O hóspede do 412 que me mudou para sempre
Quando abri a porta do 412 pensando que estivesse vazio, encontrei-o nu no sofá, me olhando como se soubesse quem entraria.
Quando abri a porta do 412 pensando que estivesse vazio, encontrei-o nu no sofá, me olhando como se soubesse quem entraria.
Quando ele abriu a porta só de camisa, eu soube que aquela tarde não ia ser de muita conversa. E eu não me enganei nem um pouco.
Quando a porta se abriu, eu ainda estava com a cueca dele apertada contra o rosto. Ele me olhou com um sorriso que não era de raiva, mas de algo muito pior.
Ela nunca apareceu no ponto de encontro. Vinte minutos depois, um desconhecido se aproximou de mim com uma proposta fora dos meus planos.
Aos dezenove anos, depois de uma vida inteira em colégios femininos, naquela noite aprendi mais do que poderia imaginar.
Contratamos Valeria para cuidar do meu sogro, o homem que me insultava há anos. Ninguém imaginou o que aconteceria naquela manhã no banheiro.
Eu tinha um quarto secreto atrás da minha loja de lingerie. Naquela tarde, Andrés já estava nu quando eu cheguei. Não esperávamos mais ninguém.
Carlos me olhava da outra mesa com aquele sorriso de homem que acha que sabe o que quer. Ele não fazia ideia do que estava prestes a descobrir.
Eu tinha esperado meses por aquele sábado. Saltos altos, lingerie de renda, a chácara só para mim. Ninguém devia me ver. Então Roberto apareceu da chácara da frente.
Coloquei o café na mesa, começamos a conversar, e a última coisa de que me lembro é o sono me vencendo. Quando acordei, estava amarrado de mãos e pés.
O calor de julho esmagava a rodovia. Quando Diego desceu do caminhão e veio na minha direção, entendi que o defeito seria o melhor acidente da minha vida.
Ele me sussurrou o número do quarto no ouvido e foi embora. Fiquei com o café pela metade e o pulso martelando na garganta.