A tarde em que Lucía leu para mim meu relato mais íntimo
Ela veio comprar meu livro e sentou no meu colo de costas para mim. “Lê devagar, em voz alta”, pedi, enquanto meus dedos começavam a descer por seu ventre.
Ela veio comprar meu livro e sentou no meu colo de costas para mim. “Lê devagar, em voz alta”, pedi, enquanto meus dedos começavam a descer por seu ventre.
Quando ela me disse que estava menstruada há três dias, eu não afastei a mão: puxei-a ainda mais para perto, porque sua sinceridade foi o começo de tudo o que veio depois.
Nunca pensei que umas mãos de mulher pudessem me tocar assim. Quando minha patroa me ofereceu uma massagem, não sabia que estava abrindo uma porta que eu não iria querer fechar.
Mariana nunca tinha beijado outra mulher até aquela noite. Voltou para casa tremendo de desejo, sem imaginar que sua meia-irmã a observava no escuro.
Era seu primeiro coven e ela era a mais jovem do círculo. Todas queriam tocá-la, mas ela só buscava a loira que a encarava do outro lado da fogueira.
Eu atravessava a rua todo mês para fazer a cera, sem imaginar que a moça de mãos suaves esperava o mesmo sinal que eu.
Eu a detestei desde que entrou: alta, calada, insuportável. O que eu não esperava era passar a noite imaginando-a, nem o que viria depois no escritório vazio.
Saira traçou o círculo, acendeu as velas e pronunciou o nome proibido. O que surgiu entre a fumaça não era uma escrava dócil: era uma mulher que sorria.