A segunda noite com Mateo ele passou sem mim
Eu disse que sim porque me excitava mais do que a ela. O que eu não calculei foi pegar no sono justo quando a coisa ficava boa.
Eu disse que sim porque me excitava mais do que a ela. O que eu não calculei foi pegar no sono justo quando a coisa ficava boa.
Uma lâmpada do corredor cedeu e se apagou. Na penumbra, as mãos dela envolveram minha cintura e eu soube que passara anos esperando aquele instante sem ousar nomeá-lo.
Tomás saiu do banho nu e disse que pra que ia se vestir se a gente ia despí-lo mesmo. Naquela noite na cabana, nenhum dos quatro pensou em dormir.
«Desce às nove. Bem tomado banho, depilado e sem roupa íntima. Hoje a gente vai te usar nós dois.» Desliguei o telefone com as mãos tremendo e comecei a contar as horas.
Quando vi a caminhonete se afastando pela estrada, meu corpo começou a pulsar diferente. Eu sabia exatamente o que ia acontecer assim que ele e eu ficássemos sozinhos naquela casa.
Atrás de cada um dos três buracos podia haver qualquer um. Eu não via nada. Só sentia mãos, bocas e um olhar conhecido me observando do outro lado.
Quando ele bateu à minha porta à meia-noite, eu soube que tinha voltado a mentir para a mulher. E soube, também, que naquela noite ele seria só meu.
Vi meu próprio rosto na tela do celular dele, perdido entre os pelos do peito, e entendi que aquela tarde na sauna não tinha sido tão anônima quanto eu pensava.
Meus pais diziam que aquela vizinha não era confiável. Eu só sabia que, cada vez que a cruzava no elevador, eu tinha dificuldade para respirar e não entendia por quê.
Mandei uma foto da minha boceta aberta do banheiro da cafeteria. O que aconteceu depois, diante daquela janela, ainda me faz tremer as pernas.
Eu me achava a rainha do quarto, intocável e exigente. Então você desceu, abriu minhas pernas e descobri o quanto eu gostava de obedecer sem protestar.
Camila e eu aceitamos o convite sem imaginar que, por trás daquela porta, vivia uma família onde todos compartilhavam muito mais do que a mesa de jantar.
Numa noite de tempestade, voltei encharcada e abri sem avisar a porta do quarto: o que vi sobre a nossa cama mudou minha cabeça mais do que qualquer briga poderia.
Estreei os tênis num sábado cedo, sem imaginar que voltaria para casa com o short úmido por motivos que não tinham nada a ver com correr.
Quando suspenderam o confinamento, eu já estava tempo demais aguentando. Saí para a rua decidido a encontrar o que precisava, sem imaginar que seriam três ao mesmo tempo.
Aceitei o dinheiro dele sem imaginar como ele ia querer receber de volta. Quando ele chegou naquela noite com vinho e aquele sorriso calmo, eu soube que não havia mais volta.
Daniel me proibiu de me tocar enquanto me fodia. A regra durou até a noite em que o caminhoneiro voltou antes e nos encontrou no banheiro.
Subi esses degraus com o coração a mil, sem imaginar que sairia do apartamento convertido em outra pessoa e com um nome de mulher nos lábios.
Havia semanas que duas sombras a seguiam de longe. Naquela noite, em vez de apertar o passo, ela se virou e os esperou.
Tranquei o vestiário, abri a maleta e deixei de ser Tomás. Nessa noite, no clube, eu não imaginava que meu próprio chefe ia abrir a porta.