O dia em que minha família decidiu me dividir
Quando me abaixei para pegar o livro, minha meia-irmã baixou meu short. As três ficaram em silêncio e eu soube que algo jamais voltaria atrás.
Quando me abaixei para pegar o livro, minha meia-irmã baixou meu short. As três ficaram em silêncio e eu soube que algo jamais voltaria atrás.
O robe mal cobria as pernas dela quando se aproximou do sofá. Tobías já não fingia dormir, e em mim transbordava tudo o que eu vinha calando há meses.
Minha prima tinha ido à praia com as amigas. Quando toquei a campainha, minha tia abriu a porta com o avental no corpo e um sorriso que eu nunca tinha visto antes.
Entrei no meu quarto e a encontrei nua num canto, se masturbando enquanto me olhava. Ela não disse nada. Eu também não. Só me sentei diante dela.
Quando don Alberto me olhou daquela forma pela primeira vez, soube que havia algo em mim que não era o que os outros pensavam. Aquela tarde confirmou.
Quando ela me pediu que eu me despisse e subisse na maca, soube que aquilo romperia algo entre nós que jamais voltaríamos a colocar no lugar.
Sebastián nunca tinha aberto aquele livro na vida. Mas vinha guardando uma corda na gaveta havia semanas, esperando a noite em que ficássemos sozinhos.
Renata usava um vestido quase transparente de suor e um sorriso que não era de descanso. Ninguém sabia dançar. Nessa noite, isso não importou.
Bruno levaria meus pais para a cidade e eu ficaria sozinha. O que ninguém esperava era que a sobremesa de domingo terminasse assim.
Ela desceu as escadas com aquela calça de couro e eu soube que a noite seria complicada. Quando a tive colada às minhas costas na moto, esqueci que era a mulher do meu pai.
Quando saí do quarto dele convertida em Valentina, o som dos meus saltos no corredor me disse que não havia mais volta.