, sentada na areia e colada ao peito dele, eu deixei de saber onde terminava o carinho e começava outra coisa.
Era a mulher do pai dele, mas naquela madrugada, sentada na areia e colada ao peito dele, eu deixei de saber onde terminava o carinho e começava outra coisa.
Eu estava meio dormindo, me tocando, quando senti uma mão que não era a minha. O que veio depois quebrou todos os limites que eu achava respeitar.
“Eu te ajudo”, disse Lorena antes de subir para se trocar. Quando desceu com aquela saia justa, nenhum dos dois imaginava até onde iriam naquela manhã.
Na primeira noite eu só quis olhar. Na terceira já não conseguia deter minha mão. Quando ela virou o rosto na penumbra e sorriu para mim, eu soube que estava perdida.
Achei que fosse um simples curativo. Até que os dedos dela escorregaram pela minha pele e deixaram de ser os de uma mãe qualquer.
Os irmãos me cercaram no estábulo e me contaram o que ninguém da cidade sabia. A irmã era de todos. O pai dava a ordem. E eu tinha dezoito anos e os olhos muito abertos.
A câmera da sala foi ligada justo quando ela cruzou as pernas no sofá. Eu só tinha que olhar e esperar a minha vez.
Três semanas depois de descobrir os monitores ocultos do escritório do meu sogro, a tela piscou e se acendeu sozinha, justo quando ele já estava atrás da filha.
Eu sabia que não devia levantar o lençol, que não devia olhar, mas a chuva batia na janela e minha irmã respirava fundo. Baixei os olhos e soube que não havia mais volta.
Tinha dezessete anos e o calor não me deixava dormir. Entrei no quarto dele em busca de água e encontrei algo que jamais vou esquecer.
Estava na cozinha com uma roupa que eu nunca tinha visto, e quando roçou meu ombro ao passar, algo em mim que não tinha direito de existir despertou.