O que fiz no chuveiro do hotel com meu marido
Eu sabia que o olhar dele estava cravado nas minhas costas enquanto eu me despia perto do armário. Deixei a porta do banheiro entreaberta de propósito: o convite estava feito.
Eu sabia que o olhar dele estava cravado nas minhas costas enquanto eu me despia perto do armário. Deixei a porta do banheiro entreaberta de propósito: o convite estava feito.
Três amigas, uma pista de dança e uma decisão que mudou a madrugada. Foi isso que aconteceu quando parei de procurar Renata e a encontrei exatamente onde não devia olhar.
O ônibus estava lotado e eu mal conseguia me mexer. Quando senti a primeira carícia na coxa, pensei que fosse acidente. Mas não era.
Ela tinha namorado. Dizia que era hétero. E ainda assim, naquela tarde na piscina do hotel, o pé dela buscou o meu debaixo d’água e eu não o afastei.
Às três da manhã, com o vento gelado batendo na barraca, eu me enfiei sob a manta dele sem pedir permissão. Mauri não se mexeu, mas eu sabia que ele não estava dormindo.
Marcos chegou pontual, de terno escuro e cheiro de colônia cara. Quando fechei a porta do apartamento, soube que nós dois estávamos prestes a cruzar uma linha.
Coloquei a saia mais curta que tinha e fui até a oficina levar um envelope. O dono não estava. Me fizeram subir até o escritório do filho dele.
Quando ela ajustou a postura dele pela terceira vez e sentiu a pressão sob o short, decidiu que aquela manhã a sessão seria bem diferente das anteriores.
Eu já fantasiava com ela havia semanas, mas foi a tempestade de neve e aquele motel para casais que acabaram rompendo as barreiras entre nós.
Quando abri os olhos naquela suíte de mármore negro, ela estava lá, nua, me olhando como se me conhecesse desde sempre. E talvez a morte tenha sido meu melhor acidente.
Quando as duas nos ajoelhamos sobre o tapete, já não era pela aposta. Foi a primeira vez que soube o que queria fazer com o meu corpo.
Quando Bruno puxou as cartas sobre a mesa de centro, eu não imaginava que aquela partida ia terminar com nós quatro largados no tapete da sala.
Pusemos o anúncio por curiosidade. Duas semanas depois, um rapaz jovem estava na nossa sala, tremendo, prestes a vestir um vestido preto de renda.
Quando ela gritou meu nome no estacionamento para que todos ouvissem, eu soube que a tensão inteira da semana no escritório estava prestes a explodir.
Chegamos ao hotel como estranhos que se conhecem de memória. Foi assim que vivemos durante sete meses antes de tudo explodir naquele quarto.
Encostei o ouvido na porta do quarto da minha mãe e, desde aquela noite, não consegui parar de olhar. O que descobri mudou tudo para sempre.