Andei por Praga com a porra dele nos meus pés
Não me limpei. Saí do hotel com o leite dele entre os dedos e percorri a cidade inteira assim, sentindo que era dele a cada passo.
Não me limpei. Saí do hotel com o leite dele entre os dedos e percorri a cidade inteira assim, sentindo que era dele a cada passo.
Quando desliguei o telefone, minhas mãos tremiam. Uma clínica de disciplina extrema. Um ano presa, sem saída. E eu tinha dito sim.
Há clientes que pagam pelo prazer e há clientes que pagam pelo poder. Aprendi a diferença tarde demais, quando já tinha cicatrizes para provar isso.
A cena da série durou dez segundos. O bastante para ela entender tudo o que eu vinha sem conseguir dizer há meses.
Há anos eu era a fera na cama. Os homens me temiam ou me agradavam. Ninguém tinha me amarrado. Ninguém até eu dar meu e-mail àquele desconhecido do chat.
Suspenso pelas pontas dos pés com o pescoço mordido por dentes de metal, o cativo esperava a morte quando a sanadora encontrou a brecha entre a ordem e a piedade.
De manhã, eu era a esposa invisível de sempre. À noite, escrevia o que não ousava pedir. Até que alguém leu e decidiu me dar tudo isso.
Cheguei ao complexo em busca de um corpo que obedecesse sem perguntar. O que encontrei naquela tarde superou tudo o que eu tinha imaginado.
Me arrodillé frente a ella en el suelo del patio, con sus zapatillas en las manos y su mirada clavada en mí. El sabor era lo de menos.
Há meses ela buscava a lama perfeita que a engolisse inteira. Quando finalmente a encontrou, soube que aquela tarde seria diferente.
Mateo me tinha falado daquela fazenda semanas antes, mas nenhuma palavra dele poderia me preparar para o que Rodrigo e Esteban fariam comigo ao atravessar o portão.
Quando ela abriu a bolsa no estacionamento, Diego entendeu que aquela tarde não terminaria como ele imaginara.
Ela negociou os termos por mensagens de voz. Ao cruzar a porta da casa, soube que a negociação havia acabado para sempre.
Tirei o salto por baixo da toalha e, enquanto ele sorria distraído, comecei a lembrá-lo de quem tinha o controle naquela noite.
Quando Saya abriu os olhos na escuridão, o primeiro que sentiu foi o frio do aço nos pulsos e o hálito de Nadia a poucos centímetros do seu rosto.
Quando entrei naquele bar e ouvi sua voz se apresentando, algo dentro de mim desabou. Não foi desejo. Foi rendição absoluta.
Havia meses eu fantasiava me render a alguém que soubesse assumir o controle. Não imaginei que o encontraria numa sexta-feira, no balcão de um bar.
Quando abriu os olhos, estava imobilizado sobre uma mesa fria. Cinco figuras de avental branco o cercavam e a líder segurava algo que brilhava.
Acordei amarrado numa sala cheia de correntes e câmeras. O que ela não sabia era que eu tinha aprendido a fingir desmaio melhor do que parecia.
Quatro taças de vinho e Rodrigo começou a falar. O que saiu da boca dele naquela noite mudou as regras entre os dois para sempre.