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Relatos Ardientes

O amo que me deixou a chave da minha jaula

Eu ainda estava de joelhos diante de Damián quando entendi que aquela caixa de metal presa ao meu corpo era muito mais do que um capricho. Ele acariciava meu cabelo devagar, como se acaricia algo que já se considera seu. Eu sentia o peso frio do aço apertando minha rola flácida dentro da jaula, impossibilitado de crescer, de reagir como eu queria. Cada pulsar a fazia inchar contra o metal e me lembrava que já não era minha.

—Essa jaula de castidade não é só um símbolo do meu controle — disse, sem levantar a voz—. É um lembrete de que você é meu. Vai ficar longe de qualquer outra pessoa, porque quero que saiba que, para mim, você é especial.

Senti algo que misturava medo com uma calma estranha. A ideia de estar preso a ele daquele jeito me apavorava e, ao mesmo tempo, tirava um peso dos meus ombros. É isso que eu realmente quero? Mas havia em seu olhar uma segurança que me fazia sentir protegido.

—Se você se comportar, se me provar que merece — continuou—, eu te deixo livre.

Enquanto falava, ele abriu a braguilha com uma calma insultante e tirou a rola dura, grossa, com as veias salientes. Ele a colocou na altura do meu rosto, sem dizer nada, só me olhando de cima com aquele meio sorriso dele. Eu entreabri os lábios por instinto, e ele passou a glande quente pela minha boca, marcando meus lábios com líquido pré-semen.

—Chupa — ordenou—. Que fique claro a quem você pertence.

Abri a boca e ele enfiou a rola devagar, até a glande tocar meu palato. Comecei a chupá-lo lentamente, envolvendo seu pau com a língua, saboreando o gosto salgado do sêmen que brotava da ponta. Ele segurou minha nuca e começou a mover minha cabeça no ritmo dele, fodendo minha boca como se fosse mais uma buceta. Minha rola enjaulada pulsava dolorida, apertando contra o metal, sem poder crescer. Toda vez que ele me enfiava a pica mais fundo na garganta, eu engasgava, meus olhos se enchiam de lágrimas e ele sorria, satisfeito.

—Bom garoto. Bom submisso. Engole tudo.

Eu chupei sua rola por minutos, até ela ficar mais dura, mais grossa, e notei como seus ovos se contraíam. Com um rosnado rouco, ele tirou a pica da minha boca, agarrou o próprio pau e gozou no meu rosto. Os primeiros jatos de sêmen grosso caíram na minha bochecha, na testa, nos lábios; o resto encheu minha boca aberta. Engoli tudo o que consegui, obediente, com a língua para fora esperando a última gota.

—Assim eu gosto — murmurou, limpando com o polegar um fio de porra do meu queixo e me enfiando o dedo na boca para eu chupar—. Com a minha porra no rosto, de joelhos, e essa sua rolinha bem trancada.

Aquela promessa ficou grudada em mim. Recuperar o controle parecia tentador, mas o preço era claro: eu teria de provar minha lealdade dia após dia. E, com o gosto do seu sêmen ainda na garganta, a lealdade parecia a única opção possível.

Algum tempo depois ele me levou até minha casa. O trajeto foi silencioso, carregado de tudo o que não dizíamos um ao outro. Ao chegar, parou no portão e tirou uma chave pequena do bolso.

—Quero que entenda uma coisa — disse, me estendendo a chave—. Não vou te ligar por uma semana. Preciso que você pense no que significa ser meu e no que vem com isso.

Peguei a chave. Ela pesava menos do que o gesto sugeria, e mesmo assim meus dedos tremiam ao fechá-los sobre ela. Ter a chave da minha própria libertação era reconfortante e apavorante ao mesmo tempo.

—Toda manhã você vai me mandar um vídeo — acrescentou—. Me dá bom dia e me conta o que vai fazer naquele dia. É um exercício de compromisso. Uma forma de continuarmos conectados, mesmo quando eu não estiver aí.

Assenti. Só a ideia de gravar aqueles vídeos me fazia sentir nu, como se cada palavra pudesse ser usada depois contra mim.

—Lembre-se: se me mostrar dedicação, a recompensa será grande — disse, piscando para mim. O tom era brincalhão, mas por baixo havia uma seriedade que eu não me atrevi a ignorar.

Ele se inclinou e me deu um beijo suave na testa, um gesto que continha carinho e domínio ao mesmo tempo. Depois se virou e foi embora, me deixando sozinho com a chave na mão e um nó de emoções que eu não sabia nomear.

