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Relatos Ardientes

Minha namorada aceitou realizar minha fantasia com a amiga dela

Este é o terceiro relato de como as coisas foram acontecendo com Camila, minha namorada, sem que nenhum de nós dois planejasse tudo de verdade. Começou como uma brincadeira inocente entre duas pessoas que se gostam, e terminou num lugar que nem eu tinha coragem de imaginar.

Para entender este capítulo, vale lembrar o anterior: numa tarde, uma brincadeira compartilhada e uma mamada que terminou com ela de joelhos, com meu pau até o fundo da garganta, me pedindo entre engasgos e saliva que eu gozasse na boca dela como se eu fosse outro, como se fosse um desconhecido usando-a à vontade. Naquele dia Camila chupou minha rola com uma entrega que eu não conhecia nela, a língua enrolada na glande, os olhos marejados, me olhando de baixo enquanto me dizia coisas sujas que eu nunca tinha ouvido dela. Acabei despejando toda a porra dentro da boca dela, e ela engoliu cada gota sem tirar minha pica, e depois ainda me pediu mais. Eu fiquei mastigando essa experiência por dias, sem saber muito bem o que fazer com tudo o que tinha sentido.

Nessa mesma semana mandei mensagem para Matías, meu melhor amigo desde o colégio, e disse que precisava contar uma coisa em particular. Ele me conhecia como ninguém, e, se havia alguém com quem eu podia falar sem filtro, era ele.

—Tô estranho, cara. Tô com a cabeça em qualquer lugar — escrevi.

—Aconteceu alguma coisa com a Camila? — ele respondeu na hora.

—Aconteceu, sim. Mas não é o que você tá pensando.

Contei tudo com riqueza de detalhes. Contei sobre a amiga da Camila, contei sobre a encenação, contei que minha namorada tinha me pedido para enfiar meu pau até a garganta dela e gozar na boca dela como se fosse ele ali, comendo-a sem pudor. Mandei até as palavras exatas que Camila tinha sussurrado: «me come a boca como você comeria ela, me trata como uma puta». Matías demorou a responder.

—E você, como ficou com isso? — ele perguntou no fim.

—Não sei o que pensar, juro. Uma parte de mim ficou fascinada. A outra não sabe se devia estar com raiva.

—Não encuca tanto, irmão — ele me disse—. É uma brincadeira. Se ela confia em você para entrar nessa fantasia, é sinal de coisa boa, não de coisa ruim. Enquanto os dois curtirem e ninguém se sentir usado, qual é o problema?

Isso baixou um pouco a minha ansiedade de ouvir. Matías sempre teve esse jeito de encarar as coisas sem escândalo, de olhar tudo de lado e encontrar outro sentido. Depois de um tempo, devolvi a pergunta.

—E você? O que te excita? Alguma fantasia que você nunca teve coragem de contar.

Demorou para responder. Quando respondeu, eu soube que estava sendo sincero.

—Ver duas minas transando entre si. Mas não qualquer coisa, tá? Quero que comam a buceta de verdade, que enfiem os dedos, que façam uma a outra gritar. Que dê para sentir o desejo entre elas, que não pareça atuação. Isso me deixa louco. Sou capaz de bater uma num canto e não tocar em nenhuma, só de ver elas se lambendo já me basta.

Soltei uma gargalhada do outro lado da conversa.

—Você é um doente! — respondi—. Eu topo. Compramos pipoca, tiramos a pica pra fora e assistimos ao show, fechou.

Ficamos nisso, rindo. Mas essa conversa ficou cravada na minha cabeça como um anzol. Durante o dia seguinte inteiro eu não consegui pensar em outra coisa. A fantasia de Matías me parecia perfeitamente possível, e a ideia de Camila com outra mulher, comendo a buceta dela enquanto eu assistia, me queimava por dentro. Eu me masturbei três vezes naquele dia, imaginando minha namorada com o rosto enterrado entre as pernas de outra, a língua dentro de uma boceta alheia, gemendo de boca cheia.

