Duas rainhas na areia e o duelo que ardeu em desejo
Dois corpos brilhando de óleo, um círculo de homens olhando e uma pergunta sem resposta: iam brigar pela atenção ou dividi-la como cúmplices?
Dois corpos brilhando de óleo, um círculo de homens olhando e uma pergunta sem resposta: iam brigar pela atenção ou dividi-la como cúmplices?
Por trás de cada máscara havia um convite que ninguém ousava dizer em voz alta, e naquela noite você decidiu aceitá-lo sem me pedir permissão.
Achei que o barulho entre as caixas eram ratos. Era ela, agachada na escuridão, e, assim que sentiu meu medo, soube que aquela noite eu não voltaria para casa sendo o mesmo.
Ele abriu a porta sem olhar pelo olho mágico e reconheceu aquele sorriso de mil telas. Sua vizinha era ela. E acabara de lhe pedir um favor inocente demais.
Sabia que aquela blusa o deixaria nervoso. O que não imaginei é até onde eu estaria disposta a levá-lo naquela tarde, com o apartamento vazio e a porta fechada.
Desde a morte de Tomás, abracei minha luxúria sem freios, mas o pacote embrulhado em veludo preto que chegou naquela noite escondia algo que minhas fantasias nunca imaginaram.
Adoro a soneca quando estou sozinha em casa. Hoje o frio da tempestade arrepiou minha pele e, sem perceber, só conseguia pensar em como você me olharia.
Aos trinta anos, ninguém nunca tinha me beijado. Na noite em que espreitei meu colega pela fresta da porta dele, algo dentro de mim finalmente despertou.
Sua mensagem chegou antes do café: «O que você faria comigo?». E eu, nu e meio acordado, soube que essa pergunta ia me custar a manhã inteira.
Quando entendi que ela tinha visto tudo, a primeira coisa que senti não foi vergonha, mas algo muito mais difícil de controlar.