Confesso meu vício em me tocar o tempo todo
Desde que me lembro, nunca fui capaz de parar. Não estou falando de uma mania passageira nem de uma fase da adolescência que se cura sozinha. Estou falando de que qualquer tempo livre, qualquer brecha do dia, por menor que seja, eu dedico a enfiar a mão entre as pernas, abrir a boceta com dois dedos e esfregar o clitóris até minhas coxas tremerem. É a primeira coisa em que penso ao acordar e a última antes de dormir.
O mais curioso é que nem sequer fico tão obcecada por transar quanto por pensar nisso depois. Eu transo com alguém, sim, deixo que enterrem o pau até o fundo e me encham de porra, mas, no fundo, o que realmente espero é o momento de ficar sozinha, repassar cada detalhe na cabeça e me tocar enquanto me lembro. Para mim, o sexo é quase material de arquivo. A verdadeira função começa quando a porta se fecha e fico com os dedos enterrados na boceta molhada, recriando a transa cena por cena.
Os homens com quem fico acham que ganharam na loteria. Sempre peço a mesma coisa: que me comam por trás, de quatro, com o rosto contra o travesseiro e a bunda bem empinada, e eles vão embora convencidos de que sou um presente dos céus. A verdade é que a sortuda sou eu. Enquanto eles se concentram em investir, agarrar meus quadris e cravar a pica em mim com todas as forças, minhas mãos ficam livres, meus olhos meio fechados, e eu me dedico a esfregar o clitóris no meu ritmo sem que percebam demais. Com dois dedos, faço círculos rápidos exatamente onde sei, aperto as coxas em volta do pau dele e gozo em silêncio uma, duas, três vezes enquanto ele continua me fodendo sem notar nada. Eles terminam exaustos, se esvaziando dentro de mim com um grunhido de idiota satisfeito. Eu termino com a boceta ensopada de porra e a mesma vontade de repetir tudo sozinha assim que eles dormirem.
Se alguém me visse num dia qualquer, o mais provável seria me encontrar esparramada na cama, os lençóis revirados, as pernas escancaradas e um dedo dentro do cu enquanto, com a outra mão, maltrato o clitóris sem parar. Imagino cenas que jamais contaria em voz alta: paus anônimos entrando em todos os meus buracos ao mesmo tempo, porras espessas escorrendo pelo meu rosto, homens se masturbando diante de mim sem chegar a me tocar. Não é algo que eu decida fazer. Simplesmente acontece, como respirar.
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Quando tive um namorado, minhas fantasias sempre seguiam pelo mesmo caminho estranho. Mais de uma vez insisti com algum namorado para fazermos um ménage, e não porque estivesse morrendo de vontade de dividir aquilo com outra mulher. Eu fazia isso para poder olhar. Queria me sentar num canto, vê-lo com o pau duro enterrado na boceta de outra, ouvi-la gemer como uma cadela enquanto chupava o pau dele, vê-lo colocá-la de quatro e abrir-lhe o cu com os polegares. E me tocar enquanto os observava, com as pernas abertas sobre a poltrona, dois dedos dentro e o polegar no clitóris, como se fosse um filme feito sob medida para mim.
Essa é minha verdade incômoda. Sinto mais prazer olhando e me tocando do que participando. Há quem diga que sou uma voyeur, e talvez tenha razão. O que me excita não é o contato, mas a distância, o detalhe de saber que estou ali observando um pau entrar e sair de outra boceta, um peito se avolumar sob a boca de um homem, a porra escorrer entre lábios alheios, enquanto eu me desfaço em silêncio e gozo mordendo o lábio para que não me ouçam.
Tenho outro hábito que nunca confessei a ninguém. Quando estou prestes a gozar, chupo bem o dedo médio e enfio-o no cu até o fundo, apertando o esfíncter ao redor dele enquanto continuo esfregando o clitóris com a outra mão. Não sei explicar por quê, mas esse gesto multiplica tudo, como se fechasse um circuito. Sinto tudo se contrair por dentro, a boceta apertar em torno do vazio, pedindo um pau que não está ali, e gozo em espasmos que me sacodem de cima a baixo. É meu truque particular, reservado para quando quero que o orgasmo me deixe tremendo e com a calcinha feita uma poça.
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O vício é tão forte que se infiltra em situações absurdas. Posso estar falando ao telefone com qualquer pessoa, não importa quem seja — um amigo, meu chefe, o marido de uma conhecida — e, enquanto mantenho uma conversa absolutamente normal, estou com a outra mão enfiada por baixo da calcinha, dois dedos enterrados na boceta e o polegar girando sobre o clitóris, movendo-me devagar para que minha voz não me denuncie. Aprendi a controlar a respiração por pura necessidade. Já cheguei a gozar enquanto meu chefe me ditava instruções, mordendo a manga do suéter para não deixar escapar um gemido. Se soubessem que acabei de gozar ouvindo-o falar do relatório de segunda-feira, nunca mais me ligariam.
