O desconhecido que nos observava na praia
Acreditávamos que brincávamos às escondidas na areia, até que um estranho se aproximou e confessou que nos observava havia horas. E trazia uma proposta.
Acreditávamos que brincávamos às escondidas na areia, até que um estranho se aproximou e confessou que nos observava havia horas. E trazia uma proposta.
Quando senti o olhar dele cravado nas minhas costas da janela da frente, soube que naquela tarde eu não ia comprar pão: ia dar a ele algo muito melhor.
Entrou com o uniforme branco e o sorriso de sempre. O que nenhum dos dois viu chegando foi a outra mulher sentada no sofá, a três metros do jogo.
Eu passava a manhã de roupão, diante do computador, até que algo se moveu na janela do bloco em frente e eu soube que aquele dia seria diferente.
Três da manhã. Uma camisola curta. Nada por baixo. E a sensação de que cada poste do parque era um olho curioso esperando que eu desse mais um passo.
Eu achava que ele era tão pudico quanto eu. Até sair do banho, tirar a toalha a meio metro de mim e começar a se secar como se nada estivesse acontecendo.
Bastava um buraco do tamanho de uma ervilha para vê-la passar nua sobre o cavalo branco. Roderic fez esse buraco e, desde então, não conseguiu mais fechar os olhos em paz.
Às onze e meia, desci ao quarto da lavanderia com uma desculpa. Ela estava de costas e não se virou quando me ouviu entrar. Isso mudou tudo.
Numa noite de verão, um jogo da garrafa na praia entre desconhecidos e nenhuma intenção de parar. O que aconteceu depois foi muito além do esperado.