***

Nos dias seguintes, o peso da jaula se tornou constante, um lembrete físico do que eu tinha aceitado. Todas as manhãs, diante da câmera do celular, eu tentava parecer calmo e seguro, mas cada frase saía carregada de submissão e desejo. Eu acordava com a rola tentando empinar dentro do metal, apertada, dolorida, molhada de pré-semen que a jaula não deixava escapar. Gravava os vídeos com a bunda ainda quente pela excitação contida, pensando na sua pica afundando na minha boca.

Na última manhã, depois de gravar, chegou uma mensagem dele. A tela iluminou meu rosto no escuro do quarto: “Hoje quero que você faça algo especial para mim. Espero que esteja pronto para me mostrar sua dedicação”.

Uma inquietação quente percorreu minhas costas. Eu sabia que o dia vinha com mais exigência do que o habitual. Enquanto me vestia, a ansiedade e a excitação se enroscavam no mesmo ponto do estômago.

Ao meio-dia, outra mensagem: “Saia de casa e vá ao parque do Retiro do seu bairro. Estou te esperando”.

Fui para lá com o coração disparado. A brisa roçava meu rosto, mas o nó no estômago crescia a cada passo. Eu o encontrei sentado num banco, com aquela expressão que combinava autoridade e diversão.

—Eu estava te esperando — disse, indicando que eu me aproximasse—. Pronto para o seu primeiro desafio?

Assenti, com o coração martelando no peito.

—Tire os sapatos e ande descalço sobre a grama — sua voz era suave, mas firme—. Isso é só o começo.

Obedeci. Cada passo sobre a grama fresca me lembrava o quanto eu estava vulnerável e, ao mesmo tempo, o quanto me excitava ceder à vontade dele. Eu sentia os olhares curiosos das pessoas que passavam, e dentro de mim florescia uma mistura estranha de vergonha e orgulho.

—Agora se ajoelhe — disse—. Tome isso como um ato de entrega.

Me abaixei. Não foi a umidade da grama que me fez estremecer, mas o domínio em seu olhar.

—Perfeito. —Ele se inclinou até deixar o rosto a poucos centímetros do meu—. Enquanto você está aí, me diga o quanto gosta de ser meu.

As palavras saíram quase sem pensar.

—Eu gosto de ser seu. Me sinto vivo quando estou sob seu controle.

Ele sorriu, claramente satisfeito.

—Fico feliz em ouvir isso. Mas lembre-se: ser meu não é questão de palavras, é questão de atos.

Ele tirou do bolso uma venda preta.

—Essa é sua próxima tarefa. Tape os olhos. Só assim você vai entender o que significa de verdade se entregar a mim.

A ideia de ficar cego me encheu de antecipação e de medo. Ajustei a venda e o mundo se apagou de repente.

—Escute — sua voz ecoava na escuridão—. O que você fizer nos próximos minutos define o seu dia. Se se mostrar submisso e obediente, haverá recompensa. Se não, haverá consequências.

Meu coração batia forte enquanto eu esperava, completamente à sua mercê. Cada som se amplificava: o roçar da brisa, os pássaros, os passos de outras pessoas no parque. O que será que ele está planejando?

De repente, senti a mão dele no meu cabelo, puxando de leve para me obrigar a erguer o rosto.

—Bom garoto — murmurou, antes de roçar minha bochecha—. Mas também quero que você entenda que estou aqui para te testar. Às vezes isso significa te deixar desconfortável.

A mão dele desceu pelo meu pescoço e me arrancou um arrepio. Estar vendado, sem saber o que viria depois, me fazia sentir mais exposto do que nunca. Então ouvi o som inconfundível de uma braguilha sendo aberta. Ele passou a rola dura pelos meus lábios fechados, esfregando a glande quente na minha boca, na minha bochecha, no meu nariz, marcando meu rosto com seu cheiro de macho.

—Abre — sussurrou—. Aqui, no meio do parque, com gente passando. Com os olhos vendados, sem poder ver quem está olhando para você.

Abri a boca e ele enfiou a rola inteira de uma vez só. Senti a glande empurrando o fundo da minha garganta e engasguei, mas ele não afrouxou. Agarrou minha nuca com as duas mãos e começou a foder minha boca devagar, saboreando cada investida. Eu estava de joelhos, cego, chupando sua pica ao ar livre, e a humilhação misturada com a excitação fazia minha cabeça girar. A jaula apertava minha rola desesperada, escorrendo líquido que não podia sair. Eu o chupava com fome, envolvendo sua pica com a língua, engolindo o pré-semen que não parava de brotar.

