A universitária que sonhava em ser submissa
Ela lhe mostrou o celular com as mãos trêmulas. Não era uma mensagem de outro garoto: era uma lista de buscas que confessava tudo o que ela guardava havia anos.
Ela lhe mostrou o celular com as mãos trêmulas. Não era uma mensagem de outro garoto: era uma lista de buscas que confessava tudo o que ela guardava havia anos.
Eu conhecia as regras: uma hora, sem limites combinados, quatro contra mim. O que eu não sabia era o quanto eu ia gostar de perder o controle nas mãos deles.
Estávamos há um mês sem ousar mais nada, até ela escolher outro filme de dominação e me perguntar, com aquele sorriso, se eu queria fazer de verdade.
Eu o convidei para me ensinar a me defender. Quando meu pai voltasse, meu tio já teria aprendido que bastava um gesto meu para pô-lo de joelhos.
Confessei a Bianca por que o namorado dela nunca a satisfaria por completo, e ela me revelou um segredo idêntico ao meu. Na mesma semana, chamamos os dois para nossa casa.
Faz meses que eu não sabia dela. A ligação dela não foi um convite, foi uma ordem: naquela noite, eu deixaria de ser pessoa para virar propriedade.
Naquela manhã só queríamos nos perder uma na outra. Não contávamos com a favorita entrando com seus guardas e um castigo já preparado.
Entrei esperando uma festa normal. Encontrei um quintal cheio de garotas de biquíni, nenhum outro homem e uma anfitriã com um sorriso nada amigável.
Duas cadeiras com um buraco no meio, uma corda com um nó e dois homens presos sem saber se a próxima rodada cairia sobre eles. O jogo começava.
Bastou uma frase para ela subir na cama, apoiar o salto no peito dele e dizer que naquela noite ele teria que merecer cada carinho.
Na primeira vez que ele me mandou abaixar a cabeça enquanto me fodia, achei que resistiria. Não resisti. E descobri o quanto eu gostava de parar de decidir.
Sempre tive uma fixação estranha. Naquela tarde, decidi que meu melhor amigo seria o primeiro a obedecer a mim, de joelhos e sem nada a esconder.
Tínhamos assinado o acordo e escolhido uma palavra de segurança, mas nada me preparou para o instante em que a sombra dele surgiu do túnel e eu deixei de saber o que era jogo.
Sempre fui o seguro dos dois. Mas com as algemas frias nos meus pulsos e o sorriso novo dela em cima de mim, entendi que já não era eu quem mandava.
Cada vez que fico sozinho em casa, repito o mesmo ritual. E cada vez fica mais difícil distinguir o jogo do que eu realmente desejo ser.
Achei que meu segredo estava seguro atrás de uma porta entreaberta. Não imaginei que ela acabaria com meu destino apertado no punho dela.
Achei que aguentar dez golpes seria fácil. Não contei com o fato de que ela desfrutaria cada um deles, nem com o quanto eu acabaria também aproveitando.
Ela trancou a porta do depósito e guardou o molho no avental. Só então entendi que aquela tarde não terminaria com um sermão.
Quando o namorado dela saiu batendo a porta, ela ficou de pé na minha cozinha, descalça, esperando que eu dissesse a primeira palavra da nova vida dela.
Cada vez que eu preguiçava pagava com urtigas, chicotadas e suas botas enlameadas. E o pior era que uma parte de mim já esperava o próximo castigo.