O desconhecido que nos observava na praia
Acreditávamos que brincávamos às escondidas na areia, até que um estranho se aproximou e confessou que nos observava havia horas. E trazia uma proposta.
Acreditávamos que brincávamos às escondidas na areia, até que um estranho se aproximou e confessou que nos observava havia horas. E trazia uma proposta.
Cheguei atrasada ao jantar, mas não foi por trânsito. Foi pelo desvio que fizemos até aquele terreno baldio a cinquenta metros do restaurante.
Quando sentiu a brisa arrepiar sua pele, soube que aquela noite de lua cheia não terminaria à beira-mar. E não queria que terminasse.
As paredes do apartamento eram de papel, e a melhor amiga da minha namorada dormia parede com parede. Naquela primeira manhã fingimos não lembrar que ela estava ali.
Saí da água tremendo de frio e a vi ajeitando o biquíni ao sol. Nenhum dos dois sabia que aquela manhã mudaria tudo entre nós.
Renata sempre se escondia atrás de Camila e Marisol. Nessa noite, na areia morna e longe de casa, decidiu que não queria mais olhar da margem.
Caminhei até a beira d’água com um plano bobo: passar na frente dela e memorizá-la. Eu não sabia que aquela desconhecida ia se deixar olhar como se tivesse decidido isso.
Damián aceitou o desafio pensando em mil dólares. Não imaginava que terminaria amarrado na areia, vendo a esposa cavalgar cinco desconhecidos enquanto recebia choques.
Baixei a sunga achando que ninguém me via. Quando tropecei e caí na areia, dois pares de olhos já me observavam com um sorriso que não prometia nada de bom.
Meu marido cochilava enquanto eu caminhava pela areia procurando os três homens que eu vinha imaginando havia dois dias. Eu não pensava voltar sem eles.
Quando Noa se ofereceu para passar creme no capitão, ninguém imaginou que aquele gesto iria acender tudo o que veio depois na enseada escondida.
A garçonete tinha me observado durante todo o jantar. O que eu não imaginava era que ela e os colegas nos esperavam no escuro entre as árvores da praia.
Pedimos a massagem juntos para não nos separar. O que não sabíamos era que aquelas quatro mãos extras vinham dispostas a ficar até o amanhecer.
Aceitamos as regras sem saber direito a que estávamos nos entregando: uma ilha, vários amos e a promessa de que um não sempre seria um não. O resto o desejo decidia.
Ela provocou meio grupo de estrangeiros da piscina, e quando um deles se plantou diante da minha espreguiçadeira eu descobri que aquele verão não ia poupar ninguém.
Éramos duas lésbicas de férias buscando uma última noite juntas; jamais pensei que um simples beijo acabaria com todo mundo enroscado no mesmo sofá.
Três amigas, uma suíte paga pela empresa e dois malaguenhos com vontade de festa. Lorena sabia que a última noite na ilha não ia ser dormida sozinha.
Ela aceitou mostrar a cidade acreditando que controlava a situação. Não sabia que cada jantar, cada praia e cada distração faziam parte de um jogo pensado só para ela.
Elas chamavam aquilo de fuga secreta: três dias sem maridos nem filhos. Mas desta vez Bea convidou quatro homens para jantar, e nenhuma imaginou como a noite terminaria.
Achei que seria um dia de mar entre amigos. Não contei com o rapaz da tripulação que não tirava os olhos de mim, nem com tudo o que veio depois.
Acordei com a boca dela ao redor da minha rola e soube que o segundo dia na casa de praia seria ainda mais longo que o primeiro.
Saíamos há seis meses como amigos, sem coragem de fazer nada. Naquela noite, enquanto girávamos a garrafa, entendi que elas queriam muito mais do que nossa companhia.
Era nossa última noite e já não havia turnos nem jogos: só oito amigos, muita pele e a promessa silenciosa de que ninguém ficaria na vontade.
Três mulheres, três homens e uma só regra naquela noite no bangalô: ninguém sabia com quem acabaria, e o cronômetro já corria sobre a mesa da sala.
Acordei com as mãos de Lina me passando creme nas costas; ninguém imaginava que naquela manhã, na piscina, seríamos seis corpos sem regras nem pudor.
Deitadas ao sol depois do que tinha acabado de acontecer, ouvíamos como riam dele por não ter tido coragem. E foi isso que nos fez levantar.
Ela confiava cegamente nela, por isso não perguntou para onde iam quando o carro saiu da autoestrada e seguiu rumo à costa com a professora no banco de trás.
A enseada estava quase vazia quando Carla tirou o vestido sem pudor, e Lucía entendeu que aquele verão não seria só sobre trabalhar.
Achei que bastava me despir diante de estranhos para perder a vergonha. Então aquele casal se deitou ao meu lado e me olhou como se já soubesse o que eu ainda não ousava pedir.
Nadia se ajoelhou diante do vidro sabendo que os vizinhos do jardim ao lado não perdiam um detalhe. E isso foi apenas a primeira tarde.
Bianca colocou três calcinhas no centro da mesa e anunciou que o prêmio do jogo seria cobrado na sobremesa. Ninguém imaginava onde ela ia nos servir.
Viemos para recuperar nosso relacionamento e acabamos nus diante de dois desconhecidos numa enseada que só nós conhecíamos naquela manhã.
Combinamos agir como dois estranhos na areia: ela teria que me seduzir com meio mundo olhando, e eu teria que aguentar sem me denunciar.
Nunca tínhamos entrado em um lugar assim. Quando aquele casal da praia cruzou a porta e se sentou à nossa mesa, soube que a noite já não pertencia só a nós.
Damián me seguiu até a água para ver minha bunda de perto. O que começou como uma brincadeira entre risadas terminou com os dois casais trancados no apartamento dele.
Estávamos provocando um ao outro a manhã inteira com o protetor solar quando a garota da toalha ao lado resolveu entrar no jogo.
Não sabíamos como sair da água sem denunciar o que tínhamos acabado de fazer. O que não imaginávamos era que a noite mal tinha começado, e que a festa dos vizinhos mudaria tudo.
Quando Lucía tirou o biquíni na minha frente no quarto, entendi que aquele fim de semana na praia já não ia ser só sobre tomar sol.
Subimos com duas garrafas de champanhe e a ideia de passar um bom momento. Ninguém nos avisou que a família da frente entendia jantares de outro jeito.
Quando Lucía e eu chegamos àquela casa, o que vimos na sala nos deixou sem fôlego. Eu soube que a noite mal começava e que ninguém queria ir embora.
Marina me vendou os olhos e sussurrou que naquela noite eu escolheria. Três mulheres me observavam da penumbra da varanda, e meu coração batia como um tambor.
Estávamos sozinhos na praia até que um homem parou na beira da água para nos olhar. E, em vez de nos cobrir, decidimos dar a ele algo para ver.
Subimos ao barco para pescar e tomar sol. Descemos dele sendo outra coisa. O que vi na proa ainda tira meu sono todas as noites.
Subi na moto sem saber pilotar e desci dela transformado em outro. Mas o que realmente me mudou aconteceu depois, na areia, longe dos olhares... ou pelo menos foi o que pensei.
Sentei no murinho de frente para o mar, separei as pernas e deixei o vento fazer o resto. Seis desconhecidos viram tudo. Eu precisava deles todos.
Experimentei um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era controle puro.
Quando Aurelia tirou o vestido na frente da minha câmera, eu soube que aquela sessão de fotos não terminaria como as outras.