O que Esperanza descobriu nos lábios de Marisol
Esperanza havia observado tudo do seu canto, o coração batendo com uma mistura estranha de assombro e desejo. Naquela manhã, quando Marisol amamentou a criança com o torso nu e o leite brilhou sobre sua pele como um pequeno rio, algo se moveu dentro da jovem. Um calor desceu do peito até a entreperna, uma umidade incômoda que a fez corar. Sentiu a boceta molhar sob a camisola, os lábios incharem de pura curiosidade, e teve de apertar as coxas para conter a pulsação que subia entre suas pernas.
Quando Marisol terminou, cobriu-se e abriu as janelas, Esperanza sentiu o impulso de se aproximar, de compartilhar o peso do dia como uma forma de retribuir um pouco daquela ternura. Levantou-se com um gesto tímido. A bata fina escorregou um pouco sobre seu ombro, deixando à mostra a curva do pescoço e o início dos seios.
— Posso ajudar você com a casa… se quiser — ofereceu, com a voz quase partida.
Marisol sorriu, e seus olhos brilharam.
— Eu gostaria de ter companhia. Há muito a fazer.
As duas se movimentaram juntas pela cabana com uma sincronia que não esperavam. A única coisa que as cobria eram aquelas camisolas brancas, gastas pelo tempo e quase transparentes contra a luz. Nenhuma usava roupa íntima, e ambas sabiam disso sem dizê-lo. Enquanto varriam o chão, seus braços se roçaram várias vezes. Enquanto alimentavam as galinhas no galinheiro, seus quadris se encontraram por um instante, e nenhuma das duas se afastou completamente.
Dentro da cabana, Marisol se inclinou para limpar a mesa, e a camisola subiu o suficiente para mostrar a maciez da coxa e uma visão fugaz da boceta escura entre as nádegas. Esperanza prendeu a respiração e sentiu um fio de umidade escapar por dentro.
— Hoje as galinhas parecem contentes — disse a jovem, fingindo concentrar-se no pano.
— Dei a elas o pouco que tínhamos, mas parecem agradecidas — respondeu Marisol e, ao se virar, o tecido se ajustou aos seus seios. O leite havia manchado a roupa com dois círculos discretos sobre os mamilos endurecidos —. Obrigada por estar aqui. Tudo fica mais leve com você.
Esperanza aproximou-se para limpar um canto, e seu ombro roçou o braço de Marisol. A corrente quente que sentiu não vinha da cozinha nem do fogo.
— Gosto de estar aqui — murmurou —. Sinto que isto é um lar.
Marisol desviou o olhar, sem saber muito bem por quê. Sentia um calor na entreperna que não sabia nomear, uma pulsação úmida na boceta que a fazia apertar as coxas disfarçadamente.
— É curioso — confessou, quase para si mesma —. Nunca pensei que voltaria a me sentir assim. Depois que ele morreu, tudo parecia vazio. Mas você trouxe um pouco de luz.
Esperanza levantou o balde e, ao se abaixar, o tecido esticou-se sobre os quadris, marcando a rachadura da bunda. Ao passar-lhe o balde, as mãos das duas se encontraram por um segundo a mais.
— Você também me dá alguma coisa — disse a jovem —. Não sei explicar. Sinto-me menos sozinha.
— Talvez possamos construir algo juntas — sussurrou Marisol, enquanto ajeitava uma cortina. O movimento levantou sua camisola e deixou à vista a linha reta das costas e metade das nádegas fartas —. Um lugar onde nenhuma das duas precise ficar sozinha.
O dia continuou assim, feito de tarefas e roçados que pareciam não ser roçados. A feminilidade exposta sob aquelas camisolas gastas fazia com que se sentissem nuas o tempo todo, e nenhuma ousava falar sobre isso. Quando alimentaram o porco do cercado, seus braços se entrelaçaram ao passarem o balde. Marisol notou a pele jovem de Esperanza, ainda sem marcas, e uma gota de leite brotou de seu mamilo só de sentir seu cheiro. Esperanza notou a maturidade de Marisol, a fartura do corpo que havia sido mãe havia pouco, e um espasmo correu entre suas pernas.
***
A noite caiu sobre a cabana como um manto escuro. As brasas da lareira haviam se reduzido a um sussurro avermelhado, e o aroma do humilde ensopado — ervas, raízes, um pouco de toucinho — ainda pairava misturado ao cheiro da madeira e das ervas secas penduradas nas vigas. Marisol e Esperanza, sentadas frente a frente à mesa rústica, haviam terminado de jantar num silêncio que já não incomodava.
