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Relatos Ardientes

O dia em que descobri meu fetiche mais íntimo

Olá a todos. Sou uma mulher e, se quiserem me chamar de alguma forma, podem me chamar de Romina. Escrevo porque preciso contar isso em algum lugar e porque, sendo honesta, estou procurando alguém que me ajude a levar isso mais longe.

Tenho gostos que muita gente consideraria estranhos, embora para mim não sejam nada demais. Fico excitada com a ideia de ser olhada demais, de um desconhecido me percorrer com os olhos no meio da rua, de alguém imaginar como sou por baixo da roupa enquanto espero o ônibus. Coisas básicas, quase inocentes comparadas ao que leio por aí. Ou era o que eu pensava até esta tarde.

Eu estava sozinha em casa. O apartamento em silêncio, as cortinas fechadas, aquela sensação de ter todo o tempo do mundo. Entrei no banho sem pressa, deixei a água quente cair sobre meus ombros e comecei a me tocar quase sem pensar, como quem segue um velho hábito. Passei a mão ensaboada pelos meus peitos, primeiro devagar, apertando-os, puxando meus mamilos até ficarem duros como pedras. A outra mão foi sozinha para o meio das pernas. Abri os lábios da minha boceta com dois dedos e procurei o clitóris, já inchado, pulsando sob a ponta do dedo. Comecei a fazer movimentos lentos e circulares, mordendo o lábio inferior. Eu estava ensopada por dentro, muito mais do que por causa da água do chuveiro.

Tenho um dildo pequeno que guardo justamente para esses momentos. Não é nada espetacular, mas dá conta do recado. Fechei os olhos e deixei a água escorrer pelas minhas costas enquanto passava o dildo pelos lábios da boceta, lambuzando-o com meu próprio tesão antes de enfiá-lo. Quando a ponta começou a entrar, soltei um gemidinho, surpresa como sempre com o quanto fico apertada no começo. Fui empurrando aos poucos, sentindo cada centímetro ir abrindo meu corpo, até enfiá-lo inteiro. Depois comecei a foder com ele na mão, tirando-o quase todo e enfiando-o de volta de uma vez, fazendo barulho dentro de mim. Na minha cabeça passavam imagens, fantasias que nem eu termino de entender: mãos que não eram as minhas me agarrando pelos cabelos, um pau desconhecido entrando na minha bunda sem pedir permissão, uma boca chupando minha boceta enquanto outro homem me enfiava o pau na boca.

Minha mão foi ganhando ritmo. Eu o enfiava cada vez com mais força e mais rapidez, enquanto com a outra apertava e beliscava o clitóris. O vapor enchia o banheiro, o espelho já estava completamente embaçado, e eu me pressionava contra os azulejos em busca de apoio, com uma perna levantada na borda da banheira para me abrir melhor. Sentia tudo se contraindo por dentro, a boceta se fechando em mordidas ao redor do plástico. Quando o orgasmo chegou, precisei morder o lábio para não gritar; ele me sacudiu da barriga até os joelhos e me fez esguichar um jato quente que escorreu pela coxa misturado à água. Fiquei tremendo sob o chuveiro, com o dildo ainda dentro de mim, as pernas bambas, sorrindo sozinha como uma idiota.

E ali tudo poderia ter terminado. Mais uma tarde, um orgasmo delicioso, e pronto. Mas, quando saí do banho, aconteceu algo que eu não tinha planejado.

***

Sobre a pia havia uma garrafinha de plástico, dessas pequenas, com o bico estreito, que vêm com sabonete líquido para as mãos. Estava vazia, esperando que eu a enchesse. Não sei o que passou pela minha cabeça naquele momento. De verdade, não sei. Só olhei para ela, olhei para o bico, e uma ideia estúpida e deliciosa se instalou entre minhas pernas.

Enchi a garrafa com água morna. Apoiei-me na borda da pia, ainda molhada, ainda sensível por causa do que tinha acabado de fazer, com a bunda empinada e os calcanhares separados. Afastei uma nádega com a mão esquerda, encontrei o buraquinho com a ponta do dedo e esfreguei-o um pouco, escorregadia de água e dos meus próprios líquidos. Depois encostei o bico, respirei fundo e o enfiei devagar no ânus, sentindo o plástico duro forçar meu anel apertado até ele ceder.

Apertei.

A água entrou em mim e foi uma sensação que eu nunca tinha sentido. Quente, enchendo-me por dentro, uma pressão suave que subiu de baixo para cima e me deixou sem ar por um segundo. Soltei um suspiro longo e outro gemido escapou, mais grave, quase animal. O que é isso? Por que é tão gostoso? Senti minha bunda se contrair ao redor do bico, tentando reter aquele calorzinho, e a boceta, ainda pulsando do orgasmo anterior, voltar a ficar molhada sozinha.

O problema é que a garrafa era minúscula. Mal dava para dois goles de água, nada. Tirei-a, enchi de novo e repeti. Uma vez. Duas. Contei quatro vezes antes de desistir. A cada vez, a pressão durava alguns segundos e depois passava, deixando-me com mais vontade do que antes. Na terceira, ousei enfiar também dois dedos na boceta enquanto apertava o jato na bunda, e quase caí de tanto tremer. Sentia as duas paredes internas se apertando uma contra a outra, uma cheia de água morna, a outra cheia dos meus dedos, e não sabia onde enfiar a cara.

