A parede de vidro do banheiro de Annika mostrava tudo
Eu nunca tinha beijado uma mulher. Diante do espelho do hall, entendi que naquela tarde faria muito mais do que apenas olhar.
Eu nunca tinha beijado uma mulher. Diante do espelho do hall, entendi que naquela tarde faria muito mais do que apenas olhar.
Subi sozinho ao apartamento para tomar banho antes dos outros. O que eu não esperava era que alguém, do outro lado do pátio, estivesse esperando exatamente aquele momento.
Eu a vi ao embarcar e soube que não dormiria. O que não imaginei foi espioná-la das sombras entre os vagões enquanto outro homem a tomava contra a janela.
«Hoje quero que a gente se masturbe enquanto se olha», ela me disse dentro do carro. Eu não esperava, mas vê-la sem tocá-la me deixou excitado na hora.
Todas as manhãs, ela observava as pessoas da mesa do café, sem imaginar que um homem de terno a observava também — nem a proposta silenciosa que ele lhe faria.
Fazia meses que fantasiávamos com a ideia. Naquela noite, enquanto ela subia a escada atrás da garçonete, soube que eu veria tudo do quarto ao lado.
Eu vinha imaginando aquilo havia semanas. Naquela madrugada, abri o portão, dei um passo no asfalto e soube que não ia parar até alguém me ver.
Achei que o balneário estivesse vazio até ouvir as risadas. Cinco vozes jovens, cinco olhares que não se desviaram do biquíni branco molhado contra minha pele.
Naquela manhã ela acreditava estar sozinha. Tranquei o escritório, pedi que não me passassem ligações e abri o aplicativo justo quando ela entrou no quarto.
Nessa noite ouvi um barulho baixo no corredor e me colei a uma cortina mal fechada. O que eu não sabia é que alguém, descalça no jardim, me observava havia seis minutos.
Ela foi afastando os joelhos aos poucos até eu entender que aquele pequeno espetáculo sob a mesa era dedicado a mim — e a mais ninguém na cafeteria.
Lorena vinha flertando com minha mulher em cada encontro da academia havia anos. Naquela noite, com o clima aceso, a brincadeira deixou de ser brincadeira enquanto eu via tudo da poltrona.
Quando Camila me disse ao ouvido que a garota já estava em casa e nos observava do corredor, pensei que ela pararia. Fez exatamente o contrário.
Quando vi o corpo nu dele sobre a toalha azul, soube que não iria embora sem cumprir teu pedido. Ainda não o tinha tocado e ele já começava a reagir ao meu olhar.
Havia dias que eu me escondia entre os arbustos, vendo-a cavalgar outro homem todas as noites. Quando ele faltou por causa de uma febre, deitei-me em seu lugar.
Subi ao terceiro andar para bisbilhotar e acabei trancada num armário, espionando uma madrugada proibida que mudaria tudo o que eu pensava do desejo.
Havia cinco assentos vazios no ônibus e mesmo assim ela escolheu o meu. Sorriu, ajeitou o xale sobre o colo, e eu soube que algo ia começar antes de sair.
Eu a observava havia semanas da mesa do canto, com uma calma que bagunçava algo dentro de mim. Quando ela se sentou na minha frente no meu descanso, não veio sozinha.
Naquela manhã decidi sair sem nada sob a saia. Eu não queria ser tocada, só observada. E na sorveteria do segundo andar alguém percebeu.
A loja estava vazia e o garoto era jovem. Eu vinha imaginando aquele momento exato havia dias e não ia desperdiçá-lo.