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Relatos Ardientes

A confissão que me deixou sem fôlego

Na noite em que Mara me pediu que desligasse o telefone e fechasse a porta do escritório, pensei que ela fosse me contar outra de suas crises com o marido. Éramos amigas havia anos, daquelas amizades que sobrevivem a mudanças, novos parceiros e longos silêncios. Mas, assim que se sentou diante de mim, cruzou as pernas e sustentou meu olhar sem que um músculo sequer tremesse, entendi que ela vinha despejar algo muito mais pesado.

—Vou te contar uma coisa, mas, se você me julgar, eu me levanto e vou embora —disse.

Assenti sem falar. Havia uma tensão estranha no ar, como se o cômodo tivesse diminuído de repente.

—Não foi um erro de uma noite. Foram meses. E sim, ele era da minha família. Adulto, bem mais velho que eu, e nós dois sabíamos perfeitamente o que estávamos fazendo.

A palavra «família» me atingiu com força. Não porque me escandalizasse, mas porque o modo como ela a pronunciou carregava desejo, não culpa. Umedeceu os lábios, baixou os olhos por um segundo e então continuou falando com uma calma que me arrepiou a pele.

—Começou na casa de campo da minha mãe. Ele ia consertar coisas, carregar caixas, bancar o prestativo. Estava sempre por perto. Sempre encontrava uma desculpa para roçar nas minhas costas, ficar tempo demais atrás de mim na cozinha, olhar para a minha bunda quando eu me abaixava. Eu percebia tudo. E não o impedi.

Engoli em seco. Mara era uma mulher feita, segura, com aquele tipo de voz que torna qualquer absurdo verossímil. Ela não soava como alguém inventando uma fantasia para impressionar. Soava como alguém se lembrando de uma fome muito específica.

—Na primeira vez, ele me pegou de surpresa —disse—. Ou foi nisso que eu quis acreditar durante semanas. Na verdade, nós dois já vínhamos provocando aquilo havia algum tempo.

Ela se levantou para se servir de vinho. O movimento de seus quadris, a pausa antes de se virar, o jeito como se apoiou no móvel para continuar falando… tudo começou a se tornar físico demais. Eu já não estava apenas ouvindo. Estava imaginando-a.

—Passamos o dia sozinhos na casa. Minha mãe tinha ido à cidade e ninguém voltaria antes da noite. Eu estava trocando os lençóis de um quarto quando ele entrou sem bater. Perguntou se eu precisava de ajuda. Eu disse que não. Ele não foi embora.

Houve um breve silêncio. Mara sorriu de leve, como se saboreasse o momento antes de abri-lo por completo.

—Ele me olhou de cima a baixo e disse: «Você está me provocando há semanas». Assim, sem mais nem menos. Cru. Direto. Eu devia tê-lo impedido, mas a única coisa que fiz foi perguntar se ele estava louco. Ele se aproximou até ficar colado em mim e respondeu ao meu ouvido: «O bastante para te foder aqui mesmo».

Arrumei-me na cadeira. Senti calor entre as pernas. Ela percebeu e não desviou o olhar.

—E o que você fez? —perguntei.

—A pior coisa que eu podia fazer —respondeu—. Sorri.

Não havia mais volta, pensei. Nem para ela, em sua lembrança, nem para mim, ouvindo aquilo.

***

—Ele me agarrou pela cintura e me sentou na beirada da cama recém-arrumada —continuou—. Não foi terno. Nem lento. Foi aquele tipo de apalpação urgente que faz você sentir que esperou tempo demais. Abriu minhas pernas com as mãos e ficou me olhando como se já tivesse me despido inteira.

Sua voz baixou um tom. Não precisava acrescentar nada para que eu visse a cena completa, mas acrescentou mesmo assim.

—Eu usava um vestido leve, sem meia-calça, e, quando ele ergueu minha saia até os quadris, soltou uma risada seca. Eu estava sem calcinha. Não por causa dele. Era porque estava calor. Mas, quando viu, ele disse: «Então você estava facilitando para mim». E eu, em vez de negar, abri ainda mais as pernas.

Ela tomou um gole de vinho e continuou.

