O segredo que deixei para o desconhecido da festa
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Achei que estava sozinho entre as árvores, até que um estalo mudou tudo e eu entendi o quanto desejava ser encontrado assim, nu e entregue.
Pedi meu primeiro brinquedo pela internet para não morrer de vergonha na loja. O que eu não imaginava era a cara do entregador ao me entregar aquela caixa.
Li cada palavra que ele escrevia para a outra e, em vez de raiva, senti um calor entre as pernas que não reconheci. Naquele dia, deixei de ser invisível.
Naquela noite, tranquei a porta, desliguei o telefone e, pela primeira vez, me permiti descobrir como era parar de resistir.
No escuro do meu quarto ninguém me via. Ou era o que eu achava, até ele se aproximar da janela e ficar me olhando tempo demais.