—Isso. Engole como o submisso que você é — ele ofegava—. Olha você, ajoelhado na grama com minha rola até a garganta. Qualquer um podia estar te vendo.

Ele acelerou o ritmo, fodendo minha boca cada vez mais forte, com os ovos batendo no meu queixo. Meus olhos se encheram de lágrimas sob a venda, a baba escorria pelo meu queixo, e eu continuava chupando, engolindo, gemendo com a boca cheia. Quando ele sentiu que ia gozar, enfiou a pica até o fundo e se derramou na minha garganta. Senti os jatos quentes de sêmen descendo por dentro de mim, disparo após disparo, e ele me obrigou a engolir cada gota sem tirar.

—Me diga uma coisa: o que você faria se eu não estivesse aqui para te guiar? — perguntou, retirando a pica devagar, ainda dura, e passando-a pelos meus lábios para eu limpá-la com a língua.

—Eu me perderia — respondi com sinceridade, a voz trêmula e rouca, com gosto de porra na boca.

—Exato. Por isso eu estou aqui. Para te lembrar que, nesse caminho, o controle é meu.

Quando ele tirou a venda e eu abri os olhos, sua expressão era de pura satisfação. A comissura dos meus lábios estava manchada com o próprio sêmen dele que havia escapado, e ele recolheu isso com o polegar para enfiar de novo na minha boca.

—Você passou no primeiro teste — disse—. Mas isso é só o começo.

Ele me deu permissão para tirar a jaula por alguns dias e continuar meus estudos. Marcou comigo na casa dele dez dias depois.

***

Quando cheguei, a atmosfera era diferente. Tocava música baixa e o cheiro era de comida recém-feita. Damián me recebeu com um sorriso gentil que escondia uma nota de comando.

—Esta noite quero que você conheça meus amigos — disse, num tom que não admitia discussão.

A ideia me encheu de nervosismo. O que eles pensariam de mim? Eu ainda não estava acostumado à nossa dinâmica, e a possibilidade de ser examinado por eles me dava pânico.

—Não se preocupe, seja só você mesmo — ele me garantiu, embora “ser eu mesmo”, sob seu controle, significasse outra coisa—. Comporte-se bem. Lembre-se de que você é meu.

Na sala havia quatro homens rindo e brincando. Quando me viram, todos os olhares se fixaram em mim.

—Pessoal, este é meu novo amigo — disse ele, como quem apresenta um troféu—. Ele é muito especial para mim.

Um deles me olhou de cima a baixo com um sorriso irônico.

—Então você é o sortudo. Espero que saiba como deixá-lo satisfeito.

As risadas encheram o cômodo e eu corei até as orelhas. Eles se divertiam com o meu desconforto. Eu me sentia pequeno, examinado como uma peça nova.

—Calma, eu tenho ele sob controle — respondeu Damián, apoiando a mão nas minhas costas—. Ele só precisa provar que merece estar aqui.

A noite seguiu entre perguntas e olhares. Em um momento, ele apontou para uma cadeira colocada no centro da sala, como um pequeno palco.

—Sente-se aí — ordenou—. E conte a todos por que você é especial para mim.

Meu estômago embrulhou. Sentei-me, com todos os olhos cravados em mim, e respirei fundo.

—Ele… ele me ensinou muito sobre mim mesmo — as palavras saíam desajeitadas, e eu via os sorrisos debochados—. Ele me faz sentir seguro, embora às vezes eu me sinta… pequeno.

—Pequeno? Que fofo! — disparou o mais próximo, e a sala explodiu em gargalhadas.

Aquela risada ecoou como uma extensão da minha humilhação. No fundo eu sabia que tudo fazia parte de um jogo que ele controlava. Os olhos dele brilhavam de prazer ao me ver desconfortável, e ainda assim havia neles algo parecido com orgulho.

—Exatamente — disse, aproximando-se para acariciar minha cabeça—. É assim que eu quero que você se sinta, pequeno. Às vezes não há problema em ser vulnerável. Na verdade — acrescentou, virando-se para os outros—, por que vocês não mostram a ele como sua boca está bem treinada?

Meu estômago despencou. Damián abriu a braguilha ali mesmo, na frente de todos, e tirou a rola já meio dura. Ele a colocou contra meus lábios, sem perguntar, enquanto os outros quatro se acomodavam no sofá para assistir como quem vê um espetáculo.

