O que aconteceu no elevador com minha vizinha
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Rodrigo empalideceu de repente e tirou o celular. Eu soube exatamente o que tinha acontecido antes mesmo de ele abrir a boca para se explicar.
Levar três cadeiras dobráveis a um beco de madrugada foi ideia dela. O que veio depois me deixou olhando de fora, com a boca seca e o coração acelerado.
Ele me perguntou um endereço e eu o acompanhei sem pensar. Nunca imaginei que, minutos depois, estaria contra a parede de um prédio em obras com a calça nos tornozelos.
A primeira vez que entrei eu não sabia o que acontecia no escuro. Uma mão estranha roçou minha perna e mudou tudo para sempre.
Fui de calcinha e meias de cinta-liga por baixo da calça, sem saber se ia acontecer algo. Naquela noite, aconteceu tudo.
Ele surgiu entre as dunas, parou para olhar e não foi embora. Nós continuamos, e ele também. Assim começou o jogo mais excitante que já tivemos.
Achei que enfrentar uma mulher sem treinamento seria mamão com açúcar. O primeiro abraço de urso arrancou essa ideia da minha cabeça para sempre.
Quando sua mãe desceu a escada com aquele vestido colado, Marcos soube que a ida ao cinema não terminaria como esperava.
A loja estava vazia e o garoto era jovem. Eu vinha imaginando aquele momento exato havia dias e não ia desperdiçá-lo.
Aquela semana inteira dormimos mal. Sabíamos o que nos esperava no sábado, e essa certeza transformava cada noite no prenúncio de algo que nenhum dos dois tinha coragem de nomear em voz alta.
A primeira vez que a vi, o marido dela estava no quarto ao lado. Na segunda, os lábios dela estavam em mim. Não consegui pensar em outra mulher por semanas.
Nunca tinha saído vestida para a rua. Naquela sexta, decidi que era a hora: minissaia, salto e o vagão mais lotado do ano. O que aconteceu superou tudo.
Ela tinha namorado. Dizia que era hétero. E ainda assim, naquela tarde na piscina do hotel, o pé dela buscou o meu debaixo d’água e eu não o afastei.
O calor do verão apertava, a piscina ia esvaziando. Os olhares delas se cruzaram mais uma vez do que o necessário, e as duas souberam que naquela noite não iam voltar sozinhas para casa.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Desci para o banheiro com os saltos na mão e ainda sem entender o que seria um dia inteiro saindo como Luna ao lado de Bruno por aquele vilarejo.
Me olhei no espelho com a lingerie dela, os saltos e os lábios pintados, e soube que não podia ficar em casa. Eram duas da manhã.
Fazia meia hora que eu o olhava de soslaio quando ele me falou. Atrás das rochas, nenhum dos dois tinha intenção de voltar a se vestir no resto da tarde.
Subi para o segundo andar do ônibus achando que dormiria as sete horas seguidas. Trinta minutos depois, um rosto surgiu entre os assentos e me perguntou para onde eu ia.