O que vi na sauna da academia naquela tarde
As duas toalhas no cabide me avisaram que eu não estava sozinho. O inteligente seria ir embora. Em vez disso, fiquei colado ao vidro.
As duas toalhas no cabide me avisaram que eu não estava sozinho. O inteligente seria ir embora. Em vez disso, fiquei colado ao vidro.
Disse a Mateo que ia me bronzear de frente. Não contei que o verdadeiro prazer era saber que cada homem que passava parava para olhar para mim.
Desde o primeiro dia ela me pediu uma foto para se exibir às amigas. Nunca imaginei até onde chegaria o prazer dela em me mostrar para outras.
Deixei a cortina entreaberta de propósito. Naquela tarde não era só para Adrián e para mim: alguém mais esperava o espetáculo do outro lado da rua.
As paredes do apartamento eram de papel, e a melhor amiga da minha namorada dormia parede com parede. Naquela primeira manhã fingimos não lembrar que ela estava ali.
Sob a capa formal e os óculos escuros, a arquiteta escondia um corpo jovem que logo seria conhecido, um a um, pelos operários que cavavam sua ponte.
Disse ao meu namorado que queria ficar com mais homens naquela noite. Ele sorriu, abriu a porta e deixou que entrassem um atrás do outro enquanto eu perdia a conta.
Desci para a sala de tanga, sabendo que ele me olhava do outro sofá. Do outro lado da parede, minha amiga transmitia seu live com o namorado. E eu só pensava em qual porta abrir naquela noite.
Esperei quarenta anos para participar de umas eleições. Ninguém me avisou de que terminaria nu, perseguindo uma desconhecida entre as urnas tombadas.
Ela aceitou mostrar a cidade achando que controlava a situação. Não sabia que cada jantar, cada praia e cada descuido faziam parte de um jogo pensado só para ela.
Os aplausos vieram das quatro poltronas ao redor da cama. Ela se virou, ainda agitada, e os encontrou nus, esperando sua vez.
Eles chegaram às seis em ponto, me beijaram um por um assim que entraram e eu soube que, naquela noite, não seria eu quem mandaria.
Baixei a guarda com uma pergunta boba sobre sexo em grupo, e Antonella sorriu como se estivesse há meses esperando que alguém a fizesse.
Três mulheres, três homens e uma só regra naquela noite no bangalô: ninguém sabia com quem acabaria, e o cronômetro já corria sobre a mesa da sala.
Estava há horas deitada sobre a toalha, com o sol baixando, e cada vez que achava que tinha terminado alguém novo se ajoelhava ao meu lado com outra ideia.
Desci as escadas nua, sorri para eles e só impus uma regra: subir sem roupa. Eram onze, suados e necessitados; eu já estava viúva havia tempo demais.
Se aguentássemos cinco minutos, depois elas competiriam. O que começou como uma brincadeira entre amigos acabou deixando os quatro nus na mesma cama.
Descemos para a sauna sem roupa de banho e entendi que minha mulher e a prima dela já tinham conversado sobre tudo: aquele fim de semana na montanha não seria o que nos contaram.
A porta estava entreaberta e, enquanto espionava minha amiga com dois desconhecidos, uma mão me virou pela cintura. Era ele. E sorriu como se os dois já soubéssemos.
Eu sabia que queria dar pra ele desde a primeira mensagem. O que eu não sabia era até onde meu marido iria quando os três cruzássemos a porta do reservado.