Minha mulher realizou sua fantasia no Caribe naquela noite
Fazia anos que fantasiávamos com isso em voz baixa. Naquela tarde, na cabana, minha mulher amarrou meus pulsos à cabeceira e disse que tinha uma surpresa.
Fazia anos que fantasiávamos com isso em voz baixa. Naquela tarde, na cabana, minha mulher amarrou meus pulsos à cabeceira e disse que tinha uma surpresa.
Quando meu marido trouxe o amigo para morar conosco, achei que seria um mês desconfortável. Não imaginei que ele próprio me empurraria para o desejo que eu não ousava confessar.
Tenho 46 anos e nunca contei isto a ninguém. Entrei sozinha numa oficina sem saída, aceitei a primeira cerveja e parei de pensar em voltar para casa.
Ela estava sozinha na grama, sob a sombra, com umas pernas que me fizeram esquecer o livro. Eu não imaginava até onde iríamos antes da despedida.
Ninguém desconfia da mulher respeitável que finjo ser durante o dia. Só você sabe o que eu sussurro quando voltamos a ficar sozinhos, taça na mão.
O nosso caso já tinha acabado, mas naquela noite de verão descobri até onde eu era capaz de ir só para senti-lo dentro de mim de novo.
Eram seis da manhã, eu ainda estava com o vestido de noiva e meu marido roncava inconsciente lá em cima. O garçom ainda não tinha ido embora, e eu já não pensava em dormir.
Saí da água tremendo de frio e a vi ajeitando o biquíni ao sol. Nenhum de nós sabia que aquela manhã mudaria tudo entre a gente.
Voltei ao colégio naquela tarde com a desculpa de estudar na biblioteca, mas nenhuma de nós ia abrir um único livro. Íamos por eles.
O telefone tocou e era ele, me oferecendo uma sessão para aquela mesma tarde. Pelo tom, soube que não falávamos só de massagem.
Esperei as portas se fecharem. Diego já beijava a namorada sem disfarce, e a irmã dela me olhava de lado, mordendo o lábio, sem saber o que fazer com as mãos.
Eu sabia que ele me desejava havia meses, e eu não ia parar até tê-lo na minha cama. O que eu não calculei foi quem nos descobriria depois.
Entrei no banheiro por engano e o encontrei sob a água. Desde aquela tarde, toda noite que fico sozinha volto àquela imagem e não consigo tirá-la da cabeça.
Há coisas que nunca disse em voz alta. Esta é uma delas: o que minha prima planejou comigo naquele janeiro, sem que eu percebesse até ser tarde demais.
Dirigi por duas horas até uma casa de pedra no meio do nada. Não sabia que naquela noite deixaria de ser apenas um convidado para me tornar a fantasia deles.
Faziam dois anos. Ele entrou com o sobrinho pela mão, sentou-se a três mesas da minha e, sem dizer uma palavra, me fez lembrar de tudo o que fomos.
Ela levava oito anos de um casamento confortável e vazio quando um desconhecido sorriu para ela no supermercado. Não imaginava que aquele sorriso a deixaria sem marido, sem amante e, enfim, diante de si mesma.
Eu usava um chapéu de caubói e não tinha a menor intenção de voltar sozinha. Não imaginava que um desconhecido me proporia algo que eu nunca ousara experimentar.
Ele é sempre tão sério diante dos outros. Ninguém imagina que basta um olhar seu para eu baixar os olhos, me aproximar e me ajoelhar sem que ele precise pedir.
Pedi ajuda para chegar ao banheiro com aquela fantasia impossível. O que ela fez quando fechou a porta atrás de nós não estava no meu contrato.