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Relatos Ardientes

Minha namorada deixou um estrangeiro tocar nela enquanto eu me trocava na praia

2.7(9)

A tarde morria devagar sobre a costa, tingindo a areia de tons acobreados. Diego e Valeria tinham passado o dia inteiro entre ondas e sol, e agora o céu começava a escurecer pelo oeste. Ela já tinha se trocado nos vestiários da praia: usava um vestido curto de algodão branco, daqueles com alcinhas finas que mal sustentavam alguma coisa, e um decote que deixava pouco para a imaginação. Por baixo, só um biquíni mínimo que, àquela altura, já estava meio seco.

Encostou-se à parede dos banheiros públicos, com a bolsa atravessada no corpo e o cabelo loiro ainda úmido caindo sobre os ombros. Diego sempre demorava uma eternidade para se trocar. Era daqueles que sacudiam cada grão de areia como se fosse um ritual, conferindo bolsos, procurando a camiseta certa. Podiam se passar dez longos minutos até ele sair.

Valeria olhava o caminho vazio da saída quando um grupo de cinco ou seis rapazes apareceu pela passarela de madeira. Estrangeiros, provavelmente nórdicos, com camisetas desbotadas e latas de cerveja na mão. Falavam alto em um idioma que ela não entendia, rindo de alguma coisa que um deles tinha dito.

Um deles parou de repente ao vê-la. Era alto, de cabelo claro e olhos azuis que brilhavam com aquela mistura de álcool e atrevimento que um dia inteiro de praia dá. O olhar dele desceu direto para o decote de Valeria, sem o menor pudor.

Ela percebeu na hora. Sentiu aquele arrepio conhecido na boca do estômago, aquela tensão que subia pela nuca sempre que a olhavam daquele jeito. Não desviou o olhar. Também não cruzou os braços.

O nórdico deu um passo na direção dela. Os amigos dele ficaram em silêncio, expectantes, como se de repente o ar tivesse ficado mais denso.

Valeria curvou os lábios em um sorriso lento, quase inocente. E endireitou um pouco as costas, deixando o tecido do vestido se esticar sobre os seios. Um convite silencioso que não precisava de idioma.

O rapaz estendeu a mão com uma mistura de audácia e hesitação. Os dedos dele roçaram primeiro a pele exposta do decote, bem onde começava o tecido branco. Valeria não se mexeu. Só respirou um pouco mais fundo, e seus seios subiram contra a palma que agora se apoiava com mais confiança em um deles.

O toque era quente, firme. O polegar do rapaz acariciou a curva com suavidade, sentindo o peso e a forma. Os amigos soltaram risadinhas nervosas e comentários que Valeria não entendeu, mas que não precisavam de tradução.

Ela sentia o coração batendo nas costelas. Sabia que Diego podia sair a qualquer momento. A porta do banheiro masculino ficava a poucos metros. Podia ouvir o barulho distante dos chuveiros, o choque metálico de um armário. Em qualquer segundo, o namorado apareceria e a veria assim, deixando-se tocar por um desconhecido diante de um grupo inteiro de estranhos.

E, no entanto, não afastou a mão.

Ao contrário, inclinou o corpo para a frente, oferecendo-se um pouco mais. O sorriso dela ficou mais maroto. O rapaz apertou de leve e sentiu o mamilo enrijecer sob o tecido fino. Os olhos dele buscaram os dela, procurando permissão ou rejeição. Valeria apenas mordeu o lábio inferior e assentiu com um gesto quase imperceptível.

Um dos amigos assobiou baixinho.

A área estava deserta naquele trecho. Só o rumor distante das ondas e o vento entre os caniços. Ninguém passava. Ninguém os via.

O nórdico continuava com a mão sobre o seio direito dela, apertando com mais confiança. Os amigos tinham se aproximado um pouco mais, formando um semicírculo informal, calados e com os olhos bem abertos.

Sem dizer uma palavra, o rapaz baixou a cabeça. Os lábios dele roçaram a pele exposta do decote. Valeria sentiu o hálito quente um segundo antes de a língua traçar uma linha úmida sobre a curva do seio. Um arrepio percorreu toda a sua espinha.

Ela não pensou. Enfiou os dedos sob as alcinhas do vestido e puxou para baixo com decisão. O tecido cedeu facilmente. Os seios ficaram livres no ar morno da tarde, redondos, pesados, com os mamilos endurecidos pela excitação. O vestido se amarrotou logo abaixo deles.