***

Camila trabalhava como caixa num mercadinho a quinze quarteirões de casa. Saía às nove da noite e eu costumava ir buscá-la a pé. A caminhada de volta era o nosso momento privado: falávamos sobre o dia, fazíamos planos para o fim de semana, reclamávamos do trabalho. Naquela noite, escolhi esse trecho para soltar a bomba.

—Amor, tô com uma ideia na cabeça que não me deixa em paz — falei a uma quadra e meia de casa.

—Fala, me conta — ela sorriu de lado.

—É louca. E sei que você vai negar.

—Se te excita tanto a ponto de você me anunciar assim, talvez eu aguente. Diz.

Respirei fundo. Minhas palmas estavam frias apesar da umidade do verão.

—Me excita a ideia de te ver fodendo outra mulher. Te ver chupando os peitos dela, enfiando a língua na buceta dela, deixando outra mina lamber teu corpo inteiro. Eu ali, sentado, olhando você, com a pica de fora. Só isso.

Caminhamos alguns passos em silêncio. Eu a olhava de canto, esperando uma negativa contundente, mas ela mordeu o lábio antes de responder.

—Hum… Eu não gosto de mulher. Você sabe.

—Eu sei.

—Só que… — deixou a frase no ar. — Uma vez, numa prévia com uma amiga, demos um beijo para deixar um cara que a gente curtia com mais vontade. E o beijo durou bastante. Com língua, tudo. As duas acabamos com a mão uma da outra por baixo da blusa, apalpando os peitos por cima do sutiã, e eu senti minha calcinha ficar molhada de um jeito que eu não esperava.

Ela disse isso com um sorriso safado, como quem confessa uma travessura antiga da qual gosta de lembrar. Meu coração disparou na garganta, e eu também comecei a sentir o pau inchar dentro da calça. Aquele «não gosto» tinha um asterisco, e o asterisco era enorme.

—O que eu não gosto — continuou—, é da ideia de outra mulher chupar teu pau ou de você meter a rola em alguém que não seja eu. Se a coisa for só você olhando e eu me deixando comer a boca e a boceta por uma mina, talvez eu tope.

—Isso já me basta e sobra — eu disse, tentando não soar entusiasmado demais.

Caminhamos mais um quarteirão em silêncio, os dois pensando a mesma coisa e sem coragem de dizer.

—E com quem? — perguntei por fim.

—Acho que sei com quem — ela respondeu—. Mas me dá uns dias.

Naquela noite eu não consegui pregar os olhos. Minha cabeça girava como um carrossel e, toda vez que fechava os olhos, via imagens que ainda não tinham rosto: duas bocetas se roçando, quatro peitos apertados um contra o outro, a língua de Camila entrando e saindo da buceta de uma desconhecida. Me masturbei duas vezes na cama, tentando não acordá-la, e gozei as duas vezes pensando na mesma coisa.

***

Camila tinha uma colega do colégio, Renata, que desde os quinze assumia sem rodeios que gostava de mulheres. Elas tinham sido muito amigas, mas, segundo ela me jurou, nunca aconteceu nada entre as duas. Só amizade. E, para complicar tudo, Renata era prima de Matías.

Levamos quase duas semanas para montar a situação. Camila começou a conversar com Renata por chat, contou a ideia com cuidado, disse que estava em um relacionamento comigo e que a proposta era essa. Renata fez charme no começo. Disse que não queria estragar a amizade, que precisava pensar, que estava saindo com uma garota e não sabia como ia reagir. Depois de vários dias, disse que sim, que seria entre as duas e mais ninguém, e mandou a Camila uma mensagem que minha namorada me leu na cama naquela mesma noite: «vou comer tua buceta até você me pedir para parar, e não vou te deixar parar».

A condição foi clara desde o início: eu não ia participar. Só assistir, com a pica na mão se quisesse, mas sem tocar. Isso, pelo menos, era o que as duas diziam.

O que nenhuma das duas sabia era que eu tinha convencido Matías a vir também. Contei a ele a situação inteira, confessei que a fantasia que ele tinha me contado podia se cumprir naquela mesma noite, e que a prima dele era uma das protagonistas. No começo ele hesitou.

—E se a Renata ficar com raiva de mim por eu estar lá, olhando ela comer outra mina?