—Enfiou a mão direto entre minhas pernas. Nada de carícias ou rodeios. Primeiro dois dedos, separando-me, verificando o quanto eu estava molhada. Depois, o polegar no clitóris, esfregando com uma pressão exata, daquelas que não deixam você pensar. Segurei seu pulso para fazê-lo parar, e ele me imobilizou contra o colchão. «Não me toque se não for para me pedir mais», disse.

Senti um arrepio percorrer meus braços. Mara falava como se ainda tivesse aquele corpo sobre o seu.

—Eu arfava como uma idiota —disse—. Ele me abria com os dedos e, toda vez que eu tentava fechar as pernas, afastava-as de novo. Gostei da autoridade com que fez aquilo. Gostei muitíssimo. Inclinou-me para trás, beijou meu pescoço e disse coisas sujas no meu ouvido. Que passava meses imaginando minha boceta. Que queria me ver gozar antes de enfiar o pau em mim. Que ia me fazer pedir mais.

A palavra me atingiu em cheio: pau. Na boca dela, soou exata, necessária.

—Você chupou? —perguntei antes de pensar.

Mara sorriu, divertida com a minha pressa.

—Não, primeiro ele me chupou. Ajoelhou-se entre minhas pernas e me abriu com as mãos. Quando passou a língua pela primeira vez, meus joelhos se dobraram. Ele fazia aquilo sem delicadeza, enfiando o rosto inteiro, chupando meu clitóris, lambendo-me de baixo para cima repetidas vezes até me deixar tremendo. Eu tinha uma mão enterrada em seus cabelos e a outra mordendo o lençol para não gritar.

Ela se aproximou um pouco ao contar, como se quisesse garantir que eu não perdesse nada.

—Depois enfiou a língua em mim e, em seguida, dois dedos. Tirava-os molhados, enterrava-os de novo e, ao mesmo tempo, chupava meu clitóris com uma fome brutal. Sentia minhas coxas ficarem úmidas, meu corpo pedir mais, e já não me importava com nada além de continuar aberta para ele. Gozei assim, com o rosto dele apertado entre minhas pernas, me sacudindo sobre sua boca.

Eu já respirava mais rápido. Cruzei as pernas por reflexo. Mara baixou o olhar para aquele gesto e continuou falando sem tirar os olhos de mim.

—Ele se levantou com a boca brilhando e disse: «Agora, sim». Abriu a calça, tirou o pau e entendi que ele passara todo aquele tempo tão desesperado quanto eu. Segurei-o antes de pensar. Queria senti-lo. Pesado, duro, quente. Passei a mão de cima a baixo, e ele me segurou pelos cabelos para me obrigar a olhá-lo. «Você quer?», perguntou. Respondi: «Enfia logo».

***

—Ele me deitou de costas e me penetrou de uma só estocada —disse Mara, sem piscar—. Até o fundo. Sem aviso. Soltei um grito tão alto que ele tapou minha boca com a mão. Eu estava tão molhada que não foi difícil, mas, ainda assim, senti aquele impacto seco, cheio, aquela dor gostosa do primeiro impulso quando ele entra inteiro.

Meus dedos apertaram o braço da poltrona. Eu a ouvia como se ouve um segredo e um gemido ao mesmo tempo.

—Começou devagar por apenas alguns segundos, o suficiente para me fazer sentir cada centímetro. Depois acelerou. Segurava minhas coxas, abria-as ainda mais e me fodia com uma força que fazia a cama se mover. Toda vez que saía quase até a ponta e voltava a afundar, eu sentia que ele me partia ao meio. Eu adorava. Não havia romance ali. Havia tesão, fome e muitos meses de tensão apodrecendo por dentro.

—Você falava com ele? —perguntei.

—Dizia obscenidades que não sabia que guardava dentro de mim. Que não parasse. Que enfiasse mais fundo. Que me fodesse com mais força. Ele respondia coisas ainda piores. Dizia que aquela boceta o esperava havia muito tempo. Que eu o apertava como uma louca. Que queria gozar dentro de mim e me deixar cheia.

O escritório parecia ficar sem ar enquanto ela despia a cena palavra por palavra.