O nórdico soltou um som grave de aprovação. Abriu a boca e abocanhou um mamilo entre os lábios. Sugou com fome, rodeando-o com a língua, puxando-o de leve no começo e depois com mais força.

Valeria deixou escapar um gemido abafado, breve, quase surpresa com a própria intensidade. Sentiu-se molhar sob o vestido, o calor se concentrando entre as pernas sem controle.

O rapaz passou para o outro seio, lambendo primeiro a aréola com movimentos circulares antes de colocar o mamilo inteiro na boca e chupá-lo com avidez. As mãos dele sustentavam os dois seios por baixo, levantando-os, oferecendo-os a si mesmo. A saliva brilhava sobre a pele pálida de Valeria sob a luz dourada do entardecer.

Ela jogou a cabeça para trás, apoiando-a na parede. Os dedos se enroscaram no cabelo claro do rapaz, prendendo-o contra o próprio peito. Não sabia por que fazia aquilo. Não tinha uma razão clara. Só sabia que estava encharcada, que o risco a incendiava como poucas coisas, e que Diego podia sair a qualquer momento e encontrá-la exatamente assim.

E ela não fazia nada para detê-lo.

Arqueou as costas, empurrando os seios contra a boca ávida do rapaz. Ele respondeu sugando com mais força, alternando entre um mamilo e o outro, lambendo, mordiscando de leve, deixando a língua quente deslizar pela pele sensível.

Valeria fechou os olhos por um segundo, com a respiração entrecortada. Sentia a língua do rapaz trabalhando com dedicação, o calor úmido da boca dele, o roçar dos dentes. E o pulso latejando forte entre as pernas.

A porta do banheiro continuava fechada.

Mas o tempo corria.

Entre as pernas, o biquíni estava completamente molhado. A excitação descia pelo interior das coxas, deixando um rastro brilhante sobre a pele. Cada vez que o nórdico sugava com força, uma nova onda de prazer lhe contraía o ventre e fazia escapar ainda mais umidade.

Um gemido rouco lhe escapou da garganta. Tentou morder o lábio para contê-lo, mas ele saiu mesmo assim: suave, involuntário, carregado de necessidade.

O nórdico ergueu a cabeça por um instante, com os lábios brilhantes e os olhos escurecidos de desejo. Sorriu ao ouvi-la, sabendo exatamente o que estava provocando.

Valeria cravou mais os dedos no cabelo dele e o puxou contra o peito com mais urgência.

—Continua... —murmurou, com a voz entrecortada—. Não para...

Ele não entendia espanhol, mas captou a mensagem. Abriu mais a boca e chupou com fome voraz, lambendo o mamilo inchado com a língua lisa e depois contornando-o com movimentos rápidos. Os dentes dele roçaram a pele sensível, arrancando outro gemido mais alto, mais desesperado.

As mãos dele deixaram de ser suaves. Afundaram na carne macia dos seios com força. Amassava, apertava, espremia com rudeza, levantando-os, juntando-os, separando-os. Os dedos afundavam até deixar marcas que avermelhavam ao soltar.

Valeria encostou a cabeça na parede, a boca entreaberta.

—Mais forte... —implorou quase sem fôlego—. Isso...

Ela adorava. Cada vez que ele apertava com força, um choque de prazer descia direto para entre as pernas. Os mamilos, já inchados e avermelhados, enrijeciam ainda mais quando eram beliscados entre os dedos.

O nórdico parecia fascinado. Trocava de seio o tempo todo, devorando um enquanto as mãos maltratavam o outro. A saliva escorria pela pele e se misturava ao suor dela.

Valeria gemia cada vez mais alto, sem ligar para nada. As pernas tremiam. A excitação continuava descendo sem controle pelas coxas. O biquíni estava encharcado, colado aos lábios inchados.

De repente, com a respiração entrecortada e os seios avermelhados, ergueu o olhar para ele. Passou a língua lentamente pelos lábios. Com voz rouca, murmurou:

—Me beija...

O rapaz não precisou de tradução. Soltou os seios dela e subiu até o rosto. As bocas se encontraram com fome. Foi um beijo profundo, sujo, cheio de língua e saliva. Ele mordia o lábio inferior dela, enfiava a língua até o fundo enquanto as mãos continuavam amassando os seios nus.

Valeria gemia dentro da boca dele, retribuindo o beijo com a mesma desesperação, chupando a língua dele e esfregando os seios contra o torso do rapaz.