—Vamos, submisso. Mostre a eles como se faz.

Abri a boca e comecei a chupar sua rola na frente dos amigos dele. Sentia os cinco olhares cravados em mim, as risadas abafadas, algum comentário em voz baixa sobre como eu era bom em engolir. Eu mamava sua pica com o rosto pegando fogo de vergonha, envolvendo a glande com a língua, tirando a rola para lamber os ovos e voltando a enfiá-la até o fundo. A humilhação deixava minha rola dura como pedra dentro da calça.

—Olha como ele está — comentou um deles—. Ele adora que estejam olhando.

—O pequeno gosta de ser o centro das atenções — zombou outro.

Damián me agarrou pelo cabelo e começou a foder minha boca com força, se exibindo comigo, marcando o ritmo com o quadril. Eu babava, com fios de saliva escorrendo pelo meu queixo até a camisa, engasgando a cada investida. Os amigos riam e batiam palmas devagar, como se estivessem me avaliando.

—Engole, submisso — rosnou ele, e gozou dentro da minha boca de novo, com todos olhando.

Fechei os olhos e engoli o sêmen enquanto ouvia as gargalhadas ao redor. Um jato escapou pela comissura, e ele o recolheu com dois dedos e me deu para comer, para que os amigos vissem direito.

—Este é meu — disse Damián, com um sorriso de triunfo—. E faz o que eu mando, quando eu mando.

Terminei a noite humilhado e exposto, mas também com a certeza de que havia dado mais um passo. O controle dele sobre mim tinha crescido, e eu tinha aceitado meu papel sem oferecer muita resistência.

***

No dia seguinte fui à casa dele decidido a falar. Eu precisava colocar sobre a mesa o que sentia, mesmo que isso me deixasse exposto de novo. Encontrei-o na sala, olhando o celular.

—Ei, podemos conversar um minuto? — perguntei, respirando fundo.

—Claro. O que foi?

—Sobre ontem à noite… Acho que você devia ter me consultado antes de soltar aquele anúncio. Não tenho certeza de estar pronto para ser seu assistente e me mudar para cá.

O rosto dele mudou na hora. A calma evaporou e uma sombra de irritação atravessou seus olhos.

—Me consultar? — rebateu, com o tom endurecido—. Você acha que precisa ser consultado em cada decisão? Quem manda nessa relação sou eu.

O olhar dele ficou mais intenso e um arrepio percorreu minhas costas. Havia algo em sua presença que impunha respeito e submissão. Ainda assim, insisti.

—Entendo que você quer o melhor para nós dois, mas isso é uma mudança enorme.

—Não há nada a discutir. Já tomei as decisões necessárias. — Sua voz se fechou como uma porta—. Na verdade, já coloquei seu apartamento à venda.

Meu coração parou por um segundo.

—O quê? Já tem comprador?

—Há alguém interessado. Só falta assinar — disse, sem perder a compostura.

Senti o chão se mover. Perder minha casa me apavorava e, no entanto, algo em mim se sentia atraído pela magnitude do controle dele.

—Não posso simplesmente… me mudar e deixar tudo para trás.

—Você não está aqui para questionar minhas decisões. Está aqui para aceitar o que vem a seguir — respondeu, e por baixo da firmeza havia uma mistura de segurança e proteção que, contraditoriamente, me acalmava—. Lembre-se: você nasceu para ser meu assistente e viver sob o meu teto.

Ele se levantou e me agarrou pela nuca antes que eu pudesse responder. Me levou para o quarto me empurrando com firmeza e me jogou de bruços na cama.

—Baixa a calça. Me mostra essa bunda.

Obedeci, tremendo. Abaixeii a calça e a cueca até os joelhos, e fiquei com a bunda ao ar, o rosto afundado no edredom. Senti as mãos dele abrindo minhas nádegas, examinando meu buraco como se fosse um objeto de sua propriedade.

—Essa bunda é minha — disse, e cuspiu no meu anelzinho—. Não há discussão possível.

Ouvi a braguilha sendo aberta. Ele passou a glande grossa pela fenda, esfregando-a no meu buraco, molhando tudo com mais saliva. Eu apertava os lençóis com os punhos, com a rola latejando dura contra o colchão.

—Relaxa. Vou te lembrar a quem você pertence.

