O segundo dia de adestramento de Diana
Tinham-lhe avisado que no segundo dia não haveria piedade. O que ela não sabia era até onde as duas senhoras da sala branca estavam dispostas a levá-la.
Tinham-lhe avisado que no segundo dia não haveria piedade. O que ela não sabia era até onde as duas senhoras da sala branca estavam dispostas a levá-la.
Achou que desfilar meio nu ia deixá-la nervosa. O que não imaginou é que, naquela noite, aprenderia à força quem mandava de verdade naquela casa.
Confessei a Bianca por que o namorado dela nunca a satisfaria por completo, e ela me revelou um segredo idêntico ao meu. Na mesma semana, chamamos os dois para nossa casa.
Duas cadeiras com um buraco no meio, uma corda com um nó e dois homens presos sem saber se a próxima rodada cairia sobre eles. O jogo começava.
Ele achou que naquela noite mandaria. Assim que cruzou a porta, as cordas já estavam prontas e os sorrisos delas não tinham nada de inocentes.
Ela confiava cegamente nela, por isso não perguntou para onde iam quando o carro saiu da autoestrada e seguiu rumo à costa com a professora no banco de trás.
Passei metade da vida achando que tinha tudo, até vê-la na linha de produção e saber que não pararia até tê-la na minha cama.
Eu usava um vestido vermelho justo demais e tinha acabado de fazer quarenta e dois anos quando aquela loira apoiou a mão na minha cintura e me apertou contra ela.
Beatriz já não resistia quando eu passava a corrente em seu pescoço. Mudei seu nome, sua rotina e a ideia que tinha de si mesma.
As calcinhas ainda estavam mornas quando ela as tirou da maçaneta. Não imaginava que essa curiosidade a levaria até a cama de uma desconhecida.
Eu a adorava em silêncio desde criança. Na noite antes de partir, ela me pediu que a ajudasse a se despir, e minhas mãos tremeram ao enfim roçar sua pele.
Passei dez anos resignada ao sexo morno do meu casamento. Então Lorena fechou a porta do chuveiro por dentro e me beijou sem pedir permissão.
Mara cobriu os olhos dela e pediu silêncio. O que sua melhor amiga fez depois com a língua cruzou para sempre a fronteira do que elas eram.
Centella me segurou contra a parede da cabine, seus seios contra meu rosto, e sussurrou para eu aprender a ficar quieta e obedecer cada ordem.
Ela levantou a saia, me olhou fixo e disse para eu não ter vergonha, que todo mundo fazia. Ali eu soube que aquela noite não se pareceria com nenhuma outra.
Li o nome na etiqueta do cadáver e o coração deu um salto: era ela, a mesma que me humilhou por seis anos. E agora estava imóvel, à minha mercê.
Naquela noite, enquanto voltava para casa dirigindo, percebi que, por trás do sorriso safado dela, havia uma ideia nova. E que eu não conseguiria tirá-la da cabeça.
Faltavam dias para o parto, e eu só conseguia pensar em uma coisa. Quando a contração me dobrou de dor, pedi a Rocío que enfiasse a mão sob o lençol.
Desci ao jardim no escuro sem saber que, dessa vez, ela não me deixaria sozinho com a própria lingerie: tinha algo da mãe guardado para mim.
Ela escondia algo na mão e aquele sorriso não anunciava nada inocente. —Mostra a língua —me ordenou, e eu já sabia que ia obedecer.