Minha colega me pediu que eu a fotografasse de costas
Eu achava que aquelas fotos eram só minhas, até ela contar até cinco diante dos barcos e erguer o vestido sem avisar.
Eu achava que aquelas fotos eram só minhas, até ela contar até cinco diante dos barcos e erguer o vestido sem avisar.
Quando abaixei a tanguinha dela para passar creme, notei que o casal ao lado tinha parado de fingir. E então entendi que olhar também fazia parte do jogo.
Eu a observava pela fechadura todos os dias às 7h15. O que eu não sabia era que ela contava meus passos atrás dos dela sempre que subia a escada.
Marcos achava que comandava o jogo. A esposa dele me olhou por cima do ombro, deixou a toalha cair e eu entendi que a única regra era a dela.
Quando abri a pasta de arquivos recentes, elas apareceram em miniatura. Quis fechá-la rápido, mas ela já estava olhando a tela comigo, em silêncio.
A lua iluminava as silhuetas dentro da outra barraca e, antes de eu entender o que acontecia lá dentro, eu já não conseguia me mover do lugar onde estava.
Reconheci-a no instante em que cruzou a soleira. Aquela garota de vinte e três anos vinha se despindo para mim na tela havia meses e nem sabia disso.
Quando o primeiro se aproximou do carro, minha mulher já estava com a saia levantada e a blusa aberta. O que veio depois eu vi tudo de um sofá, copo na mão, sem respirar.
Ele surgiu entre as dunas, parou para olhar e não foi embora. Nós continuamos, e ele também. Assim começou o jogo mais excitante que já tivemos.
Quando os primeiros se aproximaram do carro e ela não desviou o olhar, soube que naquela noite iríamos muito além do que havíamos planejado.
Eu tinha entrado para comprar um brinquedo. Não esperava acabar no chão da loja, completamente nua, com estranhos me olhando do outro lado de uma caixa caída.