Qualquer um pensaria que, com um apetite desses, eu adoraria chupar, lamber, mamar paus até me engasgar. Mas não. O que realmente preciso é manter as mãos livres. Essa é minha obsessão: os dedos, sozinha ou acompanhada, me dando aquilo que sei que ninguém me dá melhor do que eu mesma. Se alguém insiste em enfiá-lo na minha boca, aguento por algum tempo por educação, mas minha mão já está trabalhando lá embaixo, fodendo a mim mesma enquanto ele pensa que está me usando.
Lembro da época da faculdade como uma das mais intensas nesse sentido. Eu dividia apartamento com várias garotas, e o melhor momento da semana era quando alguma delas trazia um caso para casa. Eu me trancava no quarto, colada à parede, com a orelha esmagada contra a divisória e a mão já dentro da calça do pijama. Cada gemido que chegava abafado era gasolina: as batidas ritmadas da cabeceira, o rangido do colchão, a voz dela pedindo mais forte, o grunhido dele ao se esvaziar. Eu não precisava ver nada. Bastava ouvir como ele a fodia do outro lado da parede para me foder com três dedos, gozando duas ou três vezes seguidas assim que ela começava a gritar que estava gozando.
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Os dias em que volto especialmente excitada são um problema. Se passei o dia inteiro fora de casa, sem poder me tocar, chego com a calcinha encharcada, grudada nos lábios da boceta, e uma urgência que não aceita discussão. Jogo as chaves onde caírem, tiro tudo de qualquer jeito — saia no chão, calcinha arrancada, camisa meio desabotoada — e vou direto buscar meu brinquedo favorito, um consolo grosso que me abre inteira quando o empurro até o fundo. Quando não o tenho à mão, improviso com o que encontrar: o cabo de uma escova, um pepino tirado diretamente da geladeira, o chuveirinho na pressão máxima sobre o clitóris. Assim gozo duas ou três vezes seguidas, com as pernas tremendo e o consolo ainda dentro de mim, até ficar mole e com a boceta latejando.
A verdade é que isso não é tão diferente da minha rotina normal. Chegar, ficar nua, deitar na poltrona com as pernas abertas pendendo sobre os braços do móvel e me dar prazer até explodir, com um dedo dentro do cu e o consolo entrando e saindo da boceta em alta velocidade. É meu jeito de encerrar o dia, minha maneira de deixar a tensão em outro lugar. Há quem medite. Eu fodo a mim mesma até adormecer com a calcinha de volta, encharcada dos meus próprios fluidos.
Os fins de semana em que fico sozinha são outro mundo. Passo o dia inteiro nua pela casa, de um cômodo a outro, com as tetas à mostra e a boceta sempre a um roçar do próximo orgasmo, e perco completamente a conta de quantas vezes me toco. Faço isso na cozinha, apoiada contra a bancada fria, abrindo os lábios com dois dedos e castigando o clitóris com o polegar até minhas pernas falharem. Faço isso esfregando-me contra a quina de uma mesa ao passar, cavalgando a ponta de madeira até gozar mordendo o punho. Faço isso estirada no chão da sala, com as pernas abertas contra o tapete e três dedos enterrados até os nós, sem outro motivo além de querer. Não é algo planejado. É que minha boceta pede o tempo todo, incha e começa a escorrer sem aviso, e eu nunca aprendi a dizer não.
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Tenho um segredo que nunca contei a viva alma. Todas as manhãs, antes de me levantar, abro a galeria do celular e escolho a foto de qualquer contato. Não importa quem seja: o pai de uma amiga, o encanador que veio na semana passada, um colega de trabalho casado. Eu me toco olhando para aquele rosto, imaginando como ele abriria minhas pernas sobre a cama e enfiaria o pau até o fundo, como o tiraria pingando para que eu o chupasse, como gozaria na minha boca. E, justo quando estou prestes a gozar, com os dedos voando sobre o clitóris e a boceta se contraindo, mando uma mensagem de bom-dia totalmente inocente. Assim que vejo que ele responde, gozo olhando para o nome na tela, em espasmos silenciosos e com o quadril erguido do colchão. Essa pessoa jamais saberá o papel que desempenhou no meu despertar, nem que acabou de se esvaziar imaginariamente dentro de mim antes do primeiro café.
