Eu a desejei em silêncio até aquela manhã no cafezal
Cada manhã ela a via sair da cozinha com a camisola colada ao corpo e se contentava com migalhas. Até que o cafezal as deixou sozinhas o dia todo.
Cada manhã ela a via sair da cozinha com a camisola colada ao corpo e se contentava com migalhas. Até que o cafezal as deixou sozinhas o dia todo.
Ela chegou de braço dado com meu amigo, com aquela boca de lábios carnudos, e eu soube na hora que naquela noite, no meu aniversário, ela seria minha, mesmo sendo namorada de outro.
Ela me surpreendeu com a mão dentro da calça, espiando-a pela fresta da porta. Em vez de gritar, sorriu e disse que tinha muito a me ensinar.
Passei uma semana longe dela e, assim que atravessei a porta da sua casa, soube que aquela aula não teria nada de prova.
Compartilhavam a mesma aula três dias por semana e se olhavam às escondidas. Até que uma delas decidiu que já estava cansada de fingir que nada acontecia.
Subi até o sétimo andar buscando relaxar por uma hora. Não imaginei que a massagista, e depois minha amante, tinham outros planos para mim naquela noite.
Oito anos de carreira e nenhum paciente tinha me olhado assim. Naquela tarde ela subiu os pés no sofá, sustentou meu olhar e tudo o que eu achava firme começou a tremer.
Carla não conseguia tirar os olhos dela enquanto treinava. Cada gota de suor nas costas de Daniela acendia algo que ela nunca tinha sentido por outra mulher.
Abri o baú sem saber que dentro me esperava o segredo de outra mulher: sua lingerie, seu diário e a prova de que ela também amou quem não devia.
Quando lhe ofereci o trabalho, ela sorriu e disse que agora era a vez dela de perguntar. A primeira foi se eu a levaria para a cama depois do jantar.
Eu tinha vinte e dois anos e nunca tinha visto outra mulher nua, até aquela tarde no banho, quando ela tirou a roupa de baixo como se eu não estivesse olhando.