Marisol brincou com os restos de pão. Foi a primeira a falar, em voz baixa.
— Depois que ele partiu, o silêncio me sufocava. Cada canto desta cabana me lembrava do riso dele, das mãos grandes que me seguravam. Agora só resta este vazio que não sei como preencher.
Esperanza inclinou a cabeça. Sua voz tremeu ao responder.
— Eu também sinto isso. Quando minha mãe morreu, foi como se arrancassem uma parte de mim. Não tenho ninguém para me guiar, ninguém para me abraçar como ela. Sinto-me perdida, como se flutuasse sem âncora.
O ar da cabana encheu-se de algo novo, uma vulnerabilidade sem defesa. Marisol pensou nas noites frias depois da morte do marido, na cama vazia, no choro que havia engolido no escuro durante meses, na mão que mergulhava sozinha entre suas pernas em busca do alívio que nenhum homem mais lhe dava. Esperanza apertou as mãos contra os joelhos. Uma lágrima desceu por sua face, depois outra, e então um soluço que a fez tremer dos ombros.
Marisol levantou-se quase sem pensar. A camisola moveu-se, deixando suas coxas à mostra por um instante, e os pelos escuros da boceta se insinuaram à luz das brasas. Atravessou a distância, ajoelhou-se diante da jovem e abriu os braços.
Esperanza deixou-se envolver. Enterrou o rosto no ombro de Marisol e chorou com profundo desespero. O tecido gasto das camisolas ajustava-se aos corpos das duas e deixava tudo à vista uma da outra: a curva dos seios, a suavidade dos quadris, o calor das peles. Marisol sentiu os seios jovens de Esperanza se comprimirem contra os seus, com os mamilos duros como pedrinhas, e seu próprio leite, sensível ao contato, ameaçar escapar outra vez. Acariciou-lhe as costas em pequenos círculos.
— Você não está sozinha — sussurrou —. Eu também sinto isso. Podemos amparar uma à outra.
Esperanza ergueu o rosto, os olhos brilhando.
— Nunca pensei que encontraria alguém que entendesse — respondeu —. A sua dor faz com que eu me sinta menos perdida.
O choro acalmou-se devagar, até se transformar num suspiro entrecortado. Ficaram com os rostos a centímetros de distância. A luz das brasas iluminava metade de suas faces e deixava a outra na sombra. Marisol sentiu um calor subir do peito até a entreperna, uma umidade que a desconcertou, mas que a encheu de um desejo doce. Sua boceta escorria, simplesmente, como não acontecia havia meses. Esperanza sentiu o mesmo; o corpo inteiro tremeu, e ela notou o próprio gozo molhar a parte interna das coxas.
Sem palavras, sem combinar, os rostos se aproximaram. Marisol inclinou a cabeça. Esperanza fechou os olhos. Os lábios roçaram-se com uma timidez quase sagrada, suaves como o bater de asas de um pequeno inseto. Depois se abriram. As línguas se encontraram sem pressa, numa dança úmida e doce que dissolveu, por um instante, o peso das duas perdas. Marisol gemeu contra a boca de Esperanza. Esperanza deixou as mãos pousadas nos ombros de Marisol e perdeu-se ali.
O beijo se prolongou. As línguas exploraram-se devagar, saboreando-se como se tivessem medo de se gastar. Marisol inclinou mais a cabeça para aprofundá-lo, chupou a língua da jovem, mordeu-a de leve. Esperanza respondeu com um movimento suave. O sabor era salgado pelas lágrimas da jovem e doce por algo que Marisol não conseguia nomear. As mãos apertaram-se com mais força.
***
Separaram-se muito devagar, tremendo como folhas. Entre as duas abriu-se um espaço carregado de perguntas que nenhuma ousava fazer. Era um território novo. Nenhuma o havia percorrido antes, e ambas se sentiam perdidas nele, mas de uma maneira que não doía.
Marisol continuava inclinada para a frente. Um calor subia por sua coluna e se ramificava pelo corpo inteiro. Os seios, cheios pela maternidade recente, pareciam pulsar sob a camisola. Uma gota de leite havia brotado durante o beijo e brilhava na curva do peito, prateada sob a luz do fogo. Seus mamilos haviam endurecido. Cada respiração enviava uma onda de sensibilidade que quase doía. Levou a mão ao peito por instinto, mas o roce dos próprios dedos piorou tudo e disparou uma pontada direta na boceta.