Enquanto se beijavam, o nórdico ergueu uma mão e fez um gesto para os amigos. Os rapazes entenderam na hora. Se moveram com rapidez e formaram um semicírculo mais fechado ao redor dos dois, de costas, criando uma barreira humana que os ocultava de qualquer olhar.

Protegida por aquela muralha de corpos, Valeria quebrou o beijo com um fio de saliva entre os lábios. Olhou para ele com olhos vidrados, carregados de luxúria. Um sorriso lento e atrevido se desenhou em seu rosto.

Sem desviar o olhar, deixou-se cair de joelhos na areia morna. Os seios ficaram pendendo pesadamente, balançando com o movimento, marcados pelos dedos do nórdico.

Com as mãos ávidas, baixou o short de banho dele. A ereção saltou livre diante do rosto dela, dura e grossa. Valeria a olhou por um segundo com fome, depois ergueu os olhos até ele e mostrou a língua, lambendo devagar da base até a ponta.

Abriu a boca e a colocou inteira de uma vez. A sucção foi imediata, profunda, sem o menor pudor. Movia a cabeça para a frente e para trás num ritmo longo e úmido, deixando-a entrar até o fundo da garganta e sair brilhando de saliva. Os olhos dela não se afastavam dos do nórdico nem por um segundo.

Cada vez que tirava do queixo, dava longas lambidas ao redor, beijava, chupava e então voltava a engolir tudo de uma vez, produzindo sons úmidos e obscenos.

O nórdico colocou uma mão na cabeça dela, enroscando os dedos no cabelo dourado, mas sem forçá-la. Não era preciso. Valeria fazia aquilo com devoção absoluta: lábios apertados, língua trabalhando sem descanso, garganta aberta, saliva escorrendo pelo queixo e caindo sobre os seios.

Ela gemia em torno dele, vibrando, enquanto o encarava fixamente. Os seios balançavam pesados a cada movimento da cabeça. A excitação continuava caindo da vulva encharcada até a areia.

Sem tirar a ereção da boca, ergueu o olhar. Os olhos dela brilhavam de pura luxúria. Com a voz abafada, murmurou algo que soou como uma súplica. O nórdico entendeu. Sorriu e estalou os dedos para os amigos.

Um a um, eles se viraram, formando agora um círculo fechado ao redor do casal. Seis pares de olhos se cravaram diretamente na cena.

Valeria notou os olhares e, longe de se envergonhar, sentiu um choque de excitação ainda mais forte. Gemeu mais alto, chupando com mais entusiasmo, olhando para os amigos um por um com descaramento.

Sua vulva pulsava com violência. Ela sentia cada batida nos lábios inchados. O interior do corpo se contraía ritmicamente, vazio e desesperado. O biquíni estava encharcado, colado a ela como uma segunda pele. Cada vez que engolia a ereção até o fundo, tudo se apertava com força, como se estivesse prestes a gozar só com a excitação e a vergonha prazerosa de ser observada.

Ela achava que poderia terminar sem que ninguém a tocasse.

O prazer se acumulava no ventre, quente, denso, quase insuportável. As coxas tremiam. Soltou a ereção por um segundo, ofegante, com os lábios inchados e brilhantes:

—Olhem pra mim... todos vocês... —gemeu em espanhol, embora soubesse que eles não a entendiam. Em seguida, colocou tudo de novo na boca, chupando com mais força, mais rápido.

O nórdico segurou a cabeça dela com as duas mãos, empurrando com movimentos curtos e profundos. Os amigos observavam em silêncio, alguns com a mão no short de banho.

Valeria sentia que estava à beira. A vulva pulsava tão forte que cada contração lhe provocava um pequeno espasmo de prazer.

E ela continuava chupando. Sem parar. Sem vergonha.

Por fim, sentiu a ereção inchar ainda mais dentro da boca. O rapaz apertou os dedos no cabelo dela e empurrou para a frente. Começou a gozar.

Valeria fechou os lábios ao redor da ponta e engoliu tudo com avidez, uma e outra vez, sem deixar escapar uma única gota. Quando ele parou de pulsar, continuou lambendo com delicadeza, limpando cada centímetro até deixá-lo impecável. Só então o soltou, dando um último beijo úmido na ponta.