Ele enfiou a pica de uma só vez, lenta mas implacável. Gritei contra o travesseiro; a ardência subiu pelas minhas costas até o pescoço. Senti sua rola me abrir inteiro, afundando até o fundo, até notar os ovos batendo na minha bunda. Ele ficou ali por um segundo, me deixando sentir cada centímetro dentro de mim.

—Está sentindo? Isso é o que significa ser meu.

E começou a me foder. Sem ternura, sem pausas. Ele me segurava pela bunda com as duas mãos, agarrando minhas nádegas, e me metia forte, sacudindo a cama a cada golpe de quadril. Eu gemia contra o edredom, com a rola pingando entre meu ventre e o colchão, enquanto ele destruía minha bunda à base de pica.

—Diga que é meu. Diga enquanto eu te fodo.

—Eu sou seu… eu sou seu, Damián — gemia eu, com a voz quebrada—, me fode, eu sou seu.

Ele mudou minha posição sem tirar tudo, me colocando de quatro. Agarrou meu cabelo, puxando minha cabeça para trás, e continuou metendo, mais forte, mais fundo. Minha rola se sacudia entre as pernas no ritmo das investidas dele, escorrendo pré-semen sobre os lençóis. O som dos quadris dele batendo contra minha bunda enchia o quarto.

—Vou te encher. Vou te marcar por dentro — ofegava, com os dedos cravados nos meus quadris—. Para você não esquecer quem manda.

Ele me socou mais meia dúzia de vezes, com toda a força, e gozou dentro de mim com um rosnado longo. Senti os jatos quentes de sêmen inundando minha bunda, disparo após disparo, enquanto ele me apertava contra o próprio ventre para não deixar escapar uma gota sequer. Ficou dentro de mim por vários segundos, respirando pesado, com a pica ainda pulsando. Quando finalmente saiu, senti a porra dele começar a escorrer pelas minhas coxas.

—Não se limpe. Quero que você fique assim, com meu sêmen dentro. Para que, quando pensar em questionar minhas decisões, se lembre disso.

***

Dias depois, sentado à sua frente em sua poltrona, recebi a explicação que mudava tudo.

—Quero que você entenda uma coisa — começou, de braços cruzados—. Quando te conheci, o que menos me importou foi seu carro ou seu dinheiro. Disso eu já tenho de sobra.

Meu coração acelerou.

—O que eu vi foi o seu lado submisso — continuou, sem tirar os olhos de mim—. Desde o primeiro momento eu soube que queria você como meu submisso. A sua entrega foi o que me atraiu.

Essa revelação me deixou atordoado. Eu sempre tinha acreditado que ele tinha visto outra coisa em mim, e ouvir que era a minha submissão a chave me deixou ainda mais exposto.

—Agora — disse—, te dou quinze dias para largar os estudos e se mudar para cá. Não traga roupa. Eu vou cuidar de comprar tudo o que você precisar.

—Mas… — tentei protestar, e ele ergueu a mão.

—Sem “mas”. Isso faz parte de ser meu submisso. Você precisa aprender a soltar o que achava importante. Sua vida agora gira em torno de mim. Confie: eu te prometo que vai ser uma experiência que vai te preencher. Eu te dou o que você precisa e, em troca, você se entrega por completo.

Senti confusão, desejo e um fraco lampejo de resistência lutando para sair. Mas também reconheci que havia algo sedutor na ideia de ser completamente dele, em parar de carregar minhas decisões.

—Você tem quinze dias — repetiu, reafirmando sua autoridade—. Prepare-se para ser meu, por inteiro.

***

Na manhã da mudança, acordei em um quarto luxuoso e minimalista, em tons suaves, com móveis de design. Ao abrir o armário, encontrei uma seleção de ternos impecáveis, todos de marcas caras. Nenhuma peça era minha. Eu não tinha escolhido nem um único botão, e isso me fazia sentir como um menino vestido para uma ocasião especial.

Me olhei no espelho de corpo inteiro, vestido com um conjunto que ele havia escolhido. Cada costura me lembrava da vida que eu tinha deixado para trás. No chão, um par de sapatos de verniz perfeitamente polidos me esperava; não eram só sapatos, eram uma declaração de quem eu deveria ser a partir dali.

Damián entrou com um terno que exalava poder. Ele me examinou de cima a baixo e sorriu.

—Você está… adequado — disse, como quem aprova o próprio trabalho.

—Obrigado — respondi, com a voz baixa.

Ele me conduziu até seu escritório. O espaço era amplo, organizado, com aquele ar de competência constante. Me apresentou aos colegas com uma segurança que me atingia em cheio no ego.

