O velho vizinho que me espionava no banho
Havia quinze anos eu o cumprimentava na praia sem imaginar o que aquele homem via todas as noites através do vidro do banheiro, enquanto eu achava que estava sozinha.
Havia quinze anos eu o cumprimentava na praia sem imaginar o que aquele homem via todas as noites através do vidro do banheiro, enquanto eu achava que estava sozinha.
Achei que tinha colocado ela no lugar dela. Naquela tarde, ao sair do banheiro, ouvi um zíper sendo abaixado atrás da porta entreaberta da sala.
Subi para usar o banheiro e ele me esperava com o zíper aberto. O que eu não calculei foi que alguém ia abrir a porta justamente quando estávamos de quatro.
Eu dividia o apartamento com duas universitárias que andavam quase nuas pela casa sem nenhum pudor na minha frente. Demorei semanas para entender o motivo.
Bruno me apresentou aos amigos com um sorriso cúmplice e, antes que eu entendesse nada, soube que aquela noite não ia me deixar sair da cabana sendo a mesma.
Adrián achava que era só subir para a casa de um amigo. Não contava com Lucas acordado na sala, nem com a vontade que vinha segurando a noite toda.
Atravessei a sala com o coração disparado, me ajoelhei ao lado dela e soube que, depois daquela noite, minha mãe deixaria de me ver como a caçulinha da casa.
Ela ria deles, nua e triunfante, certa de que os tinha usado. Não viu o ódio crescer nos olhares deles até ser tarde demais.
Sentado no sofá, com o uísque na mão, entendi que já não precisava participar: me bastava olhar enquanto outro fazia o que eu tinha deixado de fazer.
Quando desci ao lobby para fugir da festa corporativa, não esperava pelo garçom que me olharia como se soubesse exatamente do que eu precisava naquela noite.
«Aqui podemos fazer o que quisermos. Ninguém nos conhece, ninguém nos julga.» Ela disse isso com uma taça na mão, e eu soube que o verão ia mudar tudo.
Marina esticou a mão até ele a partir do sofá, a palma aberta, um convite que não dizia nada e dizia tudo. Tomás largou o copo e se levantou da poltrona.
Abri as cortinas às duas da tarde com o cabelo ainda molhado e pensei que ninguém no meu povoado ousaria olhar para a minha janela ao meio-dia.
Quando ela entrou no quarto quase nua, usando apenas a blusa e balançando aqueles quadris brancos, percebi que nunca mais dormiria naquela casa sem pensar nela.
Toda manhã eu a buscava para ir trabalhar. Nessa madrugada, no meio do campo, descobri que ela já não conseguia disfarçar o que sentia quando me olhava.
Eu tinha a casa só para mim, quatro doses no corpo e a certeza de que quatro homens me observavam do andaime. Não desperdiçaria aquela manhã.
A cama rangia no ritmo de gemidos contidos. Fui descalço até a fresta da porta de Camila, e o que vi me deixou pregado ao chão por uma hora inteira.
A imagem era nítida: ela deitada na espreguiçadeira dele, de biquíni, com um sorriso que não era para mim. O que veio depois me deixou sem fala.
Pablo e Laura chegavam ao resort pensando em tênis. Oito adultos, um terraço com vista para o mar e uma taça de vinho a mais mudaram todos os planos.
Diego me mandava mensagens carinhosas enquanto eu, naquela jacuzzi, sentia as mãos de Sergio na minha cintura e empurrava o cu contra ele.