Três amigas maduras e uma semana sem regras no Caribe
As três viajaram sozinhas, com as malas cheias de biquínis minúsculos e uma única intenção. Minha mulher disse que contaria na volta. E contou mesmo.
As três viajaram sozinhas, com as malas cheias de biquínis minúsculos e uma única intenção. Minha mulher disse que contaria na volta. E contou mesmo.
Tirei o moletom na escada, esperei ouvir o chuveiro no andar de cima e voltei à cozinha decidida a fazer aquele homem parar de olhar para a geladeira.
Voltei ao campo depois de anos na cidade e, procurando meu pai entre o milho, encontrei minha mãe de joelhos diante de um dos peões.
Meu marido viajou outra vez e minhas costas não aguentavam mais. A mensagem do vizinho do quinto dizia: «a primeira massagem é grátis». Eu não imaginava até onde aquilo chegaria.
Eu acreditava ter enterrado a mulher que cobrava pelo próprio tempo. Bastou uma oferta do meu namorado para que ela despertasse e assumisse o controle da noite.
A amizade com aquele velho bruto e bonachão saiu dos trilhos numa tarde de vinho, quando ele me disse ao ouvido o que faria comigo.
Cada vez que ela se inclinava para anotar minhas respostas, o colete se abria um pouco mais, e eu já não conseguia me concentrar em nenhuma pergunta do questionário.
Quando subi na caminhonete com meu namorado inconsciente no banco de trás, o pai dele já tinha aquele sorriso de quem sabe exatamente o que vai acontecer.
Ela levava vinte anos casada com um homem que rezava antes de cada refeição. Naquele fim de tarde, sob a árvore do parque, confessou a quem realmente desejava.
Não me importou que ele tivesse trinta anos a mais. Com o balanço da estrada, a mão dele encontrou minha cintura na escuridão e eu parei de fingir que não gostava daquilo.
Às quatro da manhã, trancado sob os lençóis com o telefone da minha mãe, comecei a abrir pasta por pasta sem imaginar que nada jamais seria igual.
Durante o trajeto, ela pousou a mão na minha coxa e não a retirou. No jantar, olhou para mim como se eu fosse a sobremesa. Subir ao elevador foi apenas questão de tempo.
Seu Ernesto tinha vinte e sete anos a mais do que eu, mãos ásperas de trabalhador e um olhar faminto que eu fingia não ver. Naquela noite, eu mesma fechei as cortinas.
Eu aguentava há dois anos os olhares do meu chefe e os insultos silenciosos da esposa dele. Naquela tarde, quando o último funcionário apagou a luz, parei de ignorar tudo.
Eram cinco e meia quando ouvi a voz dela do outro lado da porta. O que veio depois me deixou pregada no corredor por dez minutos.
Cinquenta e quatro anos, mala feita e uma semana no litoral. Não ia procurar nada. Mas aquele garçom de olhos azuis tinha um jeito de olhar que mudava tudo.