Minha melhor amiga me pediu um beijo na virada do ano
Na madrugada de Ano-Novo, Camila pediu um beijo. O que parecia uma brincadeira de bêbadas terminou com um vibrador e uma confissão guardada por vinte anos.
Na madrugada de Ano-Novo, Camila pediu um beijo. O que parecia uma brincadeira de bêbadas terminou com um vibrador e uma confissão guardada por vinte anos.
Ela sempre se sentava no fundo, intocável, até um beijo na bochecha abrir uma fenda na sua couraça. Jamais imaginei que a mais reservada da sala acabaria tremendo nos meus braços.
Nunca pensei que um avatar num videogame ia me devolver a vontade de desejar outra mulher, nem que esse desejo ficaria comigo muito depois de desligar o console.
Ela cheirava a pele limpa e perfume caro. Minha língua se moveu antes da minha cabeça, e, quando ela virou o rosto e me olhou, soube que não havia volta.
Conversamos durante semanas sem trocar uma única foto, até ela me dizer que queria ser a primeira a fazer isso comigo, pessoalmente, na cama dela.
A desculpa foi um app de pilates e a sala vazia dela. O que aconteceu depois não estava em nenhum exercício do programa.
Quando ela se aproximou de mim no bar, eu soube que aquela mulher faria o que quisesse comigo. E eu queria exatamente isso.
Ela estava triste havia dias desde que o namorado a deixou. Sentei ao seu lado no sofá sem intenção clara. Mas ela apoiou a cabeça no meu ombro e tudo mudou.
O avatar dela sentou ao lado do meu naquela varanda pixelada e algo na voz dela me fez ficar até cinco da manhã.
Dez anos sem se ver e bastou um jantar com champanhe para que tudo entre elas viesse à tona. Algumas amizades escondem algo mais.
Ela me pediu para apoiar as mãos na parede e me olhar no espelho. Lá fora havia gente. Lá dentro, só os dedos dela se movendo sob a saia.
Era só um jogo para fazer amigas, mas quando ela perguntou se podia vir naquela noite, entendi que a gente tinha cruzado uma linha que eu queria cruzar.