Esperanza, diante dela, estava imóvel como uma corda tensionada. Os seios jovens, menores, mas igualmente despertos, marcavam-se sob o tecido. Os mamilos haviam se eriçado e apareciam como duas pontas finas. Sentia um calor subir da pélvis e envolver-lhe o peito, deixando-o mais pesado, mais sensível. Sem querer, roçou o tecido com os dedos, e o abalo a fez arfar. Um fio quente desceu pela parte interna da coxa. Sua boceta estava escorrendo.
Nenhuma falou. Marisol passou a ponta da língua pelo lábio inferior e sentiu ainda ali o sabor da jovem, uma mistura de inocência e algo mais sombrio. Esperanza lambeu os próprios lábios com um gesto tímido e sentiu o sabor de Marisol, leite e calor maternal, e seu coração disparou sem controle.
O ar entre as duas carregou-se de um cheiro sutil. Subia dos dois corpos, terroso e almiscarado, cheiro de boceta molhada misturado à madeira queimada e às ervas secas. Marisol percebeu-o como uma corrente quente que subia da entreperna e deixava seus seios ainda mais tensos. Esperanza apertou as pernas para conter uma onda de calor que se espalhava do centro para cima, mas apertá-las só fez o clitóris roçar em si mesmo, arrancando-lhe um gemido baixo.
Marisol virou o corpo para ela, as mãos tremendo sobre os joelhos. Procurou-a com os olhos.
— Esperanza, não sei o que está acontecendo comigo. Nunca senti algo assim. Quando beijei você, foi como se um fogo se acendesse dentro de mim, aqui — tocou o peito —, e não consigo parar de tremer. Meus peitos estão vivos, como se fossem explodir, e aquela gota que escapou… Meu Deus. E aqui embaixo estou encharcada, escorrendo como uma cadela no cio. Você também sente isso?
Esperanza baixou o olhar por um instante. Depois o ergueu, os olhos brilhantes.
— Quando seus lábios tocaram os meus, o mundo parou e, ao mesmo tempo, tudo dentro de mim começou a se mover. Sinto os seios pesados, como se também fossem explodir. Os mamilos doem um pouco, mas de um jeito que eu gosto. Estou tremendo inteira. Minha boceta está molhada, Marisol, não consigo esconder, está escorrendo pelas minhas coxas. E o seu sabor ainda está na minha boca. Sempre que penso nisso, parece que meu coração vai sair do peito.
Marisol deixou uma mecha de cabelo cair sobre o rosto. Sua voz ficou mais grave.
— Quando abracei você, senti seus peitos contra os meus, e foi como se meu leite quisesse fluir ainda mais. Há uma pulsação aqui que não se acalma. E aquele cheiro no ar… você também percebeu? Era como se nossos corpos falassem sem palavras. Agora não sei se quero sair correndo ou abrir as pernas para você.
Esperanza mordeu o lábio. Aproximou as mãos do próprio peito, sem ousar tocá-lo.
— Percebi. Era cheiro de nós duas, do que está escorrendo entre nossas pernas. Meus seios estão tão sensíveis que a camisola machuca. E quero que você os chupe, embora tenha vergonha de dizer isso. Sempre que penso na sua boca, meu corpo se tensiona à espera de algo mais.
Marisol soltou um longo suspiro, deixando escapar um gemido. Levantou-se do chão, passou as mãos pela camisola e, sem deixar de olhar para a jovem, baixou-a pelos ombros. O tecido gasto escorregou devagar, deixando primeiro à mostra os seios inchados, brancos, com veias azuis desenhadas sob a pele, e os mamilos escuros e longos, úmidos, com duas gotas de leite pendendo lentamente. Depois a camisola caiu no chão, e ela ficou nua, com os pelos negros da boceta brilhando de umidade à luz do fogo, as coxas apertadas, a pele toda trêmula.
— Olhe para mim — sussurrou —. E deixe-me olhar para você também.
