A dominante que acabou virando mercadoria
Dois corpos quebrados e gratos, duas coleiras de couro preto. Nadia achava que era a caçadora. Até o comprador abrir a maleta.
Dois corpos quebrados e gratos, duas coleiras de couro preto. Nadia achava que era a caçadora. Até o comprador abrir a maleta.
Viver enjaulada, obedecer sem perguntar, pertencer por inteiro a alguém. Era isso que eu queria, e quando me deram, a realidade superou qualquer fantasia.
Quando me pegou no quarto dela com a pantufa na mão, o olhar misturou surpresa e algo mais sombrio. Naquele dia, tudo mudou entre nós.
Quando abriu os olhos, demorou três segundos para entender onde estava. Estava amarrada, nua, pendurada no teto. E tinha pedido isso ela mesma.
Me agarraram por trás sem que eu visse chegando. Em segundos eu estava de joelhos em plena luz do dia, com o parque inteiro olhando.
Nadia tinha dois escravos perfeitos, meio milhão de dólares acertados e um sorriso de vitória. Não imaginou que Viktor levaria a coleira para ela.
Disse a mim mesma que seria só um café. Que eu podia controlar a situação. Mas quando ele abriu a porta antes de eu tocar a campainha, já não havia volta.
A rainha ordenou que o hidratassem, mas Sofia esvaziou o cálice sobre o próprio pé. Ele lambeu cada gota do peito do pé, tremendo de sede e humilhação.
Havíamos armado a cilada perfeita. Mas quando Diego me segurou pela cintura com aquela segurança brutal, entendi que já não era eu quem conduzia as rédeas.
Quando ela me mandou me ajoelhar, obedeci. Entendi que eu tinha deixado de ser sua paciente para me tornar algo completamente diferente.
Precisávamos do dinheiro. Por isso assinamos sem ler a letra miúda de um contrato que nos manteria em Praga por seis semanas a mais do que o previsto.
Sebastián nunca tinha aberto aquele livro na vida. Mas vinha guardando uma corda na gaveta havia semanas, esperando a noite em que ficássemos sozinhos.
Toda sexta-feira, Marcos cruzava nossa porta sabendo que não voltaria a ser ele mesmo até o domingo. A coleira, a jaula e o vestido o esperavam.
Eu a vi de quatro no gramado seco, com a cauda fofuda balançando entre as nádegas, e soube que aquela tarde de domingo não seria como nenhuma outra.
Quando entrei no apartamento dele, o aroma de café recém-passado era a única coisa inocente naquele lugar. Soube que não sairia de lá igual.
Dizer sim foi fácil na escuridão do quarto. Encarar oito homens nus naquela sala privada foi outra história.
Queriam humilhá-las na frente dos filhos. Não contavam com Beatriz e seu cinturão preto, nem com a corda que Silvia sempre levava na bolsa.
Subimos para o quarto sem saber muito bem como começar. Fui eu quem deu o primeiro passo, e a partir daquele momento não houve mais volta.
Acordei amarrado numa sala com argolas nas paredes e duas mulheres decididas a me fazer falar. Elas cometeram um erro: me deixaram sozinho com os próprios instrumentos.
Me avisaram que ela era amarga, que odiava homens. O que ninguém disse é que, por trás dessa armadura, fazia anos que ninguém a tocava de verdade.