—Deixa isso comigo — respondi—. A Camila vai preparar ela. E você, já tá dentro.

No fim ele aceitou. Aceitou com um sorriso que eu não via fazia anos, aquele meio sorriso cúmplice de adolescente que descobre que algo proibido também pode ser permitido.

***

Foi numa sexta-feira à noite. Os quatro nos encontramos no apartamento. Camila tinha preparado uma tábua com queijos, frios, azeitonas e duas garrafas de vinho branco bem gelado. A intenção era essa: esquentar a noite, soltar a língua, soltar tudo.

Renata chegou com Matías. Quando vi os dois entrando, pensei: isso vai valer cada minuto de espera.

Ela tinha a mesma idade de Camila, vinte e dois anos recém-completados. Baixinha, não chegava a um metro e sessenta, mas tudo nela estava no lugar exato. Cabelo castanho longo e liso caindo pelas costas, pernas firmes, uma bunda redonda e empinada que marcava por baixo do short curtíssimo que ela tinha colocado para a ocasião, tão justo que desenhava a linha da bunda toda vez que se abaixava. Seios pequenos, mas durinhos, com os mamilos marcando a regata sem sutiã, dois pontinhos duros que apareciam cada vez que ela se mexia. Sorriso aberto e um olhar que cravava em você por um segundo a mais do que o necessário.

Camila também estava linda. Tinha colocado uma saia curtinha que mostrava as pernas até o começo da bunda, uma camiseta preta da sua banda favorita de heavy metal, o cabelo cheio de cachos soltos caindo sobre os ombros, os olhos maquiados com um traço um pouco mais escuro do que o de costume. Por baixo, eu sabia que ela estava com a calcinha vermelha de renda, aquela que marcava os lábios da buceta quando ela se abaixava. Eu a conhecia fazia três anos e nunca a tinha visto se arrumar assim para receber alguém.

—Nossa, você cresceu, Renata! — Matías disse quando se cumprimentaram—. Da última vez que te vi você tinha quatorze anos e usava aparelho.

—E você continua um idiota — ela respondeu, rindo e dando um beijo na bochecha dele.

Nos sentamos no sofá da sala, os quatro em volta da mesa de centro, e começamos com as histórias. Camila e Renata puxaram lembranças da escola: professores ridículos, namorados de quem ninguém mais lembrava, uma vez em que fugiram para a praça durante a aula de educação física. Matías contou coisas da infância com a prima, verões na casa da avó, brincadeiras intermináveis no quintal. Eu ria, servia vinho, observava, com o pau meio duro sob a calça.

Com a segunda garrafa já pela metade, as duas garotas estavam com as bochechas vermelhas. Camila tinha tirado os tênis e estava com as pernas cruzadas no sofá, a saia subindo o suficiente para deixar adivinhar o tecido vermelho entre as coxas. Renata tinha se acomodado ao lado, muito perto, perto demais. De vez em quando roçavam um braço, um joelho, e riam sem motivo. Em uma dessas, Renata apoiou a mão na coxa nua de Camila e não a tirou por vários segundos. Minha namorada abaixou os olhos para a mão alheia sobre a pele dela e não disse nada. Eu engoli em seco e senti o pau endurecer por completo.

Em certo momento, Renata foi ao banheiro. Assim que a porta do corredor se fechou, Camila se virou para nós, fez sinal para chamar nossa atenção e, sem levantar do sofá, ergueu a saia até a cintura. Ela estava com a mesma calcinha vermelha que aparecia nas fotos que eu tinha mostrado a Matías algumas semanas antes. O tecido mal cobria os lábios da buceta, um triângulo vermelho úmido, já com uma mancha escura no centro denunciando que ela estava molhada fazia tempo. Abriu as pernas por um segundo, passou dois dedos por cima do tecido, levou-os à boca e os chupou olhando para nós dois. Meu amigo abriu os olhos como dois ovos fritos e mordeu o lábio para não dizer nada. Eu vi como ele ajeitou o volume por baixo da calça.

Camila baixou a saia exatamente quando se ouviu a corrente do banheiro. Sentou de novo no sofá como se nada tivesse acontecido e piscou para nós.