—Pessoal, este é meu novo assistente — anunciou, enfatizando o “novo”—. A partir de agora ele é meu braço direito. Ensinem a ele tudo o que precisa saber. E, se virem que ele não está fazendo o trabalho direito, não hesitem em lembrá-lo do lugar dele.

Algumas risadas nervosas percorreram a sala. Aquela brincadeira leve pegou fundo. Eu me senti como o aluno novo apresentado à classe, com todos os olhos voltados para mim e a mistura de humilhação e desejo cada vez mais intensa.

Quando as apresentações terminaram, ele se aproximou com um sorriso cúmplice.

—Aliás, em dez dias nós vamos para um resort no litoral de Marbella. Vai ser sua chance de relaxar e se acostumar com seu novo papel. Prepare-se, porque lá as coisas vão ser diferentes.

Meu estômago despencou e meus olhos se arregalaram ao mesmo tempo. Uma fuga ou mais um nível de controle? Dentro de mim, uma pequena faísca de rebeldia ainda queimava, desafiando toda lógica.

Nessa mesma noite, em seu escritório, ele me chamou tarde. Eu o encontrei sentado atrás da mesa, sem camisa, com a rola já de fora e dura na mão.

—Venha aqui. De joelhos, debaixo da mesa. Você vai me chupar enquanto eu reviso os papéis da viagem.

Entrei debaixo da mesa e me ajoelhei entre suas pernas. Segurei sua pica com a mão, grossa e quente, e a coloquei na boca. Comecei a chupá-la devagar, com a língua contornando a glande, enquanto ele lá em cima continuava lendo com calma, como se nada estivesse acontecendo. De vez em quando ele apertava minha nuca e me forçava a engolir sua pica até o fundo. Eu o mamava por o que pareceram horas, com a mandíbula doendo, com a baba escorrendo, engolindo cada gota de pré-semen que brotava dele.

—Continua. Não para até eu mandar.

Quando finalmente gozou, se derramou na minha boca sem parar de ler os documentos. Eu engoli seu sêmen sem protestar, com a garganta ardendo, e limpei sua rola com a língua até deixá-la impecável.

—Bom submisso — disse, sem levantar os olhos—. Agora vá dormir. Amanhã começamos cedo.

***

A noite decisiva chegou rápido. A sala estava em penumbra, iluminada apenas por um abajur que recortava sua figura imponente. Damián olhava pela janela.

—Quero que saiba que esta noite vai definir tudo — disse, voltando-se para mim.

Sentei-me diante dele com o coração na garganta.

—Deixei um cheque de oitenta mil euros sobre a mesa — continuou, apontando para o móvel. Era uma cifra monumental, um novo começo—. Você tem a opção de pegá-lo ou não.

Aquele papel era muito mais do que dinheiro: era uma porta aberta para outra vida. Mas aceitá-lo significava fechar a nossa de uma vez por todas.

—Se você pegar o dinheiro — prosseguiu, com a voz mais grave—, nosso relacionamento acaba. Não há volta. Se decidir não pegar, eu assino a venda do seu apartamento esta mesma noite, invisto esse dinheiro a longo prazo em seu nome e amanhã ao meio-dia eu te espero no aeroporto. Sem mala. Sem nada.

Fiquei em silêncio, sentindo o peso de cada palavra. Deixar minha vida para trás me oprimia, mas algo em mim queria espiar o desconhecido.

—Isso vai ser um antes e um depois — acrescentou, como se lesse minha mente—. A viagem que te espera não é um destino, é uma transformação.

Seu olhar me atravessava como se me sondasse por dentro. Percebi que a decisão não era sobre dinheiro nem sobre o relacionamento: era sobre quem eu queria ser. Aceitar o cheque era recuperar minha independência e ficar com um vazio que eu já pressentia. Recusá-lo era me entregar por inteiro, com todo o medo e toda a estranha liberdade que isso implicava.

Ele me estendeu a mão, convidando-me a dar o passo.

—A escolha é sua. Pense bem no que você realmente deseja — disse, e em sua voz, pela primeira vez, havia um eco de compreensão.

O cheque continuava sobre a mesa. A noite se arrastava lentamente rumo ao amanhecer. E, naquela sala escura, com o coração e a cabeça puxando cada um para um lado, eu soube que qualquer coisa que eu escolhesse selaria meu destino de uma forma que eu jamais teria imaginado.

Fechei os dedos. A decisão estava tomada.

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