Esperanza obedeceu como se lhe tivessem roubado o ar. Levantou-se, puxou a camisola para cima com mãos desajeitadas e tirou-a pela cabeça. Os seios jovens saltaram livres, redondos e firmes, com os mamilos rosados apontados para cima. A barriga lisa, os quadris estreitos e, entre as pernas, uma moita de pelos finos e castanhos, com a boceta rosada já brilhando, encharcada, dois fios de umidade descendo pela parte interna das coxas até os joelhos.
Marisol deu um passo à frente. Estendeu as mãos e segurou os seios da jovem, um em cada palma. Apertou-os suavemente, sopesando-os, e beliscou-lhe os mamilos com os polegares e indicadores. Esperanza gemeu alto, jogou a cabeça para trás, e suas pernas se abriram sozinhas, sem que ela mandasse.
— Como estão duros — murmurou Marisol, baixando a boca. Lambeu o mamilo direito com a ponta da língua, devagar, fazendo círculos. Depois colocou-o inteiro na boca e chupou-o, faminta, como se também quisesse tirar leite da jovem. Esperanza soltou um grito abafado. Enterrou as mãos nos cabelos de Marisol e apertou sua cabeça contra o peito.
— Sim, sim… assim, chupe meus peitos, chupe-os — arfou.
Marisol passou ao outro mamilo. Mordiscou-o de leve, depois sugou-o longamente. A jovem se contorcia. Sentia cada puxão da boca da mulher descer diretamente até a boceta, como se houvesse um fio tenso entre os seios e o clitóris. A umidade escorria, molhava-lhe as coxas, e o cheiro de fêmea quente encheu a cabana.
Esperanza, respirando aos soluços, baixou as mãos ao peito de Marisol. Tinha medo, mas a fome falou mais alto. Segurou os seios grandes e pesados, sopesando-os com as duas mãos. Os mamilos escuros pingavam leite. Abaixou-se e provou, tímida, pondo a língua para fora. O leite morno encheu sua boca, adocicado, e algo se rompeu dentro dela. Fechou os lábios sobre o mamilo e sugou com força. O leite saiu em jorro e encheu-lhe a garganta.
Marisol gemeu longamente. Agarrou-se às costas da jovem.
— Sim, minha menina, tome, beba tudo…
Esperanza sugava com entrega, como se nunca houvesse provado nada tão bom. Trocava de mamilo, lambia os lábios, deixava o líquido escorrer pelo queixo e o engolia. O leite molhava os seios das duas, a barriga, o pescoço. Marisol arfava, pressionava-se contra a boca da jovem e sentia a boceta pulsar tão forte que doía.
Com a boca ainda colada a um mamilo, Esperanza deixou as mãos descerem pela barriga da mulher, tateando, até encontrarem os pelos molhados. Marisol abriu um pouco as pernas. A jovem enfiou os dedos entre os lábios da boceta e ficou imóvel, de olhos muito abertos.
— Você está… está toda molhada. Escorrendo.
— Por sua causa — arfou Marisol —. Enfie-os. Por favor. Enfie-os agora.
Esperanza enterrou dois dedos na boceta. O calor e a umidade a espantaram. Marisol soltou um gemido gutural e cravou as unhas nos ombros dela. A jovem começou a movê-los para dentro e para fora, desajeitada no início, mas logo aprendeu a curvá-los, a procurar. Com o polegar, tocou o clitóris inchado e fez pequenos círculos.
— Aí, aí… Meu Deus, aí… — Marisol pressionava-se contra sua mão, movendo os quadris.
O ar estava espesso, cheirando a leite, boceta e fêmea. Marisol baixou uma das mãos e, sem deixar de se mover contra os dedos da jovem, procurou a boceta encharcada de Esperanza. Enfiou três dedos de uma vez. A jovem uivou e se dobrou contra ela, e as duas ficaram encaixadas, masturbando-se ao mesmo tempo, arfando na boca uma da outra.
— Nunca… ninguém me tocou assim — choramingava Esperanza —. Continue, continue, não pare.
Marisol empurrou-a devagar até fazê-la sentar-se sobre a mesa rústica. Afastou suas pernas com as duas mãos, abriu-as bem e ficou olhando para a boceta aberta da jovem, rosada, inchada, brilhando de umidade, com o clitóris duro despontando. Lambeu os lábios.
— Deixe-me provar você.
Ajoelhou-se entre as pernas da jovem. Passou a língua inteira por ela, de baixo para cima, numa lambida longa e lenta, terminando por chupar-lhe o clitóris. Esperanza soltou um grito, agarrou-se à borda da mesa, e seus quadris se ergueram sozinhos.
