O que aconteceu com o sobrinho do meu marido naqueles dias
Marcos o apresentou como o filho de um primo, de visita por alguns dias. Mas Elena não demorou a notar a forma como o rapaz a olhava quando ninguém mais prestava atenção.
Marcos o apresentou como o filho de um primo, de visita por alguns dias. Mas Elena não demorou a notar a forma como o rapaz a olhava quando ninguém mais prestava atenção.
Quando a porta se fechou e engoliu a última luz, só existiam as mãos, as bocas e a voz de Mateo dizendo que naquela noite eu era dele.
A gente se atrasava para a academia toda manhã, mas jamais pulava aquele ritual entre os lençóis. Hoje, pela primeira vez em semanas, era ele quem abria as minhas pernas.
Estava na empresa havia três semanas quando ele se inclinou sobre a mesa e disse que eu tinha algo que chamava atenção. Nessa mesma tarde eu o segui.
Cheguei à casa dela por causa de um trabalho da escola e a encontrei de havaianas. A partir daí, nunca mais consegui olhar nos olhos dela sem pensar nos pés.
Quando ela saiu do quarto vestida naquele látex preto, com o rabo de cavalo esticado e os saltos altos, eu soube que aquela noite não ia terminar cedo.
Ele a viu dormindo no sofá e não resistiu aos pés descalços da prima. O que começa como fetiche secreto vira uma entrega proibida.
Achei que ia implorar para ela guardar o segredo. Não imaginei que, quando ela voltasse para a sala, estaria com um chicote na mão e botas de salto.
No banheiro me esperava um nécessaire com um bilhete: «vista tudo e ligue». A partir desse instante deixei de decidir sobre o meu próprio corpo.
Abri os olhos e não reconheci o quarto: só o peso de umas mãos sobre minha pele e a certeza de que aquela manhã pertencia a outros.
Aceitei ir tomar um café com o namorado da minha amiga. Quando ele abriu a porta daquele quarto, entendi que não havia café algum me esperando.
Conheci Carla na adolescência e nunca deixei de desejá-la. Ela me contava cada beijo, cada amante, sem saber que eu guardava suas palavras para as noites sozinho.
Comprei aquele brinquedo quase por vergonha, escondida atrás de uma tela. Não imaginei que o corpo que eu tanto odiava acabaria me ensinando a me amar.
Vim a Buenos Aires para juntar uns pesos para minha família. Nunca imaginei que a casa mais bonita do bairro mudaria minha vida do jeito que mudou.
O machão que me humilhou na frente de metade da academia me escreveu por um app de encontros a cinquenta metros da minha casa. Quinze minutos depois, estava tocando a campainha.
Reconheci-o assim que ele se virou. Ia ser meu professor de ginástica e, ao primeiro toque das mãos dele nas minhas costas, soube que aquele dia não terminava ali.
Passei metade da vida subindo a serra sozinho, mas naquela manhã de outubro desci com mais coisa do que a cesta cheia. Isso aconteceu de verdade e ainda me custa acreditar.
Naquela noite à beira da piscina, achei que me esperava só uma dança. Não imaginei que Marina guardava havia dez anos uma promessa que nos arrastaria aos dois.
Eu tinha vinte anos e achava que conhecia meus desejos, até que minha sogra abriu aquele álbum e me mostrou quem tinha sido. Nessa noite eu apaguei a luz e entendi tudo.
Cada marca que as cordas deixam na minha pele me aproxima um pouco mais do abismo. Mas é a única coisa que silencia a voz dele... do homem que eu deixei morrer.