O castigo que minha prima me fez presenciar
Ele nunca imaginou encontrar as mulheres da família cobrando uma dívida atrás daquela porta — nem sentir prazer em cada segundo.
Ele nunca imaginou encontrar as mulheres da família cobrando uma dívida atrás daquela porta — nem sentir prazer em cada segundo.
Âmbar havia aceitado as regras do amo: nada de prazer até voltarem da viagem. O que ele não sabia era qual das duas mulheres tinha a última palavra.
Cruzei a porta do hotel sabendo que naquela noite deixaria de ser eu. Três estranhos me esperavam com uma taça servida e nenhuma intenção de me tratar com cuidado.
Ela desceu da arquibancada vazia com um vestido vermelho que não deixava nada à imaginação. O treinador ainda não sabia que aquela tarde mudaria tudo.
Eu a adverti entre os dentes, na cozinha, que ela pagaria pela traição. Não imaginei que acabaria ajoelhada no meu quarto, me implorando como nunca implorou a ele.
Para ela, é só carinho, uma forma de cuidar dele. Para ele, é amor. E entre os dois cresce um segredo que pulsa toda noite a poucos metros do namorado dormindo.
Eu disse para ele se despir também. Era justo: ele já tinha me visto nua na tela, e eu passei a tarde inteira fingindo curiosidade técnica.
Eu passava anos roubando as havaianas dela para me esconder com elas. Na tarde em que ela me descobriu na escada, soube exatamente como usar meu segredo.
Não precisei ler o nome dele para saber que aquelas calças verdes que ele descrevia com tanto detalhe eram as minhas. E soube, naquele instante, que eu o faria implorar.
O recepcionista me entregou um pacote sem remetente. Dentro, um plugue de metal e uma nota com a letra dele: «Para o nosso encontro, quero que você o use».
O mar me cuspiu no convés de um iate sem um único homem a bordo. Quando acordei pela segunda vez, já estava usando o vestido delas e não entendia por que estava deixando.
Passei uma semana mandando fotos para deixá-lo louco. Quando ele voltou, descobri que meu castigo pela impaciência seria me ajoelhar e esperar de língua de fora.
Carla surgiu descalça entre as sombras do jardim, com aquele ar de menina boazinha que escondia a garota mais perversa que eu já conheci.
Sempre achei que não havia nada mais sujo do que uns pés. Numa noite, descalça e nervosa na cama da minha amiga, descobri o quanto eu estava errada.
Esta manhã, enquanto esperava o café, voltei a me ver de joelhos sobre o piso recém-encerado, com as pernas dormentes e o olhar baixo, aguardando uma única ordem dele.
A toalha escorregou durante a massagem e, sem querer, eu fiquei olhando. Ele percebeu. E, daquele segundo em diante, deixei de ser eu para virar algo dele.
Ela tinha todas as provas sobre a mesa. Podia me destruir com uma única ligação. Em vez disso, trancou a porta e mandou que eu me ajoelhasse.
Levo trinta anos fingindo ser a mulher recatada que meu marido acha ter libertado. O que ele não sabe é que neste cruzeiro sou eu quem controla o jogo.
Era a primeira vez que eu a via pessoalmente. Eu ia contar sobre a piscina e o salva-vidas, mas a mão dela na minha coxa mudou a conversa antes que eu terminasse a frase.
Quando subi no carro naquela manhã e vi que ela estava sozinha ao volante, soube que o fim de semana não teria nada de inocente.