Marisol comeu-a com a fome acumulada de meses. Enterrou a língua dentro dela, retirou-a, lambeu seus lábios, sugou-lhe o clitóris, enfiou e retirou os dedos enquanto chupava. A jovem se contorcia, sacudida por inteiro, arfando palavras soltas. Um jorro quente banhou o rosto de Marisol, que lambeu mais depressa, engolindo tudo. Esperanza gozou com um longo grito, as pernas se fechando sobre a cabeça da mulher, o corpo tremendo em espasmos.
— Ai… ai, Marisol… — chorava e ria ao mesmo tempo, desfeita.
Marisol ergueu-se, o rosto brilhante, os lábios inchados. Deu um beijo profundo na boca da jovem e passou-lhe o sabor do próprio gozo. Esperanza gemeu ao saborear-se na língua da outra.
— Agora você — sussurrou a jovem, ainda tremendo —. Ensine-me.
Trocaram de lugar. Marisol sentou-se na beirada da mesa e abriu as pernas de par em par. Esperanza ajoelhou-se entre elas, ainda desajeitada, e olhou para a boceta de mulher, mais carnuda, mais escura, brilhante de umidade, com o clitóris grosso despontando. Aproximou-se, respirou o cheiro e deu uma lambida inteira, tímida no começo, depois ávida. O sabor a sacudiu. Forte, salgado, denso. Enterrou a língua dentro dela e bebeu, enquanto as mãos subiam aos seios de Marisol para beliscar-lhe os mamilos durante o ato.
Marisol gemia sem controle. Segurou a cabeça da jovem, enroscou os dedos em seus cabelos e moveu seu rosto contra a boceta, marcando o ritmo.
— Assim, minha menina, mais fundo, chupe meu clitóris… ai, sim, ai, ai…
Esperanza aprendeu rápido. Sugava-a, passava a língua aberta, enfiava dois dedos e os curvava dentro dela, depois voltava a chupar. O leite continuava brotando dos mamilos de Marisol e escorria por sua barriga até a boceta, e a jovem também o lambia, misturando todos os sabores.
Marisol gozou com um longo espasmo, os quadris empurrando contra o rosto da jovem, gritando roucamente. Apertou-lhe a cabeça com tanta força que Esperanza quase não conseguia respirar, mas não queria se afastar.
Quando a mulher relaxou, a jovem se ergueu, o rosto encharcado, os cabelos desgrenhados. Marisol levantou-a, abraçou-a com força, seios contra seios, e as duas se deixaram cair no chão, sobre uma manta velha jogada perto da lareira. Acomodaram-se uma sobre a outra, com as pernas entrelaçadas, e as bocetas molhadas se roçaram.
— Assim — arfou Marisol —, pressione-se contra mim.
Começaram a se mover. Boceta contra boceta, clitóris contra clitóris, os lábios molhados beijando-se entre as pernas. Seguravam-se pelos quadris, procuravam-se com fome, arfavam na boca uma da outra. Marisol chupava os seios jovens de Esperanza, a jovem apertava os seios cheios de leite de Marisol, e as duas se esfregavam num ritmo cada vez mais frenético.
— Vou gozar de novo — gemeu Esperanza —, de novo, de novo…
— Goze comigo — pediu Marisol, suando —, goze comigo, minha menina…
Gozaram juntas, gritando na boca uma da outra, os corpos convulsionando entrelaçados, as bocetas escorrendo uma contra a outra, o leite derramado entre as duas, encharcadas de suor e de fluidos.
Ficaram abraçadas, tremendo, respirando como se tivessem corrido quilômetros. Nenhuma soltou a outra. Marisol acariciava os cabelos da jovem. Esperanza beijava sua clavícula, os seios, o pescoço.
O cheiro no ar tornou-se mais espesso. A cabana, o fogo se apagando, as ervas secas — tudo ficou fora daquele pequeno círculo que as duas formavam com os corpos. Não souberam quanto tempo passou. Quando finalmente se soltaram um pouco, não se afastaram. Esperanza encostou a testa na de Marisol, e ficaram assim, respirando juntas, como se o silêncio compartilhado já fosse outra forma de promessa.
Lá fora, as estrelas continuavam em seus lugares. Lá dentro, duas mulheres despedaçadas haviam deixado de se sentir sozinhas pela primeira vez em muito tempo.