Os gemidos dos vizinhos nos deixaram excitados
Os gemidos do outro lado da parede me deixaram encharcada, e decidi acordar meu homem do jeito mais sujo que conheço.
Os gemidos do outro lado da parede me deixaram encharcada, e decidi acordar meu homem do jeito mais sujo que conheço.
Entrei para avisar que havia chegado à aula e a encontrei chorando sob a água; quando me olhou, sua ordem foi simples: —Tire a roupa.
Achei que aquela noite tivesse sido única, até eles me convidarem para sua casa e eu entender que ainda queriam me usar, me observar e me fazer gozar outra vez.
Havia meses que ele me cumprimentava com gentileza, mas naquela manhã quente descobri, no reflexo do refrigerador, que ele não olhava para os meus olhos.
Cheguei ao motel dizendo que não queria mais, convencida de que ia parar tudo. O que eu não sabia era o quanto gostaria de perder aquela discussão comigo mesma.
Passei anos fingindo com meu namorado. Naquela noite, do outro lado do bar, estava o único homem que realmente sabia o que meu corpo vinha pedindo.
Só precisava usar um banheiro naquela tarde de calor. O que aquele velho da oficina fez com o celular me deixou presa e à mercê dele por dias.
Sentei no banco do copiloto só por curiosidade, mas naquela noite entendi que algumas decisões se tomam sem pensar demais.
Quando ele ficou para praticar algumas posturas, notei o jeito como me olhava. Eu estava há meses sem um parceiro e meu corpo decidiu por mim muito antes da minha cabeça.
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Durante éons só conheci o silêncio do vazio. Até que fisguei um sinal em um mundo azul e, sem pedir permissão, me infiltrei no corpo de uma mulher em chamas.
Minha irmã estava no exterior e coube a mim ir à formatura. Quando meu sobrinho cobrou o presente na frente dos amigos, eu soube que aquela noite não terminaria como começou.
Todo mundo na faculdade sabia como eu era, e o vigilante da entrada bastou uma sorrida para entender que naquela tarde, depois da faxina, eu não iria embora tão cedo.
Eu digitava o nome dela de vez em quando para ver se a encontrava. Nunca aparecia. Até aquela madrugada, quando o primeiro resultado foi ela, exata, sem dúvidas.
Caiu para ela o mecânico que ela vinha observando na fila. Quando ele lhe passou o telefone “caso o carro desse problema”, os dois sabiam que o carro era o de menos.
Trocamos centenas de fotos, mas nunca tinha acontecido nada pessoalmente. Até aquela tarde de março em que fui buscá-la e ela já tinha um plano.
Três e meia da tarde, sem calcinha e com um plano muito claro na cabeça. O que eu não calculei foi quem acabaria falando comigo pela porta.
Nunca tinha deixado tantos olhos me percorrerem ao mesmo tempo. E o pior — ou o melhor — é que meu marido aproveitava cada segundo do bar.
Vi-a sair do carro para sacudir as migalhas da saia e, sem saber, soube naquele instante que ainda nos esperavam muitos quilômetros e pouquíssimas desculpas.
Quando os outros foram ao bar e ficamos sozinhos à beira da piscina, minha tia me perguntou algo que mudaria para sempre a forma como eu a olharia.