—Em certo momento, ele me virou de lado, levantou minha perna e continuou me penetrando assim, ainda mais fundo. Daquele ângulo, roçava dentro de mim de um jeito que me deixava à beira do orgasmo quase sem pausa. Enfiou uma mão pela frente, procurou meu clitóris e começou a esfregá-lo enquanto me penetrava. Eu não conseguia escolher entre gritar ou xingá-lo. Fiz as duas coisas.

Ela riu baixinho ao se lembrar.

—Gozei tremendo, apertando-o tanto que ele quase não conseguia se mexer. Ele continuou. Foi isso que mais me deixou louca: não parou quando gozei, apenas segurou meus quadris com mais força e continuou me fodendo até me fazer molhá-lo toda de novo. Sentia as pancadas úmidas, o ruído do corpo dele contra o meu, a cama rangendo, minha respiração entrecortada. Era obsceno e perfeito.

Eu já não tentava disfarçar que estava excitada. Mara também não fingia não perceber.

—Depois me pôs de bruços —continuou—. Empurrou meu rosto contra o travesseiro e abriu minhas nádegas. Antes de voltar a me penetrar, cuspiu entre minhas pernas e usou aquela mistura de saliva e da minha própria umidade para deslizar melhor. Agarrou meus cabelos, puxou minha cabeça para trás e me fodeu assim, com força, fazendo cada estocada percorrer minhas costas. Eu não sabia se queria fugir ou pedir que ele me arrombasse ali mesmo. A segunda opção venceu.

—Ele gozou dentro? —perguntei num fio de voz.

—Sim. Bem no fundo. Cravou os dedos na minha cintura, deu mais algumas estocadas brutais e ficou enterrado enquanto gozava. Senti-o pulsar dentro de mim e foi uma loucura. Depois beijou minha nuca como se isso tornasse a cena menos suja. Não tornava. Mas eu gostei mesmo assim.

Formou-se um silêncio espesso. Eu conseguia ouvir minha própria respiração.

—Pensei que terminaria ali —disse Mara—. Não terminou.

***

Ela voltou a se sentar, mas, dessa vez, escolheu a beirada da escrivaninha, muito mais perto de mim. Suas bochechas estavam coradas e sua voz, mais rouca. Eu já não sabia se ela continuava confessando ou se me provocava deliberadamente.

—Na manhã seguinte, acordei antes dele. Ele estava atrás de mim, colado às minhas costas. Senti sua ereção contra minhas nádegas e fiquei imóvel. Eu poderia ter me afastado. Não fiz isso. Senti sua mão subir pela minha barriga, agarrar um seio por cima da camiseta e descer entre minhas pernas. Eu já estava molhada de novo.

Ela sustentou meu olhar ao dizer aquilo, obrigando-me a imaginar aquela segunda vez com ainda mais tesão.

—Afastou o tecido para o lado e enfiou dois dedos em mim. Eu continuei fingindo que dormia, respirando devagar. Ele sabia, é claro. Divertia-se com aquilo. Quando fiquei bem molhada, aproximou-se mais e começou a roçar a ponta do pau entre meus lábios, sem entrar, torturando-me. Até que não aguentei mais e empurrei os quadris para trás. Então sussurrou: «É disso que eu gosto, que você peça com o corpo».

Engoli em seco. Já não conseguia me mexer sem sentir a pulsação entre as pernas.

—Ele me penetrou devagar no começo, como se quisesse prolongar a sensação de ir me preenchendo. Eu tinha um joelho dobrado e a outra perna esticada, presa contra o colchão, e ele entrava e saía num ritmo curto, úmido, muito controlado. Sempre que eu tentava acelerar, ele se continha, só para me fazer sofrer um pouco mais. No fim, enfiou a mão pela frente outra vez e beliscou meu clitóris entre dois dedos até me fazer gemer de verdade.

—E aí você virou? —perguntei.

—Sim. Eu queria ver o rosto dele. Queria vê-lo quando me fodia. Virei-me, fiquei de barriga para cima e abri as pernas. Ele as apoiou sobre os ombros e começou a me dar estocadas profundas, secas, daquelas que obrigam você a fechar os olhos. Eu só fazia repetir o nome dele e pedir mais. Ele suava, grunhia, olhava para o meu corpo como se fosse dele. E, naquele momento, eu queria exatamente isso.

