A noite em que minha amiga dormiu na nossa cabana
Minha melhor amiga chegou encharcada naquela noite, com os olhos vermelhos de tanto chorar. O que aconteceu depois da terceira garrafa de vinho não estava nos meus planos.
Minha melhor amiga chegou encharcada naquela noite, com os olhos vermelhos de tanto chorar. O que aconteceu depois da terceira garrafa de vinho não estava nos meus planos.
Achei que sabia a que me expunha quando comecei. Mas o que alguns clientes me pediram, o que alguns fizeram, ainda me acorda à noite.
Há seis anos, entrei no quarto do meu irmão mais velho numa noite de agosto. Não fui para conversar. Eu sabia exatamente o que queria fazer.
Tenho vinte e oito anos e uma lista de fantasias que quase nunca conto a ninguém. Esta é minha confissão completa, sem filtros.
Era o namorado da minha melhor amiga: gato, tímido, religioso. Perfeito demais para eu não fazer alguma coisa a respeito.
Éramos oito executivos num veleiro sob o sol. A tensão vinha se acumulando havia meses no escritório. Quando ancoramos naquela cala deserta de Menorca, não houve mais volta.
Quando confessei minha fantasia às três da manhã, pensei que fosse apenas conversa de cama. Duas semanas depois, ele me estacionou diante de um motel e tudo mudou.
Cruzei o bar com as pernas tremendo, segurei o rosto dele e o beijei sem dizer nada. O que veio depois não se conta à luz do dia.
Eu só queria espairecer por uma noite. Não esperava que essa despedida de solteira, esse bar e aquele homem ficassem em mim por tanto tempo.
Quando contei na varanda o que aquele desconhecido tinha me feito um mês antes, não esperava que ela pedisse para ir junto da próxima vez.
Quando eu disse que não conseguia me concentrar, ela contornou minha mesa, parou ao meu lado e soltou a frase que mudou tudo entre nós.
Subi a escada metálica com a saia presa à mão e quatro pares de olhos tentando se enfiar entre minhas pernas. Quem me esperava lá em cima não era Raúl.