Meu primeiro encontro pelo app e o que aconteceu depois
Cheguei ao motel dizendo que não queria mais, convencida de que ia parar tudo. O que eu não sabia era o quanto gostaria de perder aquela discussão comigo mesma.
Cheguei ao motel dizendo que não queria mais, convencida de que ia parar tudo. O que eu não sabia era o quanto gostaria de perder aquela discussão comigo mesma.
Passei anos fingindo com meu namorado. Naquela noite, do outro lado do bar, estava o único homem que realmente sabia o que meu corpo vinha pedindo.
Só precisava usar um banheiro naquela tarde de calor. O que aquele velho da oficina fez com o celular me deixou presa e à mercê dele por dias.
Sentei no banco do copiloto só por curiosidade, mas naquela noite entendi que algumas decisões se tomam sem pensar demais.
Quando ele ficou para praticar algumas posturas, notei o jeito como me olhava. Eu estava há meses sem um parceiro e meu corpo decidiu por mim muito antes da minha cabeça.
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Durante éons só conheci o silêncio do vazio. Até que fisguei um sinal em um mundo azul e, sem pedir permissão, me infiltrei no corpo de uma mulher em chamas.
Minha irmã estava no exterior e coube a mim ir à formatura. Quando meu sobrinho cobrou o presente na frente dos amigos, eu soube que aquela noite não terminaria como começou.
Todo mundo na faculdade sabia como eu era, e o vigilante da entrada bastou uma sorrida para entender que naquela tarde, depois da faxina, eu não iria embora tão cedo.
Eu digitava o nome dela de vez em quando para ver se a encontrava. Nunca aparecia. Até aquela madrugada, quando o primeiro resultado foi ela, exata, sem dúvidas.
Caiu para ela o mecânico que ela vinha observando na fila. Quando ele lhe passou o telefone “caso o carro desse problema”, os dois sabiam que o carro era o de menos.
Trocamos centenas de fotos, mas nunca tinha acontecido nada pessoalmente. Até aquela tarde de março em que fui buscá-la e ela já tinha um plano.
Três e meia da tarde, sem calcinha e com um plano muito claro na cabeça. O que eu não calculei foi quem acabaria falando comigo pela porta.
Nunca tinha deixado tantos olhos me percorrerem ao mesmo tempo. E o pior — ou o melhor — é que meu marido aproveitava cada segundo do bar.
Vi-a sair do carro para sacudir as migalhas da saia e, sem saber, soube naquele instante que ainda nos esperavam muitos quilômetros e pouquíssimas desculpas.
Quando os outros foram ao bar e ficamos sozinhos à beira da piscina, minha tia me perguntou algo que mudaria para sempre a forma como eu a olharia.
Ele me perguntou um endereço e eu o acompanhei sem pensar. Nunca imaginei que, minutos depois, estaria contra a parede de um prédio em obras com a calça nos tornozelos.
Pensei que fosse um dildo. Quando ela tirou minha venda e vi o espelho, entendi que vinha me preparando havia meses para algo bem diferente.
Quando ele me pediu para tirar a segunda pele e me cobrir com a toalha, achei que seria apenas mais uma sessão. As mãos no meu adutor provaram o contrário.
Subi para o segundo andar do ônibus achando que dormiria as sete horas seguidas. Trinta minutos depois, um rosto surgiu entre os assentos e me perguntou para onde eu ia.