A tarde de verão em que meu primo me surpreendeu
Naquela tarde, com o ventilador roncando e a casa vazia, meu primo me olhou de um jeito diferente e disse que tinha algo a me provar. Eu não imaginei até onde ele iria.
Naquela tarde, com o ventilador roncando e a casa vazia, meu primo me olhou de um jeito diferente e disse que tinha algo a me provar. Eu não imaginei até onde ele iria.
Ele tinha namorada e pagava de durão, mas naquela noite, trancados no cubículo do banheiro, foi ele quem me agarrou pela nuca e pediu que eu chupasse direito.
Subi as escadas atrás dele sentindo seu perfume, sem saber que os colegas voltariam duas horas antes do previsto.
Eram três da manhã quando senti sua boca me buscando na escuridão, e soube que desta vez seria eu quem o guiaria até o fim.
Eu estava bêbado no metrô quando abri o app por tédio. Não imaginava que aquela mensagem de um desconhecido terminaria comigo de joelhos num depósito escuro.
Durante anos eu me disse que era o típico cara hétero. Menti. Minhas punhetas eram dedicadas aos colegas do vestiário, e demorei demais para admitir.
Quando as três batidas soaram na porta do banheiro, pensei que fosse Carla. Mas quem entrou foi ele, sem esperar resposta, descalço e com o peito nu.
Conheci-o numa entrega de prêmios onde nenhum dos dois queria estar. Dei fogo no corredor dos fundos e, sem saber, dei também todo o resto.