Seis homens e eu em uma única noite
Uma semana depois da festa, eu ainda pensava neles. Então escrevi para todos, coloquei o vestido mais curto e fui até a casa onde sabia que ninguém nos interromperia.
Uma semana depois da festa, eu ainda pensava neles. Então escrevi para todos, coloquei o vestido mais curto e fui até a casa onde sabia que ninguém nos interromperia.
Quando Daniela me perguntou se eu tinha trazido o brinquedo, soube que aquela noite na minha casa vazia ia acabar muito longe de onde eu achava controlar.
Pedi um refrigerante porque não me deixaram beber, e naquela mesma noite um grupo inteiro de desconhecidos decidiu que eu seria o centro da festa particular deles.
Desci para a água com o biquíni preto que eles tinham escolhido para mim. Três homens me esperavam na penumbra, e eu sabia exatamente para quê.
Quando Mariana desceu trocada e as amigas a seguiram, soube que aquela reunião de trabalho não terminaria como nenhuma outra noite entre conhecidos.
A foto chegou ao meu e-mail sem remetente: a rainha sorria com o rosto coberto de leite e a coroa intacta. Então entendi por que sempre vencia o mesmo tipo de garota.
Esperei quarenta anos para participar de umas eleições. Ninguém me avisou de que terminaria nu, perseguindo uma desconhecida entre as urnas tombadas.
Três amigas, uma suíte paga pela empresa e dois malaguenhos com vontade de festa. Lorena sabia que a última noite na ilha não ia ser dormida sozinha.
Procurava carne jovem na plataforma, e os três garotos da mochila de praia não suspeitavam que a presa era ela que os caçava.
Aos quarenta e cinco, depois de oito anos sem tocar num homem, Inés achava que já tinha visto de tudo. Até que suas duas amigas mais recatadas chegaram chorando com a verdade.
Ela aceitou mostrar a cidade acreditando que controlava a situação. Não sabia que cada jantar, cada praia e cada distração faziam parte de um jogo pensado só para ela.
Desci ao jardim disposta a chamar a polícia. Não imaginei que acabaria de joelhos, entregue aos três estranhos que se escondiam na casa de hóspedes.
Atrás da porta, sete homens me esperavam. Bruno tinha organizado tudo, e eu só precisava dar três batidas para começar.
Quando finalmente abriu os olhos, descobriu que as quatro poltronas ao redor da cama já não estavam vazias. E então entendeu a que ele jogava.
Vendaram meus olhos e me sentaram numa cadeira. Quando umas mãos me fizeram tocar aquele corpo nu, eu soube que minha despedida não seria como nenhuma outra.
Os aplausos vieram das quatro poltronas ao redor da cama. Ela se virou, ainda agitada, e os encontrou nus, esperando sua vez.
Quando Renata tirou a tanguinha do bolso e a deixou sobre a mesa, eu soube que aquela sobremesa não ia terminar com café.
Minha amiga me empurrou de novo para o sofá, disse para eu não me mexer, e quando tentei entender o que estava acontecendo já havia umas mãos abrindo minhas pernas.
Cruzei metade da Europa por um cliente que me comprava conteúdo toda semana. O que eu não imaginei foi o que me esperava na segunda noite, naquele quarto cheio de corpos.
Cheguei com um vestido preto e a ideia de passar um tempo fácil. Às três da manhã eu já não contava as garrafas nem as mãos que me percorriam as costas.