O que aquele maduro dotado do app me fez
Tenho 1,62 e ele 1,88. Quando abriu a porta de short e vi o que tinha entre as pernas, pensei em dar meia-volta. Não fiz isso.
Tenho 1,62 e ele 1,88. Quando abriu a porta de short e vi o que tinha entre as pernas, pensei em dar meia-volta. Não fiz isso.
Seu nick dizia «travesti ativa» e eu mal tinha uma experiência. Naquele hotel perto do metrô, aprendi o que era ser realmente submetido.
Cruzei a porta daquele apartamento com minha bolsa cheia de lingerie e saí convertida em outra coisa: na cachorrinha obediente de dois homens.
Nós o convidamos achando que ele arregaria ao nos ver ao vivo. Não contávamos com esse cara baixinho, quase da nossa idade, tomando o controle assim que entrou.
Saí do banho macia e ensaboada sem suspeitar que, naquela tarde, um desconhecido forte nos transformaria às três em suas empregadas obedientes, prontas para tudo.
Ouvi a voz dela no chuveiro naquela primeira manhã e, sem saber por quê, fiquei pregada na porta. Quando ela se virou e me olhou, eu não desviei os olhos.
Entrou com o uniforme branco e o sorriso de sempre. O que nenhum dos dois viu chegando foi a outra mulher sentada no sofá, a três metros do jogo.
A regra era simples: máscara no rosto, nem uma palavra. O que Marcos não sabia é quem estava de joelhos na minha sala.
Nunca contei a ele sobre meus gostos. Bastou uma notificação do WhatsApp no sofá dele para aquela noite em sua casa mudar tudo entre nós.
A voz do outro lado do fone me deu uma ordem simples: eu não podia gozar até que ela decidisse. E então sumiu sem avisar quando voltaria.
Quando levantei os olhos do celular e o vi caminhando em direção ao meu banco, soube que aquela tarde na Zona T não acabaria com uma simples conversa sob as palmeiras.
A saia vinha rasgada, os lábios inchados e ela cheirava a um homem que não era eu. O pior não foi vê-la assim: foi o que ela mandou eu fazer depois.
Quando ela me abriu a porta com aquele vestido curto e aquele sorriso carregado de álcool, eu soube que a noite não terminaria como ela planejou.
A mensagem veio de um número desconhecido: tarifa tripla para acompanhá-lo na véspera de Natal. Vesti o vestido vermelho, os saltos impossíveis e atravessei a cidade sem saber o que me esperava.
Eu estava com a boca e o corpo prontos, o coração martelando no peito. Só faltava ele atravessar a porta e me olhar como eu precisava ser olhada.
Ele disse que me mostraria três momentos de prazer e que eu sairia leve. Não mencionou as algemas, a varanda nem o vibrador que mudaria tudo.
O boato correu pela padaria como pólvora: a Espiguita tinha voltado. E o único homem que a conheceu de verdade sentiu o passado cair sobre ele.
Servi o café das quatro como sempre. Só que dessa vez eu tinha acrescentado algo que não constava em agenda nenhuma.
Não servia para protagonista, disseram a ele. Mas essa bunda, sussurrou o produtor com a câmera apontada, essa bunda tem futuro nessa indústria.
A primeira vez que me ajoelhei diante do meu primo deixei de ser quem eu era. O que veio depois mudou meu corpo para sempre.