O jogo das três portas naquele camping
Três mulheres, três homens e uma só regra naquela noite no bangalô: ninguém sabia com quem acabaria, e o cronômetro já corria sobre a mesa da sala.
Três mulheres, três homens e uma só regra naquela noite no bangalô: ninguém sabia com quem acabaria, e o cronômetro já corria sobre a mesa da sala.
Quando aquela garota de olhos verdes entrou no bar, fui a única a notar o detalhe que as outras deixaram passar. E naquela mesma noite ela acabou na nossa cama.
Só queria dormir a bebedeira. Mas quando a porta se abriu e eles três entraram, decidi continuar de olhos fechados para ver até onde ousavam ir.
Estava há horas deitada sobre a toalha, com o sol baixando, e cada vez que achava que tinha terminado alguém novo se ajoelhava ao meu lado com outra ideia.
Deixei o celular na entrada, montei meus equipamentos e, quando escureceu, entendi por quê: metade do jardim transava sem pudor e a anfitriã vinha direto na minha direção.
O táxi me deixou diante de um portão enorme e um segurança me esperava. Eu ainda não sabia que naquela noite deixaria de ser uma convidada para virar o jogo.
Juramos cem vezes que nada aconteceria com eles. Juramos até nos convencermos. E então nos chamaram para o quarto e ela estava nos esperando nua.
Quando soou o tiro do Marechal, soube que aquela seria nossa última noite. O que eu não imaginei foi no que a festa se transformaria quando as luzes se apagassem.
Bati na porta de madeira esperando meu pai, mas quem abriu foi o capataz, com um sorriso diferente. E então me disse que ele não estava.
Passei anos querendo algo mais forte que um único homem. Naquele fim de semana, na minha casa na serra, trinta deles me esperavam na piscina.
Achei que só jantaria algo típico antes de dormir. Não imaginei que aqueles dois rapazes do bar me levariam à noite mais desinibida da minha vida.
Eu só ia de acompanhante, juro. Mas quando os dois entraram na terraço, idênticos e sorrindo igual, eu soube que aquela noite eu não ia me comportar.
Quando Mariela pegou o microfone e disse que o bar ficava fechado só para nós, entendi que aquela noite nenhuma de nós voltaria para casa sendo a mesma.
Ela passava os fins de semana procurando um olhar que ficasse nela. Numa noite, mãos desconhecidas a arrastaram para o quarto escuro.
Mariana nunca tinha beijado outra mulher até aquela noite. Voltou para casa tremendo de desejo, sem imaginar que sua meia-irmã a observava no escuro.
Eu não conhecia ninguém naquele jantar de garotas, até que ela entrou pela porta e nossos olhares ficaram presos um no outro por cima dos pratos.
Ela chegou de braço dado com meu amigo, com aquela boca de lábios carnudos, e eu soube na hora que naquela noite, no meu aniversário, ela seria minha, mesmo sendo namorada de outro.
A boate fechou às duas e ninguém queria ir embora. Pedimos o quarto com jacuzzi, duas garrafas a mais e lançamos uma ideia que mudou tudo.
Ela aceitou o convite para pagar o namorado traidor na mesma moeda e escolheu o zumbi de traços finos, sem imaginar o que descobriria ao tirar a fantasia.
Eu usava um vestido vermelho justo demais e tinha acabado de fazer quarenta e dois anos quando aquela loira apoiou a mão na minha cintura e me apertou contra ela.