A crueza com que ela falava estava me deixando louca.

—Depois quis chupá-lo —disse—. Ajoelhei-me na cama e o segurei com a mão. Ainda estava duro, brilhando com a minha umidade. Passei-o devagar pela boca, sentindo-o ficar ainda mais tenso. Ele segurou meus cabelos, mas sem brutalidade, guiando-me. Enfiei-o até onde consegui, tirei, voltei a engoli-lo e comecei a marcar o ritmo com a língua. Eu adorava o sabor, o peso, a sensação de tê-lo arfando sobre mim. Quando percebeu que ia gozar, puxou-me para cima. Não queria terminar na minha boca. Queria voltar a se enterrar em mim.

—Animal —murmurei sem querer.

—Sim —respondeu, sorrindo—. E eu estava pior.

***

—A terceira vez foi a mais suja —disse, já sem espaço entre nós—. Porque ali já não havia surpresa nem resistência. Só vontade de experimentar algo mais.

Senti um nó abaixo do umbigo. Mara umedeceu os lábios antes de continuar.

—Estávamos na cozinha, à tarde. Eu tinha vestido uma roupa justa sabendo perfeitamente que ele ia olhar para mim. Ele se aproximou por trás enquanto eu fingia cortar frutas e pousou a mão na minha bunda. Nem sequer fez uma pergunta. Afastou a faca, dobrou-me sobre a bancada e começou a beijar meu pescoço. Eu disse que podiam nos ouvir. Ele respondeu: «Então não grite».

A cena me atingiu inteira, quente, obscena, perigosa.

—Enfiou a mão sob o vestido e descobriu que eu estava sem calcinha outra vez. Chamou-me de viciada. Eu disse que calasse a boca e enfiasse os dedos em mim. Foi o que ele fez. Primeiro um, depois dois, depois três, abrindo-me com uma facilidade humilhante porque eu já o esperava. Gozei contra a bancada sem que ele sequer tivesse me penetrado, apenas com seus dedos e a outra mão apertando um dos meus seios com força.

Ela respirou fundo antes de concluir a parte mais áspera da lembrança.

—Quando tirou o pau, pensei que fosse entrar em mim outra vez pela vagina. Mas ele separou ainda mais minhas nádegas e disse que queria minha bunda. Fiquei tensa. Nunca tinha feito aquilo com ninguém. Ele percebeu e não me forçou de uma vez. Cuspiu entre minhas nádegas, usou primeiro um dedo, depois dois, empurrando devagar, deixando que eu me acostumasse com o ardor. Eu reclamava, dizia que ele estava louco, que não ia caber. Ele continuava massageando, abrindo-me, esperando o momento certo.

Eu não pisquei. Mara também não.

—Quando encostou a ponta, senti que ele me abria de um jeito completamente diferente. Ardía. Muito. Agarrei a bancada com as duas mãos e disse que parasse. Ele não parou de todo, mas entrou muito devagar, apenas alguns centímetros de cada vez, deixando-me respirar. Eu estava assustada e excitada ao mesmo tempo. Aquela mistura me deixava delirando. Assim que enfiou metade, meu corpo começou a ceder. Já não era apenas dor. Era pressão, plenitude, uma sensação selvagem de estar sendo invadida por completo.

Ela se inclinou para mim para sussurrar a parte seguinte, embora não fosse necessário baixar a voz.

—Então agarrou minha cintura e terminou de enfiá-lo inteiro. Gritei. Doeu, sim, mas também me acendeu de um jeito animal. Ficou imóvel por alguns segundos, respirando forte contra minhas costas, e então começou a se mover. Curto no início, cuidando para não tirá-lo muito e não perder a abertura. Depois, mais longo, mais firme. Cada estocada arrancava de mim um gemido diferente, entre a queixa e o prazer. Eu estava com o rosto quase colado ao mármore, as pernas tremendo, a boceta escorrendo sem que ninguém a tocasse.

Meu corpo reagiu com um espasmo involuntário ao ouvi-la.

