Quis humilhar as mulheres e acabei sob os pés delas
Preparei meia hora de provocações para uma sala cheia de mulheres. O que não preparei foi o que elas fariam comigo quando perdi o controle.
Preparei meia hora de provocações para uma sala cheia de mulheres. O que não preparei foi o que elas fariam comigo quando perdi o controle.
Anos atrás, escrevi dez mandamentos para não prejudicar ninguém. O primeiro é nunca intervir. O segundo, permanecer escondido. Esta é uma das noites que jamais confessarei.
Uma rajada de vento arrancou a toalha dela no último degrau. Ela não se cobriu. Apenas me olhou, como se esperasse havia semanas que eu descesse àquela hora.
Sob o casaco comprido, ela não usava absolutamente nada; assim que as portas se fecharam, mandei o elevador ao último andar para tê-la só para mim.
Começou diante de uma webcam, no escuro e em segurança. Mas, naquela tarde, na praia da represa, não havia tela: apenas meu corpo, o sol e os olhos de homens que não desviavam o olhar.
Quando cruzei o olhar com ele do outro lado do vidro, soube que naquela mesma tarde eu transformaria a curiosidade dele em algo que nenhum dos dois esqueceria.
Cheguei à casa dela uma hora antes do jantar e a encontrei nua diante do espelho, dividida entre dois vestidos e prestes a mudar tudo.
Subi até aquele apartamento por um corte de cabelo. Ela abriu a porta com a promessa de ficar de tanguinha diante de um completo desconhecido.
Ela disse ao avô que já ia embora, mas nem saiu do prédio: Sonia a esperava no fim do corredor com cinco velhos sem banho e uma promessa que a fazia tremer.
Nunca tinha pago por algo assim. Marcamos numa terça de manhã, ela me entregou a sacola às pressas e eu não conseguia parar de pensar no que me esperava em casa.
Ela mandou que eu tirasse a roupa e deixei suas mãos ajustarem cada cabo contra minha pele. Quando comecei a me molhar, soube que não havia mais volta.
Recostada na beirada da cama, com as meias pretas subindo pelas minhas pernas, eu o avisei que naquela noite não usaria as mãos: iria desmontá-lo só com os meus pés.
Eu a tinha contra a parede quando o celular tocou. Ordenei que ela atendesse em videochamada: a amiga dela ia ver até onde ia sua obediência.
Ela desceu do carro com a jaqueta entreaberta e eu soube que naquela noite não ia me conter. Ela tinha dito que não devíamos; eu já tinha decidido o contrário.
«Se ficar, deixa de ser a estudante perfeita», ele me disse sem me tocar ainda. Olhei para a porta trancada. Minhas pernas não se moveram.
Ela aceitou o teto, a comida e a liberdade de sair com quem quisesse. O que não leu direito foi a cláusula das nove da noite, quando deixava de ser livre.
Quando baixou os olhos para aqueles tênis brancos e suados, soube que obedeceria a qualquer coisa que aquela garota lhe pedisse. E aquilo era apenas o começo.
Abri a cortina só o bastante para confirmar minha suspeita: ele estava lá fora, com a mão metida na calça, esperando ver algo que não deveria ter visto.
—Marina, você não vai acreditar: entrei para arrumar o quarto e tinha um casal na cama. E eu fiquei olhando da porta, sem conseguir me mexer.
Quando me ajoelhei na areia com o sol batendo nas minhas costas, não imaginei que alguém observava cada movimento do outro lado do rochedo.