Fiquei sentada na borda da banheira, molhada, ofegante, olhando para os meus pés. Ainda sentia o formigamento entre as nádegas e uma vontade absurda de que alguém enfiasse algo maior, mais comprido, algo que realmente me enchesse. Eu não entendia nada. Uma hora antes nem teria imaginado isso, e agora só conseguia pensar em como sentir aquilo de verdade, para valer, até o limite.

***

Sei que parece estranho. Eu mesma passei a tarde toda questionando isso. Fiquei procurando os prós e os contras do que fiz, lendo, tentando entender se isso é normal ou se passei do ponto na perversão. Mas cheguei a uma conclusão muito simples: eu gostei. Gostei demais. E, se gosto tanto de uma coisa, vou continuar fazendo.

Entrei em fóruns, li confissões de outras pessoas e encontrei gente contando a mesma coisa que senti, só que multiplicada por mil. Há quem use uma mangueira e se encha completamente, até não aguentar mais, e descreva essa sensação de plenitude como a melhor coisa que já experimentou na vida. Contam que o orgasmo com a bunda cheia é de outro mundo, que gozam gritando, que ficam jogadas por meia hora sem conseguir se mexer. Eu lia e sentia o corpo inteiro se apertar só de imaginar.

Quero fazer isso. Quero mesmo sentir aquilo. O problema é prático, e é por isso que escrevo: não faço ideia de como conectar uma mangueira ao meu banheiro, do que preciso ou dos cuidados necessários para não me machucar. Sei que existem maneiras seguras de fazer isso e não quero fazer tudo de qualquer jeito. Se alguém entende do assunto, por favor, ajude esta pervertida a se satisfazer e aproveitar sem acabar numa clínica.

Não tenho vergonha de pedir. Passei anos me contendo, fingindo ser mais recatada do que sou, e estou cansada disso. Hoje descobri algo novo sobre mim no lugar menos esperado, diante da pia do meu próprio banheiro, e não pretendo ignorar.

***

Tenho vinte e sete anos, moro em Medellín e, para que tenham uma ideia, não sou a garota tímida que pareço ser no trabalho. Diante da minha mesa, sou séria, formal, aquela que nunca chega atrasada. Por dentro, já faz tempo que deixei de ser assim.

Há uma parte de mim que se acende sozinha quando imagino que alguém me descubra, que entre no banheiro justo quando estou assim, de quatro sobre a banheira, com a garrafa enfiada na bunda e os dedos enterrados na boceta, ofegante, com a água escorrendo pelas minhas pernas. Que veja a cara de puta que faço quando gozo, que escute os sons obscenos que faço sem perceber. Não sei explicar por que a ideia de ser surpreendida me excita tanto. Talvez seja isso: o tesão pelo que não deveria ser visto, pelo que fazemos escondido e que arde justamente porque é segredo.

Esta semana me convidaram para um bar novo no centro, um que abriu há pouco tempo e do qual todo mundo está falando. Dizem que coisas acontecem lá, que as pessoas se soltam, que ninguém julga ninguém. Estou pensando em ir. Penso em beber até perder um pouco a cabeça, até a timidez evaporar de vez, e me deixar levar pelo que vier.

E, já que estou confessando, há algo mais que quero experimentar pela primeira vez. Nunca fiz sexo anal com um homem. Pensei nisso mil vezes, fantasiei no banho mais vezes do que admitiria, mas nunca tive coragem. Depois do que aconteceu hoje, depois de descobrir como meu corpo se sente bem quando o abro daquele jeito, já não tenho medo. Tenho vontade. Vontade de que me agarrem pelos quadris, me dobrem sobre uma cama e enfiem uma pica bem dura na minha bunda até o fundo.

Imagino a cena com um nível quase obsessivo de detalhes. Mãos firmes nos meus quadris, uma voz baixa no ouvido dizendo: «Relaxa, puta, que vou enfiar tudo». A ponta do pau dele encostando no meu buraquinho, empurrando, forçando aquele anel que nenhum homem ainda abriu, até ele ceder aos poucos e eu senti-lo entrar centímetro por centímetro. A mesma pressão quente que descobri hoje, mas desta vez de verdade, enchendo-me de carne e não de água morna numa garrafinha ridícula. Imagino-o me fodendo devagar no começo, dando-me tempo, e depois se soltando, metendo com força, agarrando-me pelos cabelos, batendo as bolas contra minha boceta molhada, enquanto esfrego o clitóris com dois dedos e peço mais. Que encha minha bunda de porra, que deixe tudo quente dentro de mim, que depois me veja escorrendo entre as nádegas. Só de escrever isso fico sem fôlego e preciso cruzar as pernas com força contra a cadeira para aguentar a vontade.

***

Então aqui estou, contando a desconhecidos a coisa mais íntima que me aconteceu em muito tempo, sem saber muito bem por que faço isso, além do fato de que precisava colocar para fora. Talvez porque escrever torne tudo real. Talvez porque algum de vocês já tenha passado por isso e possa me dizer como continuar.

Se entendem de mangueiras, duchas vaginais, de como fazer tudo isso direito e sem riscos, escrevam para mim. E, se estiverem em Medellín e quiserem me acompanhar àquele bar para ver até onde a noite chega, também. Não prometo nada, mas também não prometo me comportar.

Há algumas horas eu era uma mulher normal, com algumas manias inofensivas. Agora sou alguém que não para de pensar em quanto mais pode sentir o próprio corpo. E acreditem, estou apenas começando a descobrir.

Depois conto como foi.

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