—Ele enfiou a mão entre minhas pernas enquanto me comia por trás, e foi então que entendi tudo —disse—. O clitóris estava tão sensível, tão carregado, que bastaram alguns segundos de fricção para eu gozar com uma violência que me deixou muda. Senti o orgasmo apertá-lo por trás e empurrá-lo ainda mais para dentro. Ele soltou um gemido rouco e começou a me foder com menos controle, mais bruto. Já não estava me ensinando nada. Estava me usando, e eu queria exatamente isso.

—Caralho —escapou-me.

—Sim, caralho —repetiu ela—. Gozou depois de mais algumas estocadas, cravando os dedos no meu quadril, praguejando entre os dentes. Depois beijou minhas costas enquanto me limpava com um pano de prato. Ridículo, sujo, íntimo. Tudo junto.

***

Já quase não havia vinho na taça. Mara me olhou em silêncio durante alguns segundos que pareceram intermináveis. A confissão principal tinha terminado, mas a tensão continuava ali, crescendo.

—Nunca contei isso desse jeito a ninguém —disse enfim.

—Dá para perceber —respondi.

—Eu te escandalizei?

Neguei com a cabeça. Dizer a verdade naquele momento era quase obsceno por si só.

—Você me excitou.

Ela não desviou o olhar. Pelo contrário, abriu um pouco mais as pernas sobre a beirada da escrivaninha, ainda sem me tocar.

—Imaginei isso na metade da história —disse—. Vi você respirar diferente quando comecei a falar da cama.

Senti um golpe de vergonha e alívio ao mesmo tempo.

—Não consegui evitar.

—Eu não queria que você evitasse.

A frase caiu entre nós como uma porta se fechando por dentro.

Ela se inclinou, segurou meu queixo e me beijou. Não foi um beijo tímido nem experimental. Foi úmido, aberto, com língua, com os dentes roçando meu lábio inferior quando se afastou. Pousei a mão em sua coxa por puro reflexo, e ela a apertou ali, obrigando-me a subi-la.

—Se vai me tocar —murmurou—, faça isso de verdade.

Minha palma deslizou para baixo do vestido até encontrá-la quente e sem calcinha, exatamente como ela havia descrito a si mesma naquela cozinha. Ela arfou contra a minha boca quando separei seus lábios com dois dedos e encontrei sua umidade imediatamente.

—Caralho, Mara…

—Tudo isso me deixa assim —disse—. Contar. Lembrar. Ver você me ouvindo.

Esfreguei-a com movimentos firmes, diretos, sem romantismo. Ela abriu ainda mais as pernas e mordeu meu ombro para não gemer tão alto. Senti seus dedos ficarem molhados enquanto eu lhe dava exatamente a pressão que seu corpo pedia. Sua respiração se tornou caótica.

—Não pare —ordenou—. Nem pense em parar.

Enfiei dois dedos nela e seu corpo se arqueou no mesmo instante. Estava apertada, quente, encharcada. Meu polegar continuou trabalhando seu clitóris enquanto os dedos entravam e saíam. Mara agarrou meus cabelos, afastou um pouco meu rosto e me olhou com os olhos brilhantes.

—Assim. Mais forte. Quero gozar pensando em como ele me fodia.

Obedeci. Masturbei-a com uma brutalidade controlada, sentindo sua boceta se fechar sobre meus dedos com cada vez mais força. Quando ela começou a tremer, baixei a boca até seu pescoço e mordi-o de leve. Isso foi suficiente para fazê-la desmoronar: gozou com um gemido rouco, apertando meu pulso, sacudindo-se contra minha mão sem nenhum pudor.

Ela ficou alguns segundos arfando, com a testa apoiada na minha.

—Agora você entende por que eu precisava te contar —sussurrou.

Olhei para minha mão molhada e depois para seus olhos.

—Sim —disse—. E agora não sei o que me excitou mais: sua confissão ou o jeito como você gozou ao se lembrar dela.

Mara sorriu, ainda ofegante, e voltou a me beijar devagar.

—Melhor assim —murmurou—. Há histórias que só servem quando deixam alguém sem fôlego.

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