Espiei a aprendiza do meu esconderijo na torre
Eu tinha entrado na torre para cobrar uma velha dívida. O que eu não esperava era ficar imóvel atrás da cortina, prendendo a respiração, incapaz de desviar o olhar.
Eu tinha entrado na torre para cobrar uma velha dívida. O que eu não esperava era ficar imóvel atrás da cortina, prendendo a respiração, incapaz de desviar o olhar.
Desci a uma vila perdida nos Andes para fechar um negócio. Naquela noite descobri por que ali ninguém perguntava pelos parentescos.
Ela me disse que, se eu quisesse o cu dela, teria de merecer. O que eu não esperava era que aparecesse no meu prédio na noite de Ano-Novo, com uma maleta e uma ordem.
Carmen achava que conhecia cada canto da própria casa, até Marisol se sentar diante dela e começar a contar, em voz baixa, tudo o que tinha feito enquanto ela não estava.
Eu a observava de soslaio havia semanas na escada. Na tarde em que cheguei em casa e a encontrei no meu sofá, descobri que o desejo não entende de rótulos.
Fechei os olhos, ergui a bunda e esperei ouvir sua voz. Eu não queria lingerie nem flerte: só me encontrar nua e pronta para que ele cumprisse sua promessa.
Faltavam duas horas para a videochamada e meu corpo já tremia. Eu não ia me tocar nem uma vez; bastava escrever o que ele queria que eu fizesse comigo.
Olhei-me no espelho, mordi o lábio e soube que aquela foto traria consequências. Não demorou nem três minutos para a chave girar na minha fechadura.
Tem manhãs em que acordo molhada, com os mamilos duros e um único pensamento fixo. Começou mais uma das minhas semanas de cio e ninguém em casa imagina o que escondo.
Coloquei a máscara, dei as ordens e deixei que ela se entregasse sem saber quem a tocava. O que veio depois superou qualquer fantasia que tivéssemos imaginado.
Ela subiu ao palco com um vestido vermelho e uma voz impossível. Não imaginava que cantar tão bem seria a armadilha com que seu produtor a prenderia para sempre.
Subi no catamarã para me perder do mundo por um instante. Nunca imaginei que terminaria nua, cercada, e que seria eu a não querer que parasse.
Há meses falávamos nisso e nunca criávamos coragem. Até que um casal nos chamou para o spa liberal numa tarde de maio, e Sofía atravessou aquela porta antes de mim.
Atravessei a sala com o coração disparado, me ajoelhei ao lado dela e soube que, depois daquela noite, minha mãe deixaria de me ver como a caçulinha da casa.
Quatro homens, dois buracos na parede e uma única regra: eu não podia saber quem era quem. Só suas picas iam entregá-los.
Ela ria deles, nua e triunfante, certa de que os tinha usado. Não viu o ódio crescer nos olhares deles até ser tarde demais.
Passei semanas fingindo medo ao passar por eles. Naquela tarde tirei o sutiã atrás de um arbusto e decidi deixar que aqueles seis homens fizessem comigo o que quisessem.
Só havia uma coisa que eles tinham proibido, e era justamente a única que eu desejava enquanto me usavam durante um mês inteiro.
Descemos da festa às quatro da manhã achando que a noite tinha acabado. Na verdade, naquela casa enorme, ela estava só começando.
Quando subi na mesa para dançar para eles, soube que não desceria igual. Eram dez, depois viraram doze, e nenhum ficou sem realizar a fantasia.