Voltei a procurar o homem que tinha me marcado
Não tínhamos trocado os telefones, mas eu sabia como encontrá-lo. Voltei ao chat com uma única ideia: que ele me chamasse de gatinho outra vez.
Não tínhamos trocado os telefones, mas eu sabia como encontrá-lo. Voltei ao chat com uma única ideia: que ele me chamasse de gatinho outra vez.
Iván ainda dormia nos meus braços quando um barulho no corredor me tirou da cama. Eu não imaginava que o último dia seria o mais quente de todos.
Eu estava há mais de duas horas na sala de espera quando ele chamou meu nome. Eu não imaginava que naquela mesma tarde terminaríamos sozinhos numa maca que ninguém mais usava.
Entrei com um copo d’água e o encontrei trocando de calça. Naquele segundo, soube que tudo o que eu achava saber sobre mim mesmo era mentira.
Dez minutos de pausa, um videogame de futebol e uma aposta absurda bastaram para derrubar tudo o que Bruno achava saber sobre o amigo em uma tarde.
Nove e meia da manhã, uma planilha do Excel pela metade e, de repente, o corpo nu do namorado roçando sua nuca. Trabalhar ia ser impossível.
Eu conhecia os horários dele, o barulho das botas, o momento exato em que tirava a camisa por causa do calor. O que eu não sabia era até onde essa obsessão ia me levar.
Nos chuveiros do colégio, eu olhava sempre escondido. Naquele dia, voltando do treino, Mateo me fez a pergunta que eu esperava havia anos.
A loja estava vazia às três da tarde. Quando ele baixou a porta e me levou ao provador, eu soube que aquela sesta não seria como nenhuma outra.
Quando entrei no caminhão com ele naquela noite, soube que algo ia acontecer. O que eu não imaginava era terminar de joelhos na escuridão olhando para ele assim.