A travesti do bar me ensinou quem eu era
Ela ria das minhas piadas, tocava meu braço, e eu achava que já a tinha no papo. Não imaginei que seria ela quem tomaria o controle naquela noite no hotel.
Ela ria das minhas piadas, tocava meu braço, e eu achava que já a tinha no papo. Não imaginei que seria ela quem tomaria o controle naquela noite no hotel.
Achei que estava sozinho entre as árvores, até que um estalo mudou tudo e eu entendi o quanto desejava ser encontrado assim, nu e entregue.
Naquela manhã raspei as pernas, calcei as plataformas brancas e saí do carro sabendo que todo mundo na rua ia me olhar. E olharam mesmo.
O sol queimava nossa pele nua enquanto Damián me abria sem clemência, e na água, a poucos metros, minha mãe descobria que também tinha fome.
Havia alguma coisa naquele homem que dormia debaixo da ponte que me deixava pensando havia semanas. Voltei naquela noite sem saber bem o que esperava encontrar.
Havia algo pendente daquela primeira noite sob a ponte. Meu corpo se lembrava. Uma semana depois, meus pés me levaram sozinhos.