O pacto de andar descalça que ele selou com a língua
Três anos descalça, dois anéis nos dedos e a certeza de que, ao fim do dia, ele se ajoelhará para lamber cada marca do caminho que ela pisou.
Três anos descalça, dois anéis nos dedos e a certeza de que, ao fim do dia, ele se ajoelhará para lamber cada marca do caminho que ela pisou.
Havia uma única condição que eu lhe pedi naquela tarde, e quando ela entrou pela porta eu soube, só pelo jeito que me olhou, que desta vez tinha decidido me obedecer por inteiro.
Ela aumentou o aquecimento ao máximo para que nenhum deles parasse de suar. Queria que chegassem cansados, sujos e com fome de fazer tudo o que ninguém ousava lhe pedir.
Ele me deixou sozinha na sala, ainda trêmula, e saí de casa sem me despedir. Naquela mesma semana entendi que algo dentro de mim tinha se acendido e já não podia apagar.
Você jogou sua calcinha ainda morna para mim e sorriu. “Coloca e me espera”, disse. Duas horas depois eu ainda estava de joelhos, contando os minutos até sua chegada.
Subi para oferecer ajuda como um bom vizinho. Desci convertido em algo bem diferente, ajoelhado no banheiro dela e obedecendo a cada palavra que saía da boca dela.
Aproximei o nariz do cabelo dela sem pensar, uma vez, duas, três. Quando ela virou o rosto e perguntou se eu gostava, soube que não havia mais volta.
Desci até a casa dela achando que era um favor qualquer entre vizinhos. Ela me recebeu com um sorriso que não admitia perguntas e uma ordem que eu não soube recusar.
A primeira vez que ela me pôs a coleira eu soube que não havia volta: desceria sempre que ela chamasse, pronto para obedecer a qualquer ordem que saísse da boca dela.
«Não estamos fazendo nada, é um pedaço de silicone», ela me disse. Mas a forma como me olhava enquanto abria a caixa dizia exatamente o contrário.
Ele voltou a me bloquear de tudo e reapareceu com uma namorada «decente». Erro grave: ninguém tira o brinquedo de uma mulher como eu sem pagar caro.
Ele a viu dormindo no sofá e não resistiu aos pés descalços da prima. O que começa como fetiche secreto vira uma entrega proibida.
Naquela noite, enquanto dirigia de volta para casa, soube que por trás do sorriso maroto dela havia uma nova ideia. E que eu não conseguiria tirá-la da cabeça.
Passei uma semana mandando fotos para deixá-lo louco. Quando ele voltou, descobri que meu castigo pela impaciência seria me ajoelhar e esperar de língua de fora.
Quando encontrei um dos sapatos dela esquecido no vestiário, eu devia tê-lo deixado onde estava. Em vez disso, cruzei metade da cidade para devolvê-lo, e tudo desandou.
Durante anos aceitei para agradar e depois corria ao banheiro para cuspir. Com ele descobri que a barreira mais difícil de derrubar era também a que escondia mais prazer.
Começou como um jogo com fantasia e botas altas, mas terminou comigo de joelhos às três da madrugada, incapaz de saciar o que ele despertou em mim.
Cobri seus olhos por um segundo, o justo para ligar o gravador atrás do travesseiro. Ele nunca soube que naquela noite ficou preso para sempre numa fita vermelha.
São duas da tarde, estou há horas acariciando-o e ainda não dei permissão para ele gozar. Hoje quem manda sou eu, e ele aprende a esperar.
Gritei que o portão estava aberto para que ele entrasse com as duas mãos ocupadas. O que ele não previu foi a bombinha que o esperava ao cruzar o limiar.