Minha fantasia num beco antes do hotel
Nem chegamos ao hotel: assim que vimos o beco vazio, eu soube que ele me foderia ali mesmo contra a parede.
Nem chegamos ao hotel: assim que vimos o beco vazio, eu soube que ele me foderia ali mesmo contra a parede.
Baixei o controle e prendi a respiração: do outro lado da parede, os gemidos dela começavam a aumentar, e minha mão já estava dentro da calça.
Ouvi os gemidos ao passar pelo corredor. A porta estava entreaberta e não consegui desviar o olhar. Também não consegui ficar parada.
O ar-condicionado não funcionava e o suor marcava minha camisa. Quando levantei os olhos, ele já me encarava fixamente pelo retrovisor.
Quando ele me devolveu algo morno na pista, entendi que minha calcinha vermelha tinha voltado com um segredo capaz de incendiar o resto da noite.
Eu ainda estava nua sobre a cama quando a porta se abriu, e por um segundo nenhum dos dois soube o que fazer com o que o outro acabara de ver.
Subi ao palco sem pensar, diante de uma sala cheia de desconhecidos e de um homem que já não me olhava. Naquela noite, deixei de implorar e comecei a sentir.
Eram duas da manhã quando um vídeo plantou a ideia na minha cabeça. Dias depois, eu caminhava pelo supermercado com um segredo vibrando entre as pernas.
Nunca pensei que ver uma desconhecida se tocar ao amanhecer acenderia em mim um desejo tão forte que, naquela mesma noite, eu acabaria num parque, perdendo toda a vergonha.
A chuva batia na janela e a casa estava em silêncio. Eu tinha a tarde inteira para mim e, pela primeira vez, decidi parar de imaginar e sentir de verdade.
Me maquiei diante do espelho, sorri e voltei para a cozinha com um plano que nenhum deles imaginava. Nessa noite, o cardápio fui eu quem escolheu.
A mãe dele tinha o hábito de ajeitar a calcinha fio-dental enquanto caminhava, mesmo sabendo que eu olhava. Naquela tarde, o quarto vazio foi uma tentação irresistível.
Nós tínhamos falado mil vezes em sussurros e eu nunca achei que aconteceria. Mas naquela noite ela se ajoelhou no meio do quarto e eu só pude me sentar para olhar.
Vesti a lingerie mais provocante que tinha e caminhei sozinha até a beira do rio. Nessa noite descobri que o corpo sempre sabe o que quer.
Com os olhos fechados, ela construiu cada detalhe: as mãos de alguém, os lábios, o peso de outro corpo sobre o seu. Ainda não tinha vivido aquilo, mas já precisava.
Cheguei só por curiosidade, prometendo a mim mesma que seria só uma taça e pronto. Mas quando a porta se abriu antes de eu bater, entendi que ele já me esperava havia horas.