Apaixonei-me pela minha própria filha e não sei como dizer isso a ela
Quando ela desce para o café da manhã de camiseta e calcinha, eu me derreto por dentro e sei que este fim de semana na casa de campo será o último em que vou conseguir me calar.
Quando ela desce para o café da manhã de camiseta e calcinha, eu me derreto por dentro e sei que este fim de semana na casa de campo será o último em que vou conseguir me calar.
Quando ela arrancou a toalha do meu corpo no alpendre e os vizinhos pararam de jantar para me olhar, entendi que aquele verão seria muito diferente do que eu havia imaginado.
Subi ao quarto dela achando que conhecia a garota de quinze anos que já não existia. A caixa debaixo da cama deixou claro: minha filha era outra, e eu também.
Quando Mariela mandou que Carla tirasse também a calcinha, ela procurou nos olhos da mãe o freio que esperava. Não encontrou. O que achou foi um sorriso cúmplice.
Minha filha largou a taça, tirou a meia-calça no sofá e me olhou com um sorriso que eu não via havia dez anos. Lá fora, a primeira nevasca do inverno se acumulava no sótão.