Com pornografia acontece algo parecido, cheio de contradição. Começo procurando coisas extremas, cenas brutais de paus enormes destruindo gargantas, gangbangs em que uma mulher acaba coberta de porra da cabeça aos pés, duplas penetrações que parecem impossíveis. Mas sempre termino no mesmo lugar: vídeos de mulheres se dando prazer sozinhas, com as pernas abertas diante da câmera, os dedos brilhando de tesão, o clitóris inchado pulsando no ritmo do orgasmo. Eu as observo para copiá-las, aprender um gesto novo, descobrir um ângulo diferente para tocar meu ponto G, sentir que não sou a única que vive viciada nas próprias mãos.
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Quem melhor me entendeu foi um homem com quem saí durante algum tempo. Era o homem perfeito para alguém como eu, porque o que ele mais gostava no mundo era me ver fazendo aquilo ao lado dele, com o pau na mão, masturbando-o no ritmo dos meus dedos. Com ele, não era preciso esconder nada, e isso transformou aquele período em uma temporada inesquecível.
Todas as manhãs, eu acordava de propósito cinco minutos antes dele. Afastava o lençol, escancarava as pernas e começava a me tocar devagar, dois dedos entrando e saindo da boceta com um chafurdo molhado que enchia o quarto. Ele abria os olhos ao som dos meus gemidos colados à sua orelha, virava-se e, sem dizer nada, tirava o pau já duro e começava a se masturbar olhando para mim. Eu acelerava, abria-me mais, enfiava um dedo no cu para que ele visse bem, e gozávamos quase ao mesmo tempo, ele espirrando porra na minha barriga enquanto eu gozava gritando seu nome. Não havia despertador melhor. Se eu o visse lendo tranquilamente na poltrona, deitava-me no tapete, abria as pernas na direção dele, cuspia nos dedos e começava sem pedir permissão, sabendo que ele deixaria o livro cair e tiraria o pau, mais cedo ou mais tarde, para se masturbar olhando para mim até gozar sobre as páginas.
Quando saíamos para jantar com amigos, ele já conhecia o ritual. Na hora da sobremesa, eu me desculpava por um instante, trancava-me no banheiro do restaurante, levantava a saia, apoiava uma perna sobre o vaso e me fodia com três dedos até gozar mordendo um guardanapo para que não me ouvissem. Voltava à mesa com as bochechas coradas, os dedos ainda cheirando a boceta sob a mesa, e um sorriso que só ele sabia interpretar. Às vezes, passava a mão por baixo da toalha e fazia-o chupar o dedo que eu acabara de tirar de dentro de mim. Ninguém mais naquela mesa imaginava o que eu tinha acabado de fazer a três metros deles.
Se dávamos um passeio pelo campo, sempre acabávamos atrás de alguma pedra, com a roupa meio abaixada, a saia levantada até a cintura e as calças nos tornozelos, tocando-nos um diante do outro como dois adolescentes impacientes. Ele punha o pau para fora com a mão cheia de saliva enquanto eu, apoiada contra a pedra, abria a boceta em V com dois dedos e castigava o clitóris com o dedo médio até gozar sobre os sapatos dele. E do cinema prefiro nem falar. Eu ia diretamente sem nada por baixo da saia, sem calcinha, e, no escuro, tinha dois ou três orgasmos enquanto enterrava os dedos na boceta encharcada e ele cobria minha boca com a mão para não fazermos um escândalo no meio da sala. Às vezes, eu abria o zíper dele e chupava a ponta por um tempo, não por prazer, mas para que ele gozasse na minha boca enquanto eu continuava me esfregando sem parar sob o casaco.
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O que quase ninguém acreditaria é que, no fundo, sou uma pessoa tímida. Tenho dificuldade para olhar nos olhos, fico vermelha por qualquer bobagem, evito ser o centro das atenções em qualquer reunião. E, ainda assim, às vezes fantasio encher minha casa de câmeras conectadas àquelas páginas em que as pessoas pagam para olhar. Imagino-me com as pernas abertas diante da lente, dois consolos enfiados ao mesmo tempo, um na boceta e outro no cu, enquanto centenas de caras anônimos gozam pagando para me ver. Tenho certeza de que ficaria rica. Poucas mulheres devem viver o desejo com esta intensidade, despertas a toda hora, com a boceta sempre molhada, presas a um apetite que nunca se sacia.
Não conto isso como uma reclamação. Conto porque, pela primeira vez, queria dizer em voz alta, libertar o segredo que carrego desde sempre. Eu sou assim, não pretendo mudar, e, se aprendi alguma coisa, foi a não pedir desculpas por isso. Amanhã vou acordar cinco minutos antes do mundo, escolher um rosto qualquer na tela, abrir as pernas sob o lençol, e tudo vai recomeçar com dois dedos dentro e o polegar sobre o clitóris.