Levantou-se devagar, com os joelhos cobertos de areia e as coxas brilhantes. Os seios continuavam expostos, pesados e levemente avermelhados. Olhou-o nos olhos com um sorriso satisfeito e passou os braços ao redor do pescoço dele para lhe dar um beijo profundo e longo.

Enquanto se beijavam, o corpo dele se apertou contra o dela. A ereção semi-mole ficou pressionada entre as coxas, roçando diretamente sua vulva encharcada por cima do biquíni. Cada vez que se moviam ao se beijar, ela deslizava entre os lábios inchados dela, pressionando justo onde mais precisava.

Valeria gemeu dentro da boca dele e as coxas se moveram sozinhas, esfregando-se descaradamente contra ele. O beijo ficou mais intenso. Ela chupava a língua dele com fome, mordendo o lábio, enquanto continuava a se roçar contra aquela dureza que a pressionava com insistência.

Quebrou o beijo só por um segundo, ofegando contra os lábios dele:

—Caralho... que vontade de você me foder...

Mas disse isso em espanhol, só para si mesma, enquanto voltava a enfiar a língua na boca dele.

E então, a porta do banheiro masculino se moveu. O barulho lá de dentro anunciou que Diego tinha terminado.

Os nórdicos se enrijeceram na hora. O loiro soltou Valeria de repente, com os olhos muito abertos. Os amigos já recuavam, murmurando entre os dentes.

Em segundos, o círculo se desfez. O nórdico subiu o short de banho às pressas e começou a andar rápido atrás dos companheiros.

Valeria, ainda ofegante, com os seios fora e a vulva pulsando de pura frustração, tentou segurá-lo. Agarrou o braço dele com urgência.

—Espera... vem... —sussurrou com a voz rouca, puxando-o em direção aos arbustos atrás dos banheiros—. Só um instante...

O rapaz se soltou com suavidade, porém firme. Deu a ela um sorriso rápido e balançou a cabeça.

—Sorry... gotta go —disse ele.

E foi embora quase correndo, alcançando os amigos que já desapareciam pelo caminho. Em dez segundos, o grupo tinha evaporado, deixando só o eco das risadas nervosas.

Valeria ficou ali, sozinha, com o vestido ainda abaixado. Os mamilos duros e avermelhados. As pernas brilhantes. A vulva latejando com tanta força que quase doía. Outro fio de umidade desceu pela coxa direita.

—Merda... —murmurou entre os dentes, frustrada e ainda mais acesa.

Com as mãos trêmulas, subiu o vestido, cobrindo-se como pôde. O tecido colou à pele úmida. Tentou se recompor o mais rápido possível, respirando fundo, passando os dedos pelo cabelo desgrenhado.

A porta do banheiro masculino se abriu.

Diego saiu sorrindo, ainda colocando a camiseta, com o cabelo molhado e uma toalha na mão.

—Desculpa, Val —disse, se aproximando—. Tinha um cara que não encontrava a sandália e me distraiu um pouco. Tá tudo bem? Você ficou entediada muito tempo?

Valeria forçou um sorriso natural, embora por dentro ainda estivesse em chamas.

—Fica tranquilo, não foi nada —respondeu com uma calma surpreendente—. Eu só estava olhando o mar. Vamos, está ficando tarde.

Diego pegou a mão dela com carinho, entrelaçando os dedos nos dela, e a puxou suavemente em direção ao estacionamento. Não percebeu nada: nem o rubor das bochechas dela, nem o brilho suspeito nas coxas, nem o cheiro ligeiramente diferente que a pele dela exalava.

Foram caminhando juntos, conversando sobre bobagens do dia na praia. Valeria respondia com naturalidade, rindo quando era preciso, apertando a mão do namorado como sempre.

Mas por dentro estava em chamas.

Cada passo fazia os lábios dela se roçarem, e o biquíni molhado colava ainda mais no clitóris inchado. Sentia as gotas escorrendo, agora frias contra a brisa da tarde. A frustração de ter ficado pela metade não diminuía; ao contrário, crescia a cada passo.

Olhou de relance para Diego, que caminhava contente, alheio a tudo.

E sorriu para si mesma, mordendo o lábio inferior.

O calor ainda estava ali. Intenso. Pesado. Inquieto.

Sabia que, assim que chegassem em casa, ia precisar que Diego a comesse como nunca. Ou que ela mesma terminasse o que tinha começado, pensando no que quase acontecera.

Enquanto isso, as gotas continuavam caindo, silenciosas, pelo interior de suas pernas.

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