Matías e eu nos olhamos. Era o momento.

—Cara, me acompanha até o armazém pra comprar cigarro? — falei, levantando—. Acabou.

—Vamos.

Era uma desculpa óbvia, mas funcionou. Saímos os dois. A ideia era dar às garotas dez minutos a sós, tempo suficiente para acontecer o que tivesse de acontecer ou para elas rirem e a magia acabar.

No armazém compramos um maço, mais uma garrafa de vinho branco e voltamos devagar, esticando cada quarteirão. Matías estava sério, concentrado, como se estivesse entrando em campo. Eu não conseguia parar de sorrir, com o pau ainda duro marcando a calça.

Quando enfiei a chave na porta do apartamento, as duas se sobressaltaram como duas adolescentes pegas fazendo alguma coisa. Mas não se separaram.

Estavam no sofá, uma de frente para a outra, as pernas entrelaçadas, as mãos de Renata apoiadas na cintura de Camila, por dentro da camiseta, subindo já em direção aos peitos dela. Murmuravam algo que não ouvimos. Camila tinha os lábios entreabertos, a respiração curta e os olhos brilhando. Renata estava colada no ouvido dela, sussurrando algo que a fazia sorrir de um jeito que eu nunca tinha visto, com uma expressão nova de rendição.

—Fiquem tranquilos, continuem no que estavam fazendo — falei, largando as sacolas na mesa com a voz mais casual que consegui fingir.

Matías se sentou na poltrona, em silêncio, apoiando os cotovelos nos joelhos, com o olhar grudado na prima e na minha namorada como se olhar fosse a única coisa que lhe restasse na vida. Eu me ajeitei no sofá de três lugares, na outra ponta daquele em que elas estavam. Nenhum de nós respirava forte. A sala ficou presa numa quietude densa, cheia de eletricidade.

Camila me olhou de canto. Eu balancei a cabeça uma única vez.

Então Renata a beijou.

Foi um beijo suave no começo, só um roçar de lábios, quase uma pergunta. Camila não recuou. Fechou os olhos, levantou uma mão e a apoiou na nuca de Renata, e retribuiu o beijo com uma lentidão que me deixou sem ar. Depois de alguns segundos, vi ela abrir a boca e deixar a língua da outra entrar, e as duas línguas começaram a brincar do lado de fora, à vista de todos, num beijo molhado e barulhento que me fez ferver o sangue. Renata mordeu o lábio inferior dela, puxou um pouco, soltou e voltou a enfiar a língua na boca dela. A mão que estava por baixo da camiseta de Camila terminou de subir e agarrou um seio por cima do sutiã. Minha namorada soltou um gemido curto, abafado contra a boca alheia, que me atravessou como uma descarga.

***

E aqui eu tenho que parar.

Sei que é uma traição. Sei que justamente o momento mais esperado é o que estou deixando para o próximo relato. Mas essa noite merece ser contada com detalhe, com calma, com cada gesto e cada palavra que dissemos, cada gemido, cada gozo, cada posição. Se eu enfiar tudo aqui, estrago.

O que veio depois foi a coisa mais excitante que eu já vi na vida: duas mulheres se despindo na minha sala, se comendo no meu sofá, gemendo com a cara encharcada de tesão alheio, enquanto Matías e eu batíamos punheta a um metro de distância sem dizer uma palavra. E também o mais difícil de processar no dia seguinte. Porque aquela sexta-feira à noite abriu para Camila e para mim uma porta que nunca mais se fechou, e para Matías confirmou que fantasias têm peso real quando você se atreve a tirá-las do chat e colocá-las numa sala com pessoas de verdade.

O próximo relato começa exatamente naquele beijo. Com tudo o que se desencadeou depois, os movimentos lentos, a roupa caindo aos poucos, as calcinhas encharcadas jogadas no chão, as palavras sujas que Renata disse enquanto passava a língua pelo pescoço, pelos peitos e pela buceta da minha namorada, e o olhar que trocamos eu e Matías, com as picas na mão, quando entendemos que aquela noite ia ser muito, mas muito longa.

(Continua.)

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